A deputada Inês de Medeiros, habitante em Paris e eleita pelo círculo de Lisboa (o que, por si só, já é muita coisa), vai ser responsável “moral” por uma alteração no Regimento da Assembleia da República para que as suas viagens a casa possam ser financiadas com o dinheiro público.
Eu não tenho nada contra a permanência de Inês de Medeiros na AR nem contra o facto de não residir no círculo pelo qual se candidatou (os eleitores desse círculo é que deviam ter tido isso em atenção). Os pára-quedistas são mais que muitos e este é apenas um caso levado a um certo “extremo”. O que não é aceitável é que a gestão propagandística de um partido leve a que uma Instituição da República altere as suas regras, “personalizando-as”. Inês Medeiros tem todo o direito a ir visitar a família, mas não tem de ser o Estado a “chegar-se à frente”. A haver alguém, tem de ser a própria, que aceitou a situação, ou o partido que a fez eleger – em modo de recompensa, quem sabe.
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A deputada Inês de Medeiros, habitante em Paris e eleita pelo círculo de Lisboa (o que, por si só, já é muita coisa), vai ser responsável “moral” por uma alteração no Regimento da Assembleia da República para que as suas viagens a casa possam ser financiadas com o dinheiro público.
Eu não tenho nada contra a permanência de Inês de Medeiros na AR nem contra o facto de não residir no círculo pelo qual se candidatou (os eleitores desse círculo é que deviam ter tido isso em atenção). Os pára-quedistas são mais que muitos e este é apenas um caso levado a um certo “extremo”. O que não é aceitável é que a gestão propagandística de um partido leve a que uma Instituição da República altere as suas regras, “personalizando-as”. Inês Medeiros tem todo o direito a ir visitar a família, mas não tem de ser o Estado a “chegar-se à frente”. A haver alguém, tem de ser a própria, que aceitou a situação, ou o partido que a fez eleger – em modo de recompensa, quem sabe.