Deputados pagos por todos a defender os interesses de poucos

10-07-2011
marcar artigo

É absolutamente vergonhoso o que se prepara para acontecer hoje na Assembleia da República.

Os grandes grupos económicos a operar em Portugal preparam-se para distribuir dividendos passando, mais uma vez, entre os pingos da chuva dos planos de austeridade. Com esta operação o Estado perderá uma receita de mais de 300 milhões de euros.

Entretanto, Sócrates declarou publicamente a sua indignação perante o que se estava a preparar ainda que só tenha dado instruções à CGD para tentar travar a negociata na PT, convenientemente, no dia posterior à decisão. Os deputados do PCP, tal como lhes compete, apresentaram uma proposta legislativa para que este artifício contabilístico não passasse. Será hoje votada.

Contudo, ao que parece, o grupo parlamentar do PS prepara-se para chumbar esta intenção sob o argumento que a iniciativa do PCP seria uma alteração da Lei Fiscal “que poderia gerar sérias dúvidas entre os investidores”.

Atente-se bem que a falta de vergonha é tamanha que os mesmos deputados que aprovaram o aumento de carga fiscal para a maioria dos portugueses, os cortes nos salários, subsídios de desemprego e abono de família a meio deste ano, institucionalizam-se com os grandes defensores dos lucros dos mais ricos.

Quando lhe perguntarem se é a favor da redução do números de deputados, pergunte sempre se vão reduzir nos que representam os mais ricos, ou nos poucos que representam a maioria. Daqui a uns anos, quando vir um destes senhores na rua, saiba que muito provavelmente, administrará os milhões de alguns dos que hoje se preparam para beneficiar.

É absolutamente vergonhoso o que se prepara para acontecer hoje na Assembleia da República.

Os grandes grupos económicos a operar em Portugal preparam-se para distribuir dividendos passando, mais uma vez, entre os pingos da chuva dos planos de austeridade. Com esta operação o Estado perderá uma receita de mais de 300 milhões de euros.

Entretanto, Sócrates declarou publicamente a sua indignação perante o que se estava a preparar ainda que só tenha dado instruções à CGD para tentar travar a negociata na PT, convenientemente, no dia posterior à decisão. Os deputados do PCP, tal como lhes compete, apresentaram uma proposta legislativa para que este artifício contabilístico não passasse. Será hoje votada.

Contudo, ao que parece, o grupo parlamentar do PS prepara-se para chumbar esta intenção sob o argumento que a iniciativa do PCP seria uma alteração da Lei Fiscal “que poderia gerar sérias dúvidas entre os investidores”.

Atente-se bem que a falta de vergonha é tamanha que os mesmos deputados que aprovaram o aumento de carga fiscal para a maioria dos portugueses, os cortes nos salários, subsídios de desemprego e abono de família a meio deste ano, institucionalizam-se com os grandes defensores dos lucros dos mais ricos.

Quando lhe perguntarem se é a favor da redução do números de deputados, pergunte sempre se vão reduzir nos que representam os mais ricos, ou nos poucos que representam a maioria. Daqui a uns anos, quando vir um destes senhores na rua, saiba que muito provavelmente, administrará os milhões de alguns dos que hoje se preparam para beneficiar.

marcar artigo