Depois de ter ponderado a hipótese de retirar o requerimento para ouvir Jorge Silva Carvalho, o PS decidiu voltar a pedir a audição do antigo director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, na Comissão de Assuntos Constitucionais. Na reunião desta tarde, o presidente da comissão, Fernando Negrão, informou os deputados de que Silva Carvalho reiterou, ontem, através de contacto telefónico, a sua disponibilidade para ser ouvido no Parlamento. Perante os pedidos, os deputados aprovaram, por unanimidade, ouvir Silva Carvalho, cabendo a Negrão agendar a audição.
No entanto, os requerimentos do PCP e do BE para ouvir Júlio Pereira, secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), suscitaram o protesto do PSD e do CDS, que argumentaram que a audição do responsável não se justifica num momento em que acabou de ser iniciado um novo inquérito interno nos serviços, desta vez por causa do acesso ilegal aos dados telefónicos do jornalista Nuno Simas.
A audição de Júlio Pereira foi assim rejeitada, com os votos contra do PSD e CDS, e favoráveis dos restantes partidos. O mesmo aconteceu com o requerimento do BE para ouvir Casimiro Morgado, actual director do SIED. Apenas a audição, requerida também pelo BE, do responsável de gestão de contas da Optimus, operadora que terá fornecido ao SIED os dados de tráfego do telemóvel do jornalista, foi aprovada por unanimidade.
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Depois de ter ponderado a hipótese de retirar o requerimento para ouvir Jorge Silva Carvalho, o PS decidiu voltar a pedir a audição do antigo director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, na Comissão de Assuntos Constitucionais. Na reunião desta tarde, o presidente da comissão, Fernando Negrão, informou os deputados de que Silva Carvalho reiterou, ontem, através de contacto telefónico, a sua disponibilidade para ser ouvido no Parlamento. Perante os pedidos, os deputados aprovaram, por unanimidade, ouvir Silva Carvalho, cabendo a Negrão agendar a audição.
No entanto, os requerimentos do PCP e do BE para ouvir Júlio Pereira, secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), suscitaram o protesto do PSD e do CDS, que argumentaram que a audição do responsável não se justifica num momento em que acabou de ser iniciado um novo inquérito interno nos serviços, desta vez por causa do acesso ilegal aos dados telefónicos do jornalista Nuno Simas.
A audição de Júlio Pereira foi assim rejeitada, com os votos contra do PSD e CDS, e favoráveis dos restantes partidos. O mesmo aconteceu com o requerimento do BE para ouvir Casimiro Morgado, actual director do SIED. Apenas a audição, requerida também pelo BE, do responsável de gestão de contas da Optimus, operadora que terá fornecido ao SIED os dados de tráfego do telemóvel do jornalista, foi aprovada por unanimidade.