Bruxelas confirma travagem económica que dá margem para flexibilizar défices
Luís Reis Pires, em Bruxelas
04 Nov 2014
A Comissão Europeia apresentou hoje as previsões económicas de Outono que servem de base para analisar os Orçamentos dos Estados-membro e para decidir qual o nível de flexibilização que deve ser aplicado às regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Os números mostram aquilo que já se vinha antecipando desde o Verão: a recuperação da economia europeia travou a fundo e a estagnação e a recessão são já uma realidade em alguns dos maiores Estados-membro da zona euro.
A moeda única deverá crescer apenas 0,8% este ano e 1,1% no próximo, contra a anterior projecção de 1,2% e 1,7%, respectivamente. França vai crescer apenas 0,3% este ano e 0,7% no próximo, enquanto Itália cai mesmo em recessão, encolhendo 0,4% este ano e subindo 0,6% em 2015.
Ao confirmar oficialmente a degradação económica, Bruxelas abre margem para a flexibilização das regras orçamentais europeias, nomeadamente para se aumentar as metas nominais dos défices que os países acordaram com a Comissão Europeia. Esta flexibilização tem sido exigida por países como França, Itália e Portugal, que apresentaram orçamentos com metas de défice superiores às acordadas.
A Comissão não esclarece, no entanto, se essa flexbilização poderá ser também aplicada às metas estruturais - que descontam o efeito do ciclo económico -, um indicador mais importante para Bruxelas e que, até agora, não era suposto flexibilizar-se. Mesmo depois de reverem os respectivos orçamentos, França e Itália deverão reduzir o défice estrutural em apenas uma décima, estima Bruxelas, enquanto Portugal deverá mesmo agravar o saldo.
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Bruxelas confirma travagem económica que dá margem para flexibilizar défices
Luís Reis Pires, em Bruxelas
04 Nov 2014
A Comissão Europeia apresentou hoje as previsões económicas de Outono que servem de base para analisar os Orçamentos dos Estados-membro e para decidir qual o nível de flexibilização que deve ser aplicado às regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Os números mostram aquilo que já se vinha antecipando desde o Verão: a recuperação da economia europeia travou a fundo e a estagnação e a recessão são já uma realidade em alguns dos maiores Estados-membro da zona euro.
A moeda única deverá crescer apenas 0,8% este ano e 1,1% no próximo, contra a anterior projecção de 1,2% e 1,7%, respectivamente. França vai crescer apenas 0,3% este ano e 0,7% no próximo, enquanto Itália cai mesmo em recessão, encolhendo 0,4% este ano e subindo 0,6% em 2015.
Ao confirmar oficialmente a degradação económica, Bruxelas abre margem para a flexibilização das regras orçamentais europeias, nomeadamente para se aumentar as metas nominais dos défices que os países acordaram com a Comissão Europeia. Esta flexibilização tem sido exigida por países como França, Itália e Portugal, que apresentaram orçamentos com metas de défice superiores às acordadas.
A Comissão não esclarece, no entanto, se essa flexbilização poderá ser também aplicada às metas estruturais - que descontam o efeito do ciclo económico -, um indicador mais importante para Bruxelas e que, até agora, não era suposto flexibilizar-se. Mesmo depois de reverem os respectivos orçamentos, França e Itália deverão reduzir o défice estrutural em apenas uma décima, estima Bruxelas, enquanto Portugal deverá mesmo agravar o saldo.
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