A Altice tem até 15 de Julho para vender a Cabovisão e a Oni. A alienação dos activos foi a imposição de Bruxelas para que a compra da PT Portugal pudesse avançar e se o negócio não se concretizar nas próximas duas semanas estes activos terão de sair das mãos do grupo francês, passando para supervisão do regulador, disse ao Diário Económico uma fonte ligada ao processo. [CORTE_EDIMPRESSA]
Caso se ultrapasse o prazo estabelecido pela Direcção-Geral da Concorrência europeia, que decidiu os remédios, os dois activos terão de deixar de ser geridos pela Altice, mesmo sem comprador, um mês depois da entrada oficial na PT Portugal e mais de dois meses depois da decisão de Bruxelas. Uma das opções é parquear as empresas num banco ou numa empresa criada para o efeito, com supervisão daConcorrência. Este foi, aliás, o caso da Groundforce, quando a TAP teve de vender, por imposição da Autoridade da Concorrência (AdC), 50,01% do capital da empresa de ‘handling'. A posição ficou então parqueada na Europartners, empresa criada para o efeito, gerida por um mandatário escolhido pela TAP e aprovado pela AdC.
A Altice conta ter, contudo, a venda concluída antes deste prazo, embora ainda não tenha qualquer comprador assegurado. As reuniões com os potenciais interessados continuam a decorrer e existem várias entidades de olho nos dois activos. A Vodafone tem sido a mais referida mas na corrida estarão também fundos de investimento e ‘private equity'.
O que é certo é que nada está decidido. A Altice admite isso mesmo no documento informativo publicado no passado dia 26 de Junho, a propósito da anunciada fusão com a Altice BV, entidade que ainda vai ser criada para assegurar os direitos de voto. No documento, uma espécie de prospecto com informações da empresa, a Altice refere que "para que a compra da PT Portugal fosse aprovada o grupo Altice concordou em alienar os activos que já detinha em Portugal, aCabovisão e a Oni". "O grupo Altice ainda não entrou num acordo definitivo relativamente a estas alienações e não há qualquer garantia de que isso aconteça em termos ou calendário favorável".
A venda da Cabovisão e da Oni está a ser assessorada pela ‘boutique' de investimento Perella, com quem a Altice tradicionalmente trabalha. A Cabovisão custou 45 milhões de euros e a Altice espera vendê-la por 300 milhões. Já na Oni os valores finais do negócio não foram divulgados mas terão rondado os 80 milhões de euros.
A Altice tem até 15 de Julho para vender a Cabovisão e a Oni. A alienação dos activos foi a imposição de Bruxelas para que a compra da PT Portugal pudesse avançar e se o negócio não se concretizar nas próximas duas semanas estes activos terão de sair das mãos do grupo francês, passando para supervisão do regulador, disse ao Diário Económico uma fonte ligada ao processo. [CORTE_EDIMPRESSA]
Caso se ultrapasse o prazo estabelecido pela Direcção-Geral da Concorrência europeia, que decidiu os remédios, os dois activos terão de deixar de ser geridos pela Altice, mesmo sem comprador, um mês depois da entrada oficial na PT Portugal e mais de dois meses depois da decisão de Bruxelas. Uma das opções é parquear as empresas num banco ou numa empresa criada para o efeito, com supervisão daConcorrência. Este foi, aliás, o caso da Groundforce, quando a TAP teve de vender, por imposição da Autoridade da Concorrência (AdC), 50,01% do capital da empresa de ‘handling'. A posição ficou então parqueada na Europartners, empresa criada para o efeito, gerida por um mandatário escolhido pela TAP e aprovado pela AdC.
A Altice conta ter, contudo, a venda concluída antes deste prazo, embora ainda não tenha qualquer comprador assegurado. As reuniões com os potenciais interessados continuam a decorrer e existem várias entidades de olho nos dois activos. A Vodafone tem sido a mais referida mas na corrida estarão também fundos de investimento e ‘private equity'.
O que é certo é que nada está decidido. A Altice admite isso mesmo no documento informativo publicado no passado dia 26 de Junho, a propósito da anunciada fusão com a Altice BV, entidade que ainda vai ser criada para assegurar os direitos de voto. No documento, uma espécie de prospecto com informações da empresa, a Altice refere que "para que a compra da PT Portugal fosse aprovada o grupo Altice concordou em alienar os activos que já detinha em Portugal, aCabovisão e a Oni". "O grupo Altice ainda não entrou num acordo definitivo relativamente a estas alienações e não há qualquer garantia de que isso aconteça em termos ou calendário favorável".
A venda da Cabovisão e da Oni está a ser assessorada pela ‘boutique' de investimento Perella, com quem a Altice tradicionalmente trabalha. A Cabovisão custou 45 milhões de euros e a Altice espera vendê-la por 300 milhões. Já na Oni os valores finais do negócio não foram divulgados mas terão rondado os 80 milhões de euros.