Rumo a Bombordo: A televisão não passou por aqui...

06-07-2011
marcar artigo


No fim do ano transacto as professoras da escola básica da Arrentela dirijiram-se à reunião de Câmara, dizendo que há mais de 14 anos que clamavam por um novo quadro eléctrico na sua escola. Acrescentaram que sem o referido quadro não podiam ligar aquecedores eléctricos (que traziam e casa) e que por isso a aprendizagem dos meninos estava comprometida.Entre o lastimar da situação, e elencar das dificuldades lá se foi falando do pouco apoio do Governo Central e da falta do hospital no Seixal... É assim o executivo CDU!Os dias foram passando, entrámos no ano novo e as crianças continuavam com frio.Eis senão quando as professoras se lembraram e chamar a televisão, veja aqui, não foi preciso mais, ainda antes da chegada da equipa de reportagem lá estavam os trabalhadores camarários a resolver o problema.Hoje é da escola básica dos Morgados que nos chegam, via Jornal do Seixal, as mesmas queixas mas a televisão ainda não passou por aqui.A notícia é esta. FRIO NAS SALAS E INFILTRAÇÕES, NA ESCOLA QUINTA DOS MORGADOS, em Fernão FerroAssociação de Pais e Encarregados de Educação da Escola de Fernão Ferro exige medidas urgentes, numa carta enviada ao Jornal do Seixal, denuncia a situação naquela escola.A Associação de Pais e Encarregados de Educação da EB1/JI da Quinta dos Morgados, em Fernão Ferro, denunciou ao Jornal do Seixal graves falhas que põem em causa o bem estar dos seus educandos no estabelecimento escolar.Segundo declarou, há muito que o quadro eléctrico que está instalado neste edifício, de quase 30 anos, precisa de ser substituído. Em representação dos pais, Susana Gaio denunciou que nas últimas eleições ficou a promessa de novas instalações eléctricas mas que até à data ainda não se concretizaram.“Como até hoje a triste situação ainda se mantém, o que se vive na escola diariamenteé um ambiente frio e húmido, pois não se podem ligar caloríficos ou desumidificadores nas salas de aula, que o quadro dispara. Não se podem ligar oscomputadores todos, que o quadro vem abaixo, tornando assim os tão falados Magalhães nuns ‘brinquedos’ caros para estarem em casa, inviabilizando o progresso informático das crianças na escola!”, declarou.Uma falta que acaba por afectar o funcionamento da própria cozinha, que está parada, porque “sempre que entra em funcionamento, origina falhas de energia”.De salientar que no final de 2009 uma anomalia eléctrica destruiu oito computadores,duas fotocopiadoras e outros pequenos aparelhos eléctricos.“Temos crianças a passar frio no Inverno e a assar no Verão.A Associação de Pais alerta ainda para a insuficiência das pequenas obras de manutenção efectuadas pela Junta de Freguesia, “pois sempre que repara uma coisa, já temos outra a necessitar de arranjo”.Problemas de infiltrações, paredes pretas e tectos com revestimentos esburacados, portas velhas que não fecham em condições, um telhado com amianto, canalizações velhas, enormes poças de água amarela no recreio quando chove, são alguns dos constrangimentos. “Temos crianças a passar frio no Inverno e a assar no Verão”, denunciam os pais.“Não temos pessoal auxiliar suficiente para manter as instalações sempre limpas não temos as paredes das casas de banho com revestimento cerâmico, não temos um telheiro até ao portão da rua, não temos uma biblioteca, não temos equipamentos no exterior para a prática de desportos com bola, não temos um espaço com equipamentos infantis com um chão em condições, não temos salas para dar apoio ao estudo, nem para as aulas de inglês e música do enriquecimento curricular”, prossegue Susana Gaio.Aulas de enriquecimento curricular em loja arrendadaA juntar à nociva “radiografia” apresentada, destaque para o facto das aulas de enriquecimento curricular decorrerem no exterior, numa loja arrendada para ao efeito, “que longe de ser a solução ideal, foi a melhor que até agora se pode encontrar”.Por ser um espaço condicionado, grande parte das crianças acabam por ficar fora destas actividades, que devido às restrições dos horários, torna incomportável para as instituições fazerem o seu transporte constante.A Associação de Pais vai mais longe e denuncia o perigo das crianças que beneficiamdas actividades de enriquecimento, que têm que se deslocar a pé entre a loja e a escola, atravessando uma das ruas com maior movimento de Fernão Ferro.Os alunos são acompanhadas por duas auxiliares e um professor mas há receio de vir a acontecer um atropelamento.Abaixo-assinado por nova escolaEste ano lectivo, a Escola 2+3, já há muito em horário duplo, não teve capacidade para receber todos os alunos que a ela se candidataram, ficando cerca de 50 crianças sem colocação no 5º ano.Os alunos foram distribuídos por outras escolas mais distantes da freguesia, “factoque não teria acontecido se a tão prometida escola básica integrada, até ao 9º ano, em Fernão Ferro, já estivesse concluída”.Recorde-se que o terreno para a sua construção já foi reservado há vários anos,“mas não há vontade nem visão política suficiente da parte do Ministério de Educaçãodos últimos governos” em avançar com a obra.Um estabelecimento com capacidade para mais alunos do que o previsto, com pavilhão desportivo de origem é a proposta para evitar a “grande falha da 2+3 de Pinhal de Frades, que desde a sua inauguração, há quase 15 anos, reivindica e aguarda por um, e ao que parece a responsabilidade da sua não-construção ainda é discutida e atirada entre a Autarquia e o Governo, resultando apenas na privação dos alunos da prática de desporto”.A Associação de Pais prepara-se para avançar com um abaixo-assinado a entregar no Ministério da Educação, “a demandar que pense no futuro da nossa nação, que passa obrigatoriamente por um direito primordial, o direito a uma boa educação, essencial e completa, em boas instalações e se inicie um concurso para a construção de uma escola”.In Jornal do SeixalP.S: Apesar de alguma confusão no fim da notícia a responsabilidade pela realização das obras referidas na notícia é da Câmara Municipal do Seixal


No fim do ano transacto as professoras da escola básica da Arrentela dirijiram-se à reunião de Câmara, dizendo que há mais de 14 anos que clamavam por um novo quadro eléctrico na sua escola. Acrescentaram que sem o referido quadro não podiam ligar aquecedores eléctricos (que traziam e casa) e que por isso a aprendizagem dos meninos estava comprometida.Entre o lastimar da situação, e elencar das dificuldades lá se foi falando do pouco apoio do Governo Central e da falta do hospital no Seixal... É assim o executivo CDU!Os dias foram passando, entrámos no ano novo e as crianças continuavam com frio.Eis senão quando as professoras se lembraram e chamar a televisão, veja aqui, não foi preciso mais, ainda antes da chegada da equipa de reportagem lá estavam os trabalhadores camarários a resolver o problema.Hoje é da escola básica dos Morgados que nos chegam, via Jornal do Seixal, as mesmas queixas mas a televisão ainda não passou por aqui.A notícia é esta. FRIO NAS SALAS E INFILTRAÇÕES, NA ESCOLA QUINTA DOS MORGADOS, em Fernão FerroAssociação de Pais e Encarregados de Educação da Escola de Fernão Ferro exige medidas urgentes, numa carta enviada ao Jornal do Seixal, denuncia a situação naquela escola.A Associação de Pais e Encarregados de Educação da EB1/JI da Quinta dos Morgados, em Fernão Ferro, denunciou ao Jornal do Seixal graves falhas que põem em causa o bem estar dos seus educandos no estabelecimento escolar.Segundo declarou, há muito que o quadro eléctrico que está instalado neste edifício, de quase 30 anos, precisa de ser substituído. Em representação dos pais, Susana Gaio denunciou que nas últimas eleições ficou a promessa de novas instalações eléctricas mas que até à data ainda não se concretizaram.“Como até hoje a triste situação ainda se mantém, o que se vive na escola diariamenteé um ambiente frio e húmido, pois não se podem ligar caloríficos ou desumidificadores nas salas de aula, que o quadro dispara. Não se podem ligar oscomputadores todos, que o quadro vem abaixo, tornando assim os tão falados Magalhães nuns ‘brinquedos’ caros para estarem em casa, inviabilizando o progresso informático das crianças na escola!”, declarou.Uma falta que acaba por afectar o funcionamento da própria cozinha, que está parada, porque “sempre que entra em funcionamento, origina falhas de energia”.De salientar que no final de 2009 uma anomalia eléctrica destruiu oito computadores,duas fotocopiadoras e outros pequenos aparelhos eléctricos.“Temos crianças a passar frio no Inverno e a assar no Verão.A Associação de Pais alerta ainda para a insuficiência das pequenas obras de manutenção efectuadas pela Junta de Freguesia, “pois sempre que repara uma coisa, já temos outra a necessitar de arranjo”.Problemas de infiltrações, paredes pretas e tectos com revestimentos esburacados, portas velhas que não fecham em condições, um telhado com amianto, canalizações velhas, enormes poças de água amarela no recreio quando chove, são alguns dos constrangimentos. “Temos crianças a passar frio no Inverno e a assar no Verão”, denunciam os pais.“Não temos pessoal auxiliar suficiente para manter as instalações sempre limpas não temos as paredes das casas de banho com revestimento cerâmico, não temos um telheiro até ao portão da rua, não temos uma biblioteca, não temos equipamentos no exterior para a prática de desportos com bola, não temos um espaço com equipamentos infantis com um chão em condições, não temos salas para dar apoio ao estudo, nem para as aulas de inglês e música do enriquecimento curricular”, prossegue Susana Gaio.Aulas de enriquecimento curricular em loja arrendadaA juntar à nociva “radiografia” apresentada, destaque para o facto das aulas de enriquecimento curricular decorrerem no exterior, numa loja arrendada para ao efeito, “que longe de ser a solução ideal, foi a melhor que até agora se pode encontrar”.Por ser um espaço condicionado, grande parte das crianças acabam por ficar fora destas actividades, que devido às restrições dos horários, torna incomportável para as instituições fazerem o seu transporte constante.A Associação de Pais vai mais longe e denuncia o perigo das crianças que beneficiamdas actividades de enriquecimento, que têm que se deslocar a pé entre a loja e a escola, atravessando uma das ruas com maior movimento de Fernão Ferro.Os alunos são acompanhadas por duas auxiliares e um professor mas há receio de vir a acontecer um atropelamento.Abaixo-assinado por nova escolaEste ano lectivo, a Escola 2+3, já há muito em horário duplo, não teve capacidade para receber todos os alunos que a ela se candidataram, ficando cerca de 50 crianças sem colocação no 5º ano.Os alunos foram distribuídos por outras escolas mais distantes da freguesia, “factoque não teria acontecido se a tão prometida escola básica integrada, até ao 9º ano, em Fernão Ferro, já estivesse concluída”.Recorde-se que o terreno para a sua construção já foi reservado há vários anos,“mas não há vontade nem visão política suficiente da parte do Ministério de Educaçãodos últimos governos” em avançar com a obra.Um estabelecimento com capacidade para mais alunos do que o previsto, com pavilhão desportivo de origem é a proposta para evitar a “grande falha da 2+3 de Pinhal de Frades, que desde a sua inauguração, há quase 15 anos, reivindica e aguarda por um, e ao que parece a responsabilidade da sua não-construção ainda é discutida e atirada entre a Autarquia e o Governo, resultando apenas na privação dos alunos da prática de desporto”.A Associação de Pais prepara-se para avançar com um abaixo-assinado a entregar no Ministério da Educação, “a demandar que pense no futuro da nossa nação, que passa obrigatoriamente por um direito primordial, o direito a uma boa educação, essencial e completa, em boas instalações e se inicie um concurso para a construção de uma escola”.In Jornal do SeixalP.S: Apesar de alguma confusão no fim da notícia a responsabilidade pela realização das obras referidas na notícia é da Câmara Municipal do Seixal

marcar artigo