PS exige mudança e diz que portugueses 'não escolheram cair' com o governo

28-02-2013
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A deputada do PS Eurídice Pereira defendeu hoje que é preciso "mudar de políticas" para "travar o desastre social em curso", afirmando que os portugueses "não escolheram cair" com a maioria PSD/CDS-PP.

"É preciso mudar de políticas, que respeitem os compromissos, sendo o primeiro dos quais o compromisso de garantir aos portugueses dignidade da condição humana o que significa travar o desastre social em curso", afirmou.

Referindo-se ao aumento do desemprego para 16,9 por cento e à diminuição do PIB em 2012, Eurídice Pereira acusou os partidos da coligação de, ao "fim de 604 dias" de governo, estarem impregnados pela "insensibilidade, pela teimosia, pelo preconceito ideológico".

"Se um cego guiar outro, ambos cairão na cova. Que premonitório para a maioria. Como dizer a esta coligação que o povo português não escolheu cair com ela?", questionou, numa referência à parábola bíblica.

Considerando que a declaração da deputada socialista "roça o lamentável", o deputado do PSD Luís Menezes afirmou que o PS enveredou por um "discurso de radicalização" a que "não é alheio" a situação interna do PS.

Referindo-se à comissão nacional do PS de domingo passado, Luís Menezes considerou que "é claro no documento que António José Seguro vai deixar um buraco negro de ideias no Partido Socialista".

O deputado do CDS-PP Artur Rego questionou a deputada sobre as políticas seguidas pelo PS no anterior governo socialista, perguntando "onde é que está a palavra de perdão" aos portugueses.

Na resposta, Eurídice Pereira frisou que o Governo PSD/CDS-PP "tomou posse em nome do fim dos sacrifícios" e questionou se "ao fim de 604 dias o país está melhor ou pior".

"Assumam se estão contra o Governo ou a favor. O que não vale a pena é serem uns arrependidos envergonhados em estado de permanência", disse.

Num pedido de esclarecimento, a deputada do BE Mariana Aiveca desafiou a deputada a dizer se, para o PS, perante a "situação real do país", "as pessoas estão acima do memorando", com a socialista a responder que o memorando que o Governo PSD/CDS-PP está a executar "já não é" o que foi assinado pelo PS.

Pelo PCP, o deputado José Lourenço considerou que o Governo "subestimou o impacto negativo das suas políticas" no emprego e no crescimento da economia e afirmou que "o desastre é completo".

"Isso aumenta a responsabilidade de todos nós para abrir o caminho a uma política patriótica e de esquerda", defendeu, questionando o PS sobre se "ainda considera que o problema é mais tempo para cumprir as metas" ou se já urge "rasgar o pacto de agressão".

"Em democracia, estas políticas não são inevitabilidades porque em democracia não existem inevitabilidades", respondeu a deputada socialista.

Lusa/SOL

A deputada do PS Eurídice Pereira defendeu hoje que é preciso "mudar de políticas" para "travar o desastre social em curso", afirmando que os portugueses "não escolheram cair" com a maioria PSD/CDS-PP.

"É preciso mudar de políticas, que respeitem os compromissos, sendo o primeiro dos quais o compromisso de garantir aos portugueses dignidade da condição humana o que significa travar o desastre social em curso", afirmou.

Referindo-se ao aumento do desemprego para 16,9 por cento e à diminuição do PIB em 2012, Eurídice Pereira acusou os partidos da coligação de, ao "fim de 604 dias" de governo, estarem impregnados pela "insensibilidade, pela teimosia, pelo preconceito ideológico".

"Se um cego guiar outro, ambos cairão na cova. Que premonitório para a maioria. Como dizer a esta coligação que o povo português não escolheu cair com ela?", questionou, numa referência à parábola bíblica.

Considerando que a declaração da deputada socialista "roça o lamentável", o deputado do PSD Luís Menezes afirmou que o PS enveredou por um "discurso de radicalização" a que "não é alheio" a situação interna do PS.

Referindo-se à comissão nacional do PS de domingo passado, Luís Menezes considerou que "é claro no documento que António José Seguro vai deixar um buraco negro de ideias no Partido Socialista".

O deputado do CDS-PP Artur Rego questionou a deputada sobre as políticas seguidas pelo PS no anterior governo socialista, perguntando "onde é que está a palavra de perdão" aos portugueses.

Na resposta, Eurídice Pereira frisou que o Governo PSD/CDS-PP "tomou posse em nome do fim dos sacrifícios" e questionou se "ao fim de 604 dias o país está melhor ou pior".

"Assumam se estão contra o Governo ou a favor. O que não vale a pena é serem uns arrependidos envergonhados em estado de permanência", disse.

Num pedido de esclarecimento, a deputada do BE Mariana Aiveca desafiou a deputada a dizer se, para o PS, perante a "situação real do país", "as pessoas estão acima do memorando", com a socialista a responder que o memorando que o Governo PSD/CDS-PP está a executar "já não é" o que foi assinado pelo PS.

Pelo PCP, o deputado José Lourenço considerou que o Governo "subestimou o impacto negativo das suas políticas" no emprego e no crescimento da economia e afirmou que "o desastre é completo".

"Isso aumenta a responsabilidade de todos nós para abrir o caminho a uma política patriótica e de esquerda", defendeu, questionando o PS sobre se "ainda considera que o problema é mais tempo para cumprir as metas" ou se já urge "rasgar o pacto de agressão".

"Em democracia, estas políticas não são inevitabilidades porque em democracia não existem inevitabilidades", respondeu a deputada socialista.

Lusa/SOL

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