Como diz Eduardo Cabrita, hoje no Correio da Manhã, é hora de "começar de novo". Na politica é assim. É sempre tempo de começar e de renovar porque a história de um povo não se resume à história de umas quantas pessoas por mais iluminadas que sejam. Acreditei desde a primeira ho...ra em José Socrates, mas também há já muito tempo que tinha deixado de acreditar. Nunca fui sectário e muito menos seguidista e o conhecimento da realidade levou-me à reflexão. Alguns camaradas ficaram descontentes com a minha posição pública a seguir às eleições. Quero lembrar a esses camaradas do Seixal que fui, conjuntamente com outra camarada, os únicos delegados do Seixal ao último congresso que não apoiaram a moção de José Socrates. Era por demais evidente que o tempo de José Socrates se tinha esgotado. Infelizmente para Portugal, a grande maioria dos socialistas não tinha ou não queria percebir isso e daí resultou a vitória estrondosa da direita; mas felizmente para o Partido Socialista essa falta de visão acaba por ser positiva. Sócrates finalmente percebeu que o seu tempo tinha passado. Lamento que outros não tenham percebido o mesmo. Mas o processo de renovação está em curso e o Partido Socialista, a muito curto prazo, estará à altura da sua responsabilidade; basta que para isso se dê confinça e estimulo a quem quer um Partido Socialista agregador e defensor de verdadeiras pliticas de esquerda. Se isso aconteçer o Bloco de Esquerda deixará de aspirar a ser um partido para ser uma amálgama sectária sem representatividade significativa. Estou certo que vamos ter um futuro Secretário Geral capaz de protagonizar essa visão estratégica, a bem do futuro dos portugueses. Por: Fonseca Gil
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Como diz Eduardo Cabrita, hoje no Correio da Manhã, é hora de "começar de novo". Na politica é assim. É sempre tempo de começar e de renovar porque a história de um povo não se resume à história de umas quantas pessoas por mais iluminadas que sejam. Acreditei desde a primeira ho...ra em José Socrates, mas também há já muito tempo que tinha deixado de acreditar. Nunca fui sectário e muito menos seguidista e o conhecimento da realidade levou-me à reflexão. Alguns camaradas ficaram descontentes com a minha posição pública a seguir às eleições. Quero lembrar a esses camaradas do Seixal que fui, conjuntamente com outra camarada, os únicos delegados do Seixal ao último congresso que não apoiaram a moção de José Socrates. Era por demais evidente que o tempo de José Socrates se tinha esgotado. Infelizmente para Portugal, a grande maioria dos socialistas não tinha ou não queria percebir isso e daí resultou a vitória estrondosa da direita; mas felizmente para o Partido Socialista essa falta de visão acaba por ser positiva. Sócrates finalmente percebeu que o seu tempo tinha passado. Lamento que outros não tenham percebido o mesmo. Mas o processo de renovação está em curso e o Partido Socialista, a muito curto prazo, estará à altura da sua responsabilidade; basta que para isso se dê confinça e estimulo a quem quer um Partido Socialista agregador e defensor de verdadeiras pliticas de esquerda. Se isso aconteçer o Bloco de Esquerda deixará de aspirar a ser um partido para ser uma amálgama sectária sem representatividade significativa. Estou certo que vamos ter um futuro Secretário Geral capaz de protagonizar essa visão estratégica, a bem do futuro dos portugueses. Por: Fonseca Gil