"Tenho vícios de pensar devagar"

24-12-2011
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Para o ministro das Finanças o fim do euro "é basicamente uma dramatização mediática sem fundamentação".

Vítor Gaspar diz que ainda não é capaz de avaliar a sua actuação como ministro, mas faz um balanço do seu dia-a-dia.

O ministro começa a trabalhar por volta das cinco da manhã. Às 7h30 entra no ministério de onde procura sair por volta das 20h.

"Quando estou sob pressão, quando tenho um conjunto de tarefas extenso para desempenhar, começo efectivamente cedo, por volta das cinco da manhã. Trabalho um par de horas. Por volta das 7h15 venho para o Ministério, onde chego pouco antes das 7h30. Procuro trabalhar até por volta das oito da noite, um voto que não sou capaz de cumprir todos os dias", explica Vítor Gaspar ao Expresso.

Para o ministro, que diz ter abdicado de alguns aspectos da vida familiar e pessoal em prol da gestão da pasta das Finanças, "a exigência é grande". "O tempo que passo com a família reduziu-se, estou a fazer menos desporto e o tempo que tenho para reflectir e pensar com distância sobre o que se está a passar, sobre a actualidade, perdeu-se também", confessou.

Vítor Gaspar faz ainda uma confidência: "Pessoalmente, gosto muito de pensar devagar, tenho vícios de pensar devagar e tenho muito poucas oportunidades para pensar devagar".

Diz ainda que não se considera um banqueiro central mas sim um bancário central que ultimamente tem preferido ler Keynes a Friedman. "Eu não sou, nem nunca fui, um banqueiro central. Caracterizar-me-ia como um bancário central. Nunca fui membro dos órgãos de decisão de um banco central, fui dirigente num banco central".

E "quando voltei para Portugal, vindo do BCE, pude beneficiar, com o governador Vítor Constâncio, de condições excepcionais de trabalho, que me permitiram reflectir e publicar sobre política monetária e estabilidade financeira".

Sobre a problemática da crise europeia, Vítor Gaspar afirma que não acredita num cenário de desintegração moeda única. "Creio que esse cenário é basicamente uma dramatização mediática sem fundamentação".

O ministro disse ainda que os países europeus "têm uma atitude de compreensão e apoio relativamente ao esforço que Portugal está a desenvolver e têm confiança de que será bem-sucedido".

Para o ministro das Finanças o fim do euro "é basicamente uma dramatização mediática sem fundamentação".

Vítor Gaspar diz que ainda não é capaz de avaliar a sua actuação como ministro, mas faz um balanço do seu dia-a-dia.

O ministro começa a trabalhar por volta das cinco da manhã. Às 7h30 entra no ministério de onde procura sair por volta das 20h.

"Quando estou sob pressão, quando tenho um conjunto de tarefas extenso para desempenhar, começo efectivamente cedo, por volta das cinco da manhã. Trabalho um par de horas. Por volta das 7h15 venho para o Ministério, onde chego pouco antes das 7h30. Procuro trabalhar até por volta das oito da noite, um voto que não sou capaz de cumprir todos os dias", explica Vítor Gaspar ao Expresso.

Para o ministro, que diz ter abdicado de alguns aspectos da vida familiar e pessoal em prol da gestão da pasta das Finanças, "a exigência é grande". "O tempo que passo com a família reduziu-se, estou a fazer menos desporto e o tempo que tenho para reflectir e pensar com distância sobre o que se está a passar, sobre a actualidade, perdeu-se também", confessou.

Vítor Gaspar faz ainda uma confidência: "Pessoalmente, gosto muito de pensar devagar, tenho vícios de pensar devagar e tenho muito poucas oportunidades para pensar devagar".

Diz ainda que não se considera um banqueiro central mas sim um bancário central que ultimamente tem preferido ler Keynes a Friedman. "Eu não sou, nem nunca fui, um banqueiro central. Caracterizar-me-ia como um bancário central. Nunca fui membro dos órgãos de decisão de um banco central, fui dirigente num banco central".

E "quando voltei para Portugal, vindo do BCE, pude beneficiar, com o governador Vítor Constâncio, de condições excepcionais de trabalho, que me permitiram reflectir e publicar sobre política monetária e estabilidade financeira".

Sobre a problemática da crise europeia, Vítor Gaspar afirma que não acredita num cenário de desintegração moeda única. "Creio que esse cenário é basicamente uma dramatização mediática sem fundamentação".

O ministro disse ainda que os países europeus "têm uma atitude de compreensão e apoio relativamente ao esforço que Portugal está a desenvolver e têm confiança de que será bem-sucedido".

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