"Não queremos ganhar os processos na secretaria"
António Costa e Ruben Bicho
16 Jul 2012
Jardim Gonçalves admite recorrer da última decisão do Tribunal da Relação, que manda prosseguir o processo para o Constitucional.
Jorge Jardim Gonçalves sempre foi um homem de missões. Hoje, a sua missão, assume-o nesta entrevista ao Económico, é repor o seu bom nome, afectado pelos processo que decorrem em tribunal, depois das condenações do Banco de Portugal e da CMVM. É o acompanhamento destes processos que consomem 100% do seu tempo. O fundador do BCP fala sobre o passado, o presente e o futuro do banco do qual continua a ser accionista. Rejeita a ideia de que cometeu algum crime no processo das ‘offshores', e garante que vai prová-lo em tribunal. Mas assegura que não quer ganhar os processos do Banco de Portugal, da CMVM e do Ministério Público na secretaria.
O Tribunal da Relação decidiu-se pela repetição do julgamento do caso das ‘offshores' do BCP, considerando que as provas apresentadas por Joe Berardo são legais. É uma derrota para si?
Duas notas prévias. A decisão de recorrer para o Tribunal Constitucional (TC) não está tomada, os advogados estão a estudar essa possibilidade e, se formos por aí, é na perspectiva de que o TC não seja sempre um último recurso. Há vários processos em curso [do Banco de Portugal, da CMVM e do Ministério Público], haverá uma decisão, portanto o recurso para o TC esgotaria a análise da constitucionalidade. Depois, uma segunda nota, a decisão do Tribunal da Relação também não é aquilo que efectivamente apareceu.
Não é?
Não. O Tribunal da Relação não subscreveu os argumentos que foram usados, quer pelo Banco de Portugal - que recorreu da decisão da primeira instância -, quer pelo Ministério Público, que se juntou ao recurso. O Tribunal da Relação não subscreveu esses argumentos...
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"Não queremos ganhar os processos na secretaria"
António Costa e Ruben Bicho
16 Jul 2012
Jardim Gonçalves admite recorrer da última decisão do Tribunal da Relação, que manda prosseguir o processo para o Constitucional.
Jorge Jardim Gonçalves sempre foi um homem de missões. Hoje, a sua missão, assume-o nesta entrevista ao Económico, é repor o seu bom nome, afectado pelos processo que decorrem em tribunal, depois das condenações do Banco de Portugal e da CMVM. É o acompanhamento destes processos que consomem 100% do seu tempo. O fundador do BCP fala sobre o passado, o presente e o futuro do banco do qual continua a ser accionista. Rejeita a ideia de que cometeu algum crime no processo das ‘offshores', e garante que vai prová-lo em tribunal. Mas assegura que não quer ganhar os processos do Banco de Portugal, da CMVM e do Ministério Público na secretaria.
O Tribunal da Relação decidiu-se pela repetição do julgamento do caso das ‘offshores' do BCP, considerando que as provas apresentadas por Joe Berardo são legais. É uma derrota para si?
Duas notas prévias. A decisão de recorrer para o Tribunal Constitucional (TC) não está tomada, os advogados estão a estudar essa possibilidade e, se formos por aí, é na perspectiva de que o TC não seja sempre um último recurso. Há vários processos em curso [do Banco de Portugal, da CMVM e do Ministério Público], haverá uma decisão, portanto o recurso para o TC esgotaria a análise da constitucionalidade. Depois, uma segunda nota, a decisão do Tribunal da Relação também não é aquilo que efectivamente apareceu.
Não é?
Não. O Tribunal da Relação não subscreveu os argumentos que foram usados, quer pelo Banco de Portugal - que recorreu da decisão da primeira instância -, quer pelo Ministério Público, que se juntou ao recurso. O Tribunal da Relação não subscreveu esses argumentos...