Partidos unem-se contra Governo e mantêm regalias dos funcionários do Parlamento

28-10-2014
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Partidos unem-se contra Governo e mantêm regalias dos funcionários do Parlamento

Márcia Galrão

marcia.galrao@economico.pt

00:05

Pela quarta vez, os partidos uniram--se e, por "unanimidade", vão travar na Assembleia da República (AR) a revogação do estatuto especial de que gozam os funcionários parlamentares.

A proposta de alteração ao OE/15 já foi enviada à Comissão de Orçamento e Finanças.

Desde 2011 que o Governo vem tentando eliminar as regalias de que goza este corpo de trabalhadores da Função Pública e que implica normais específicas para férias, licenças e faltas ou garante que não estão abrangidos pelas mesmas regras de mobilidade.

Ao Diário Económico, o presidente do Conselho de Administração da AR, o social democrata Couto dos Santos, volta a lembrar que este estatuto é "da competência exclusiva da Assembleia da República".

Um "puxão de orelhas" ao Governo que se repete há quatro anos e que conta com o apoio de todos os partidos, incluindo os da própria maioria PSD/CDS que suporta o Executivo. O argumento que é usado é o de que sem este estatuto a Assembleia não funciona, uma vez que está em causa um tipo de trabalho que exige disponibilidade total e sigilo profissional. É por isso que estes funcionários têm o regime de nomeados, à semelhança dos funcionários dos serviços secretos.

Partidos unem-se contra Governo e mantêm regalias dos funcionários do Parlamento

Márcia Galrão

marcia.galrao@economico.pt

00:05

Pela quarta vez, os partidos uniram--se e, por "unanimidade", vão travar na Assembleia da República (AR) a revogação do estatuto especial de que gozam os funcionários parlamentares.

A proposta de alteração ao OE/15 já foi enviada à Comissão de Orçamento e Finanças.

Desde 2011 que o Governo vem tentando eliminar as regalias de que goza este corpo de trabalhadores da Função Pública e que implica normais específicas para férias, licenças e faltas ou garante que não estão abrangidos pelas mesmas regras de mobilidade.

Ao Diário Económico, o presidente do Conselho de Administração da AR, o social democrata Couto dos Santos, volta a lembrar que este estatuto é "da competência exclusiva da Assembleia da República".

Um "puxão de orelhas" ao Governo que se repete há quatro anos e que conta com o apoio de todos os partidos, incluindo os da própria maioria PSD/CDS que suporta o Executivo. O argumento que é usado é o de que sem este estatuto a Assembleia não funciona, uma vez que está em causa um tipo de trabalho que exige disponibilidade total e sigilo profissional. É por isso que estes funcionários têm o regime de nomeados, à semelhança dos funcionários dos serviços secretos.

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