Seguro apela a “sentido de responsabilidade social" dos bancos darem crédito às empresas

01-10-2011
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Questionado sobre se subscrevia a posição do Presidente da República, segundo a qual está a ser pedido um esforço excessivo à banca, Seguro respondeu que "chegou a altura de a banca portuguesa devolver o esforço à economia e aos portugueses que os portugueses e o Estado fizeram quando a banca portuguesa há dois anos precisou desse apoio".

O líder socialista falava aos jornalistas à saída de um encontro, pedido por si, com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

Cavaco Silva disse na quarta-feira, em entrevista à TVI, que "talvez a troika tenha ido demasiado longe" nas "exigências colocadas aos bancos portugueses", que, afirmou, "são neste momento superiores aos bancos de outros países", considerando que essas regras estão a ter como consequência "um aperto de crédito" a conceder pela banca.

Seguro, que disse não ter visto a entrevista de Cavaco Silva, afirmou que "os bancos têm que ter um sentido de responsabilidade social e perceber que têm que colocar à disposição das empresas portuguesas mais crédito".

"Esse crédito é indispensável para um bom financiamento da nossa economia, para que essas empresas possam continuar a produzir, a gerar riqueza e, particularmente, a preservar e criar postos de trabalho", sustentou.

Para o líder do PS, "neste momento, em que é necessário pedir sacrifícios a todos, esses sacrifícios têm que ser repartidos também por todos".

"É uma questão de solidariedade e também de injectar dinheiro na economia. Trata-se de dinamizar a nossa economia", sublinhou.

Sobre a descida da taxa social única (TSU), criticada igualmente por Cavaco Silva, António José Seguro reiterou a posição do PS, segundo a qual "só pode haver uma descida da TSU se houver garantias claras, se houver uma certeza, que isso tem um impacto muito grande na competitividade do país e na criação líquida de postos de trabalho e, simultaneamente, que isso não perturba nem cria dificuldades de financiamento do sistema público de segurança social".

Segundo o secretário-geral socialista, até ao momento o Governo ainda não deu resposta a essas questões.

O Seguro, escusou-se ainda a comentar a convocatória do Conselho de Estado que o Presidente da República tenciona realizar assim como as declarações de Cavaco Silva sobre a Madeira.

"Não me pronuncio. O senhor Presidente da República que preside ao Conselho de Estado, é ele que, em todo o momento deve ajuizar e avaliar da necessidade do Conselho de Estado", afirmou Seguro, que tem assento no órgão consultivo do Presidente.

Quando questionado sobre se Cavaco Silva teria sido demasiado brando nas considerações que fez sobre o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, remeteu para a reacção por parte do líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, à entrevista do Presidente.

Zorrinho disse na quarta-feira que Cavaco Silva mostrou-se "bastante ligado à maioria política que o elegeu", chegando mesmo a defendê-la, e que em relação à Madeira a posição do Presidente "soube a pouco".

"Foi uma entrevista institucional, uma entrevista sem surpresas, uma entrevista em que o senhor Presidente da República se mostrou bastante ligado à maioria política que o elegeu e em que nas várias questões em que foi interrogado, de alguma maneira, protegeu essa maioria política", considerou Carlos Zorrinho.

“E por outro lado, foi uma entrevista em que em relação à Madeira soube muito a pouco. Mas sendo uma entrevista institucional, foi uma entrevista globalmente correcta", acrescentou.

A reunião do líder socialista com o governador do Banco de Portugal serviu para "recolher informação, esclarecimentos, para fundamentar as posições políticas do PS", afirmou Seguro, tendo igualmente transmitido as suas ideias a Carlos Costa, nomeadamente acerca da consolidação das contas públicas e do crescimento económico.

Questionado sobre se subscrevia a posição do Presidente da República, segundo a qual está a ser pedido um esforço excessivo à banca, Seguro respondeu que "chegou a altura de a banca portuguesa devolver o esforço à economia e aos portugueses que os portugueses e o Estado fizeram quando a banca portuguesa há dois anos precisou desse apoio".

O líder socialista falava aos jornalistas à saída de um encontro, pedido por si, com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

Cavaco Silva disse na quarta-feira, em entrevista à TVI, que "talvez a troika tenha ido demasiado longe" nas "exigências colocadas aos bancos portugueses", que, afirmou, "são neste momento superiores aos bancos de outros países", considerando que essas regras estão a ter como consequência "um aperto de crédito" a conceder pela banca.

Seguro, que disse não ter visto a entrevista de Cavaco Silva, afirmou que "os bancos têm que ter um sentido de responsabilidade social e perceber que têm que colocar à disposição das empresas portuguesas mais crédito".

"Esse crédito é indispensável para um bom financiamento da nossa economia, para que essas empresas possam continuar a produzir, a gerar riqueza e, particularmente, a preservar e criar postos de trabalho", sustentou.

Para o líder do PS, "neste momento, em que é necessário pedir sacrifícios a todos, esses sacrifícios têm que ser repartidos também por todos".

"É uma questão de solidariedade e também de injectar dinheiro na economia. Trata-se de dinamizar a nossa economia", sublinhou.

Sobre a descida da taxa social única (TSU), criticada igualmente por Cavaco Silva, António José Seguro reiterou a posição do PS, segundo a qual "só pode haver uma descida da TSU se houver garantias claras, se houver uma certeza, que isso tem um impacto muito grande na competitividade do país e na criação líquida de postos de trabalho e, simultaneamente, que isso não perturba nem cria dificuldades de financiamento do sistema público de segurança social".

Segundo o secretário-geral socialista, até ao momento o Governo ainda não deu resposta a essas questões.

O Seguro, escusou-se ainda a comentar a convocatória do Conselho de Estado que o Presidente da República tenciona realizar assim como as declarações de Cavaco Silva sobre a Madeira.

"Não me pronuncio. O senhor Presidente da República que preside ao Conselho de Estado, é ele que, em todo o momento deve ajuizar e avaliar da necessidade do Conselho de Estado", afirmou Seguro, que tem assento no órgão consultivo do Presidente.

Quando questionado sobre se Cavaco Silva teria sido demasiado brando nas considerações que fez sobre o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, remeteu para a reacção por parte do líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, à entrevista do Presidente.

Zorrinho disse na quarta-feira que Cavaco Silva mostrou-se "bastante ligado à maioria política que o elegeu", chegando mesmo a defendê-la, e que em relação à Madeira a posição do Presidente "soube a pouco".

"Foi uma entrevista institucional, uma entrevista sem surpresas, uma entrevista em que o senhor Presidente da República se mostrou bastante ligado à maioria política que o elegeu e em que nas várias questões em que foi interrogado, de alguma maneira, protegeu essa maioria política", considerou Carlos Zorrinho.

“E por outro lado, foi uma entrevista em que em relação à Madeira soube muito a pouco. Mas sendo uma entrevista institucional, foi uma entrevista globalmente correcta", acrescentou.

A reunião do líder socialista com o governador do Banco de Portugal serviu para "recolher informação, esclarecimentos, para fundamentar as posições políticas do PS", afirmou Seguro, tendo igualmente transmitido as suas ideias a Carlos Costa, nomeadamente acerca da consolidação das contas públicas e do crescimento económico.

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