Aqui mesmo ao lado, Zapatero continua o seu esforço saneador: numa Espanha em que o Franquismo assume, ainda, uma dimensão espectral, o inquilino do Palácio da Moncloa parece não querer baixar os braços, procurando impor a sua visão de uma moderna Espanha na vanguarda do século XXI. É certo que, aquilo que inicialmente terá sido um gesto simbólico louvável, materializa já, com as sucessivas repetições de destruição de estátuas de Franco, uma obsessão do Governo de Madrid. A mais recente - a remoção da estátua de Francisco Franco que se encontrava na Academia Militar de Zaragoza, fundada pelo ditador - cria já polémica pela política doméstica vizinha. Alguns editoriais (como, por exemplo, este do diário conservador ABC) atentam na estranha coincidência entre os início de sarilhos políticos para o Governo e a remoção de estátuas. Uma "cortina de fumo", dizem-nos, para desviar as atenções do essencial como os fogos na Galiza ou o desaire iminente no Processo de Paz do País Basco. É bem possível, digo eu... Mas a verdade saída dos factos é que Espanha é, hoje, um país diferente. Por aquelas bandas, a democracia surge límpida, finalmente liberta dos atavismos franquistas. O Progresso, esse, é já ali, depois do Guadiana....
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Aqui mesmo ao lado, Zapatero continua o seu esforço saneador: numa Espanha em que o Franquismo assume, ainda, uma dimensão espectral, o inquilino do Palácio da Moncloa parece não querer baixar os braços, procurando impor a sua visão de uma moderna Espanha na vanguarda do século XXI. É certo que, aquilo que inicialmente terá sido um gesto simbólico louvável, materializa já, com as sucessivas repetições de destruição de estátuas de Franco, uma obsessão do Governo de Madrid. A mais recente - a remoção da estátua de Francisco Franco que se encontrava na Academia Militar de Zaragoza, fundada pelo ditador - cria já polémica pela política doméstica vizinha. Alguns editoriais (como, por exemplo, este do diário conservador ABC) atentam na estranha coincidência entre os início de sarilhos políticos para o Governo e a remoção de estátuas. Uma "cortina de fumo", dizem-nos, para desviar as atenções do essencial como os fogos na Galiza ou o desaire iminente no Processo de Paz do País Basco. É bem possível, digo eu... Mas a verdade saída dos factos é que Espanha é, hoje, um país diferente. Por aquelas bandas, a democracia surge límpida, finalmente liberta dos atavismos franquistas. O Progresso, esse, é já ali, depois do Guadiana....