“Nós enviamos uma mensagem forte que não queremos gastar o nosso dinheiro na Roménia ou em Portugal, mas aqui na Holanda. Não aceitaremos nunca a Turquia na União Europeia e não queremos uma União transformada em super estado. Há muita gente contra este governo e nós somos uma forte e positiva alternativa.” O Partido para a Liberdade do Povo Holandês foi o segundo partido mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na Holanda. O seu posicionamento depreende-se das palavras supra transcritas.
Só deverá espantar os mais incautos. Senão repare-se...
No Reino Unido grande parte das sondagens levam a crer que o UK Independence Party (direita conservadora e eurocéptica) poderá ultrapassar o Labour Party (centro-esquerda e no governo) tornando-se 2ª força política. E o ultra-racista British National Party deverá também, segundo as mesmas sondagens, subir alguns pontos e, porventura, conseguir um eurodeputado.Em França, a Front National deverá manter a sua votação.Em Itália, a coligação "Povo da Liberdade" de Berlusconi, de cujas fileiras faz parte a fascista Liga do Norte, deverá aumentar a sua votação, ganhando até mais 6 eurodeputados.Na Áustria, o extremista Bündnis Zukunft Österreich (BZÖ) do falecido Jorg Haider e o conservador populista Freiheitliche Partei Österreichs (FPÖ) deverão ganhar, pelo menos e cada um, mais um eurodeputado em Estrasburgo. A campanha dos ditos girou em torno da necessidade de consagrar o Oeste ao Cristianismo.Em Praga ainda se sentem as ondas de choque da promessa eleitoral do Partido Nacionalista Checo: arranjar uma "solução final" para os ciganos, mandando-os para a Índia. Pelo sim pelo não, recorde-se que este partido criou, em 2007 e "para ajudar nas tarefas públicas do Estado", a sua própria força paramilitar. Poderão, a fazer fé em algumas sondagens, eleger um eurodeputado.O Jobbik Magyarországért Mozgalom, movimento por uma melhor Hungria, deverá conseguir o seu primeiro eurodeputado. Algumas sondagens de jornais de Budapeste sugerem até a possibilidade de virem a ser dois os lugares conseguidos. Além da mensagem xenófoba e profundamente homófoba, os apoiantes do "Jobbik" são conhecidos pelas suas camapnhas de "evangelização moral" espalhando cruzes pelo país ou pintando "ZP" em edifícios/sedes de associações/instituições que considerem ser ameaças à Moralidade húngara.O АТАКА búlgaro deverá, segundo as últimas pesquisas eleitorais, manter os seus 3 eurodeputados. Almeja, no entanto, chegar aos 4 fazendo fé na sua pesada campanha anti-Turquia na UE.Em suma, os partidos de extrema direita conseguirão capitalizar, em toda a Europa e a fazer fé na média das sondagens publicadas, mais 15 a 20 lugares no Parlamento Europeu.As forças radicais de Direita estão muito mais poderosas e mais bem organizadas do que alguma vez estiveram. Prova disso é, por exemplo, o marketing político comum que utilizam: o famoso cartaz das ovelhas brancas que expulsam as ovelhas negras tem sido utilizado por todos os estes partidos, do português PNR ao suíço SVP, passando pelo Jobbik húngaro.A crise que favorece os lugares comuns e a a retórica típica destes movimentos, abre-nos a porta ao radicalismo. Urge que o percebamos. E o combatamos. Não faltemos domingo.
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“Nós enviamos uma mensagem forte que não queremos gastar o nosso dinheiro na Roménia ou em Portugal, mas aqui na Holanda. Não aceitaremos nunca a Turquia na União Europeia e não queremos uma União transformada em super estado. Há muita gente contra este governo e nós somos uma forte e positiva alternativa.” O Partido para a Liberdade do Povo Holandês foi o segundo partido mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na Holanda. O seu posicionamento depreende-se das palavras supra transcritas.
Só deverá espantar os mais incautos. Senão repare-se...
No Reino Unido grande parte das sondagens levam a crer que o UK Independence Party (direita conservadora e eurocéptica) poderá ultrapassar o Labour Party (centro-esquerda e no governo) tornando-se 2ª força política. E o ultra-racista British National Party deverá também, segundo as mesmas sondagens, subir alguns pontos e, porventura, conseguir um eurodeputado.Em França, a Front National deverá manter a sua votação.Em Itália, a coligação "Povo da Liberdade" de Berlusconi, de cujas fileiras faz parte a fascista Liga do Norte, deverá aumentar a sua votação, ganhando até mais 6 eurodeputados.Na Áustria, o extremista Bündnis Zukunft Österreich (BZÖ) do falecido Jorg Haider e o conservador populista Freiheitliche Partei Österreichs (FPÖ) deverão ganhar, pelo menos e cada um, mais um eurodeputado em Estrasburgo. A campanha dos ditos girou em torno da necessidade de consagrar o Oeste ao Cristianismo.Em Praga ainda se sentem as ondas de choque da promessa eleitoral do Partido Nacionalista Checo: arranjar uma "solução final" para os ciganos, mandando-os para a Índia. Pelo sim pelo não, recorde-se que este partido criou, em 2007 e "para ajudar nas tarefas públicas do Estado", a sua própria força paramilitar. Poderão, a fazer fé em algumas sondagens, eleger um eurodeputado.O Jobbik Magyarországért Mozgalom, movimento por uma melhor Hungria, deverá conseguir o seu primeiro eurodeputado. Algumas sondagens de jornais de Budapeste sugerem até a possibilidade de virem a ser dois os lugares conseguidos. Além da mensagem xenófoba e profundamente homófoba, os apoiantes do "Jobbik" são conhecidos pelas suas camapnhas de "evangelização moral" espalhando cruzes pelo país ou pintando "ZP" em edifícios/sedes de associações/instituições que considerem ser ameaças à Moralidade húngara.O АТАКА búlgaro deverá, segundo as últimas pesquisas eleitorais, manter os seus 3 eurodeputados. Almeja, no entanto, chegar aos 4 fazendo fé na sua pesada campanha anti-Turquia na UE.Em suma, os partidos de extrema direita conseguirão capitalizar, em toda a Europa e a fazer fé na média das sondagens publicadas, mais 15 a 20 lugares no Parlamento Europeu.As forças radicais de Direita estão muito mais poderosas e mais bem organizadas do que alguma vez estiveram. Prova disso é, por exemplo, o marketing político comum que utilizam: o famoso cartaz das ovelhas brancas que expulsam as ovelhas negras tem sido utilizado por todos os estes partidos, do português PNR ao suíço SVP, passando pelo Jobbik húngaro.A crise que favorece os lugares comuns e a a retórica típica destes movimentos, abre-nos a porta ao radicalismo. Urge que o percebamos. E o combatamos. Não faltemos domingo.