Muitos foram os temas a marcar a audição de ontem

20-11-2014
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Muitos foram os temas a marcar a audição de ontem

Económico

Ontem 00:05

Carlos Tavares foi ouvido durante mais de seis horas.

1. Último aumento de capital do BES

Deveria ou não ter sido permitido o último aumento de capital do BES? Carlos Tavares disse taxativamente: "Nenhuma entidade pública pode impedir um aumento de capital deliberado pelos accionistas". Lembrou que a CMVM apenas garante que toda a informação, dentro da que se conhece, consta do prospecto. Só os accionistas e os responsáveis pelo prospecto podem impedi-lo. Alertou ainda para o "pecado original" que resulta de "os próprios bancos que fazem o aumento de capital serem, eles próprios, vendedores".

2. Espírito Santo Liquidez

Carlos Tavares recordou que a Espírito Santo Liquidez, fundo gerido pela ESAF onde acabou por ser alocada muita da dívida de empresas do grupo, "não nasceu conforme" o que foi encontrado "em 2013; nasceu como um fundo normal de tesouraria". Quando se introduziram limitações à exposição do fundo ao seu grupo, a ESAF alegou que essa excessiva exposição não era "real" porque se tratavam de investimentos em muitas áreas diferentes, ainda que tudo empresas do GES.

3. Investimento da PT na dívida da Rioforte

"Neste momento a CMVMjá tem certezas sobre a responsabilidade das decisões tomadas; quem teve conhecimento delas e quem não tendo, devia ter". Foi desta forma que Tavares falou sobre as averiguações sobre se a PT prestou ou não informação falsa, no âmbito do investimento de quase 900 milhões em dívida da Rioforte. Opresidente da CMVM, que diz não existirem "grandes dúvidas", aguarda pelo relatório da PwC de auditoria às relações GES/PT. O tema também está a ser seguido pela brasileira CVM.

4. Eurofin pode ter ligações ao GES

Opresidente da CMVM adiantou que o supervisor do mercado de capitais tem "a suspeita" de que a Eurofin "seja uma parte relacionada". Ou seja, que este intermediário financeiro, que terá sido utilizado num alegado esquema de financiamento do GES, com a colocação de activos junto dos clientes, possa ter ligações ao grupo. Tavares recordou que o BES "comercializava muitos produtos criando nos clientes uma expectativa de garantia de capital e de juros. Embora muitos produtos tivessem risco".

Muitos foram os temas a marcar a audição de ontem

Económico

Ontem 00:05

Carlos Tavares foi ouvido durante mais de seis horas.

1. Último aumento de capital do BES

Deveria ou não ter sido permitido o último aumento de capital do BES? Carlos Tavares disse taxativamente: "Nenhuma entidade pública pode impedir um aumento de capital deliberado pelos accionistas". Lembrou que a CMVM apenas garante que toda a informação, dentro da que se conhece, consta do prospecto. Só os accionistas e os responsáveis pelo prospecto podem impedi-lo. Alertou ainda para o "pecado original" que resulta de "os próprios bancos que fazem o aumento de capital serem, eles próprios, vendedores".

2. Espírito Santo Liquidez

Carlos Tavares recordou que a Espírito Santo Liquidez, fundo gerido pela ESAF onde acabou por ser alocada muita da dívida de empresas do grupo, "não nasceu conforme" o que foi encontrado "em 2013; nasceu como um fundo normal de tesouraria". Quando se introduziram limitações à exposição do fundo ao seu grupo, a ESAF alegou que essa excessiva exposição não era "real" porque se tratavam de investimentos em muitas áreas diferentes, ainda que tudo empresas do GES.

3. Investimento da PT na dívida da Rioforte

"Neste momento a CMVMjá tem certezas sobre a responsabilidade das decisões tomadas; quem teve conhecimento delas e quem não tendo, devia ter". Foi desta forma que Tavares falou sobre as averiguações sobre se a PT prestou ou não informação falsa, no âmbito do investimento de quase 900 milhões em dívida da Rioforte. Opresidente da CMVM, que diz não existirem "grandes dúvidas", aguarda pelo relatório da PwC de auditoria às relações GES/PT. O tema também está a ser seguido pela brasileira CVM.

4. Eurofin pode ter ligações ao GES

Opresidente da CMVM adiantou que o supervisor do mercado de capitais tem "a suspeita" de que a Eurofin "seja uma parte relacionada". Ou seja, que este intermediário financeiro, que terá sido utilizado num alegado esquema de financiamento do GES, com a colocação de activos junto dos clientes, possa ter ligações ao grupo. Tavares recordou que o BES "comercializava muitos produtos criando nos clientes uma expectativa de garantia de capital e de juros. Embora muitos produtos tivessem risco".

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