No próximo ano electivo vão encerrar mais de 1.200 cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento nas universidades portuguesas, revela a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
Antes mesmo de a avaliação ter início foram excluídos 885 cursos cujos processos não foram entregues para avaliação. Depois, a A3ES avaliou os mais de 4.000 cursos que lhe foram submetidos para apreciação e decidiu eliminar outros 335 após duas fases de avaliação e discussão com as instituições a que pertenciam. A maior parte dos cursos que obtiveram uma avaliação negativa pertencem às áreas da Educação e das Ciências Sociais, embora também sejam abrangidos cursos de Engenharia, Gestão e Comunicação, entre outros. De assinalar ainda que a maioria dos cursos que vão encerrar são de mestrado, embora também exista um número apreciável de licenciaturas. Esta é uma limpeza que se impunha fazer há muito para garantir a qualidade do ensino, bem como a legalidade dos graus conferidos e dar maior credibilidade ao ensino universitário como um todo. O mercado de trabalho já valorizava mais determinados cursos ministrados por determinadas instituições, mas o certo é que foram saindo pessoas sem preparação académica adequada que serviam para engordar o exército de desempregados com qualificações. Um país precisa de licenciados, mas tem de ter uma estratégia e tem de saber dar orientações sobre as necessidades futuras em matéria de especialistas das diferentes áreas. A fusão de universidades, tal como preconiza nesta edição o presidente do ISEG, deverá ser o próximo passo na revolução do ensino superior.
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No próximo ano electivo vão encerrar mais de 1.200 cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento nas universidades portuguesas, revela a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
Antes mesmo de a avaliação ter início foram excluídos 885 cursos cujos processos não foram entregues para avaliação. Depois, a A3ES avaliou os mais de 4.000 cursos que lhe foram submetidos para apreciação e decidiu eliminar outros 335 após duas fases de avaliação e discussão com as instituições a que pertenciam. A maior parte dos cursos que obtiveram uma avaliação negativa pertencem às áreas da Educação e das Ciências Sociais, embora também sejam abrangidos cursos de Engenharia, Gestão e Comunicação, entre outros. De assinalar ainda que a maioria dos cursos que vão encerrar são de mestrado, embora também exista um número apreciável de licenciaturas. Esta é uma limpeza que se impunha fazer há muito para garantir a qualidade do ensino, bem como a legalidade dos graus conferidos e dar maior credibilidade ao ensino universitário como um todo. O mercado de trabalho já valorizava mais determinados cursos ministrados por determinadas instituições, mas o certo é que foram saindo pessoas sem preparação académica adequada que serviam para engordar o exército de desempregados com qualificações. Um país precisa de licenciados, mas tem de ter uma estratégia e tem de saber dar orientações sobre as necessidades futuras em matéria de especialistas das diferentes áreas. A fusão de universidades, tal como preconiza nesta edição o presidente do ISEG, deverá ser o próximo passo na revolução do ensino superior.