Sacanas e Sentimentais: memórias XXII

30-06-2011
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Iera uma vez um barcouma memória de fumouma criança no tempodo vidro das tuas portasnavegando no teu rosto volto ao local da esperançaonde o cais não foi marcadoaí dissimulo a luzentre os lábios alinhadosIIquando o corpo nasce diasempre inocente o domingovem bater à minha portaa gargalhar profeciasjunto o fumo da memóriavolto ao local da esperançacom um silêncio de vozum barco livre de Outonoque dissimulo no caisIIIna linguagem a que se acolhesó se cria o que não hánão é escritor quem se escolhenem o que dita a razãomas se houver uma cançãoconta-se às vezes no tempoa memória do teu fumono corpo da minha portanos meus lábios alinhadossó ao domingocansado


Iera uma vez um barcouma memória de fumouma criança no tempodo vidro das tuas portasnavegando no teu rosto volto ao local da esperançaonde o cais não foi marcadoaí dissimulo a luzentre os lábios alinhadosIIquando o corpo nasce diasempre inocente o domingovem bater à minha portaa gargalhar profeciasjunto o fumo da memóriavolto ao local da esperançacom um silêncio de vozum barco livre de Outonoque dissimulo no caisIIIna linguagem a que se acolhesó se cria o que não hánão é escritor quem se escolhenem o que dita a razãomas se houver uma cançãoconta-se às vezes no tempoa memória do teu fumono corpo da minha portanos meus lábios alinhadossó ao domingocansado

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