OE 2006: PCP diz que se "confirmam as piores expectativas"

08-07-2011
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"Segundo a apresentação do ministro das Finanças, corta-se na despesa pública e corta-se nos direitos dos profissionais da administração pública, e insiste-se na moderação ou mesmo redução do investimento público", criticou Bernardino Soares.

Para o líder da bancada comunista, o OE para o próximo ano é uma "reedição da obsessão pelo défice". "Em vez de se trabalhar para modernizar a economia, trabalha-se para manter a estagnação da economia e, matematicamente, aumenta-se o nível do défice", afirmou.

Bernardino Soares lamentou ainda que "num país onde as desigualdades são tão gritantes", as medidas anunciadas sejam "tão gravosas para os que menos têm, os trabalhadores".

O Governo entregou hoje na Assembleia da República o OE para 2006. O documento prevê que a economia portuguesa cresça 1,1 por cento no próximo ano, menos do que o inicialmente previsto pelo Executivo (1,4 por cento), mas o dobro do estimado para 2005.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, garantiu que a proposta de OE para 2006 é "credível", "sem truques" e de "consolidação" das finanças públicas.

"É um orçamento credível porque parte de um cenário macro-económico realista" e de uma "avaliação rigorosa" da situação das administrações públicas, afirmou o ministro na conferência de imprensa de apresentação do OE 2006.

"Contempla medidas de consolidação", mas "sem truques", e "é claro e transparente quanto às opções do Governo", garantiu Teixeira dos Santos, acrescentando que a proposta governamental "não recorre a situações extraordinárias para resolver o problema do défice".

Este ano, a riqueza produzida em Portugal deverá aumentar 0,5 por cento, face a 2004, o que também representa uma redução de 0,3 pontos percentuais relativamente ao previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento e igual a última projecção feita pelo Banco de Portugal.

O motor do crescimento da economia portuguesa deverá ser as exportações, que se estima aumentem 5,7 por cento, em relação a 2005, enquanto as importações deverão evoluir a um ritmo mais baixo de 4,2 por cento.

O consumo privado deverá crescer 1,3 por cento, ao mesmo tempo que o consumo público deverá cair também 1,3 por cento, estimando-se que a expansão da procura interna se limite a 0,9 por cento. O investimento deverá aumentar 1,7 por cento.

A proposta de OE para 2006 será votada na generalidade na Assembleia da República no dia 11 de Novembro, na especialidade no dia 29 e em votação final global no dia 30 do mesmo mês.

"Segundo a apresentação do ministro das Finanças, corta-se na despesa pública e corta-se nos direitos dos profissionais da administração pública, e insiste-se na moderação ou mesmo redução do investimento público", criticou Bernardino Soares.

Para o líder da bancada comunista, o OE para o próximo ano é uma "reedição da obsessão pelo défice". "Em vez de se trabalhar para modernizar a economia, trabalha-se para manter a estagnação da economia e, matematicamente, aumenta-se o nível do défice", afirmou.

Bernardino Soares lamentou ainda que "num país onde as desigualdades são tão gritantes", as medidas anunciadas sejam "tão gravosas para os que menos têm, os trabalhadores".

O Governo entregou hoje na Assembleia da República o OE para 2006. O documento prevê que a economia portuguesa cresça 1,1 por cento no próximo ano, menos do que o inicialmente previsto pelo Executivo (1,4 por cento), mas o dobro do estimado para 2005.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, garantiu que a proposta de OE para 2006 é "credível", "sem truques" e de "consolidação" das finanças públicas.

"É um orçamento credível porque parte de um cenário macro-económico realista" e de uma "avaliação rigorosa" da situação das administrações públicas, afirmou o ministro na conferência de imprensa de apresentação do OE 2006.

"Contempla medidas de consolidação", mas "sem truques", e "é claro e transparente quanto às opções do Governo", garantiu Teixeira dos Santos, acrescentando que a proposta governamental "não recorre a situações extraordinárias para resolver o problema do défice".

Este ano, a riqueza produzida em Portugal deverá aumentar 0,5 por cento, face a 2004, o que também representa uma redução de 0,3 pontos percentuais relativamente ao previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento e igual a última projecção feita pelo Banco de Portugal.

O motor do crescimento da economia portuguesa deverá ser as exportações, que se estima aumentem 5,7 por cento, em relação a 2005, enquanto as importações deverão evoluir a um ritmo mais baixo de 4,2 por cento.

O consumo privado deverá crescer 1,3 por cento, ao mesmo tempo que o consumo público deverá cair também 1,3 por cento, estimando-se que a expansão da procura interna se limite a 0,9 por cento. O investimento deverá aumentar 1,7 por cento.

A proposta de OE para 2006 será votada na generalidade na Assembleia da República no dia 11 de Novembro, na especialidade no dia 29 e em votação final global no dia 30 do mesmo mês.

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