Rui Riso com novo mandato sindical para consolidar SAMS

27-04-2015
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Rui Riso com novo mandato sindical para consolidar SAMS

Lígia Simões

ligia.simoes@economico.pt

00:05

Negociação de um novo Acordo Colectivo de Trabalho são os desafios de Rui Riso, reeleito para a direcção do SBSI.

Os cerca de 41 mil trabalhadores filiados no Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), afecto à União Geral de Trabalhadores (UGT), foram a votos na quarta e quinta-feira para eleger a nova direcção daquele que é um dos maiores sindicatos do país, responsável pela gestão de um orçamento anual de 140 milhões de euros. A lista A, encabeçada pelo actual presidente do SBSI, garantiu 58,43% dos votos. Rui Riso vê, assim, renovada a sua liderança no SBSI por mais quatro anos.

"Esta participação eleitoral (mais 5% face a 2011) revela que as pessoas não estão tão de costas viradas para a vida sindical e a intervenção da anterior direcção em questões chave nos últimos quatro anos", afirmou ao Económico Rui Riso, destacando como algumas acções "cruciais" no último mandato a intervenção na privatização do BPN, onde diz, "evitou-se a perda de 1.200 postos de trabalho" com a integração dos funcionários no BIC. E ainda a acção sindical que "evitou que fossem desvirtuados os fundos de pensões com a sua passagem para o Estado", em finais de 2011.

Como desafio para o futuro, Rui Riso aponta que o projecto da nova direcção "passa por construir um novo Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) que se adapte à nova realidade". Recorda aqui que o ACT da banca foi feito quando toda a banca estava nacionalizada e este terá de ser construído com toda a banca privatizada, à excepção da CGD.

"Outro desafio passa por consolidar o sistema de saúde dos bancários. Se não houver ACT não há SAMS", conclui.

Nos próximos meses, o sector financeiro estará ainda sujeito a diversas dinâmicas, que se poderão traduzir em alterações que afectam os trabalhadores. É o caso da venda do Novo Banco, cujo desfecho provocará uma recomposição de forças no sector. Há cinco interessados à compra da instituição resultante do colapso do BES, entre os quais a Fosun, Ambang, Apollo, Cerberus e Santander.

Os resultados para os Corpos Gerentes do SBSI para o quadriénio 2015 - 2019, divulgados pelo SBSI, dão conta que a lista A - liderada por Rui Riso e pelos membros da actual direcção - obteve 7.643 dos votos válidos (58,43%). A lista B - encabeçada por António Vilela, quadro do Banco de Portugal, e essencialmente constituída por ex-dirigentes do SBSI, que integra várias tendências, com ênfase para o BE - obteve 2.811 votos (21,49%) e a lista C - liderada por João Pascoal do Movimento de Alternativa Socialista, garantiu 2.280 votos (17,43%).

O presidente da mesa Coordenadora dos órgãos deliberativos centrais, a Mecodec (composta pela mesa da assembleia-geral, congresso e conselho geral), Arménio Santos, que se prepara para cessar funções, irá ser substituído por Mendes Dias.

Rui Riso com novo mandato sindical para consolidar SAMS

Lígia Simões

ligia.simoes@economico.pt

00:05

Negociação de um novo Acordo Colectivo de Trabalho são os desafios de Rui Riso, reeleito para a direcção do SBSI.

Os cerca de 41 mil trabalhadores filiados no Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), afecto à União Geral de Trabalhadores (UGT), foram a votos na quarta e quinta-feira para eleger a nova direcção daquele que é um dos maiores sindicatos do país, responsável pela gestão de um orçamento anual de 140 milhões de euros. A lista A, encabeçada pelo actual presidente do SBSI, garantiu 58,43% dos votos. Rui Riso vê, assim, renovada a sua liderança no SBSI por mais quatro anos.

"Esta participação eleitoral (mais 5% face a 2011) revela que as pessoas não estão tão de costas viradas para a vida sindical e a intervenção da anterior direcção em questões chave nos últimos quatro anos", afirmou ao Económico Rui Riso, destacando como algumas acções "cruciais" no último mandato a intervenção na privatização do BPN, onde diz, "evitou-se a perda de 1.200 postos de trabalho" com a integração dos funcionários no BIC. E ainda a acção sindical que "evitou que fossem desvirtuados os fundos de pensões com a sua passagem para o Estado", em finais de 2011.

Como desafio para o futuro, Rui Riso aponta que o projecto da nova direcção "passa por construir um novo Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) que se adapte à nova realidade". Recorda aqui que o ACT da banca foi feito quando toda a banca estava nacionalizada e este terá de ser construído com toda a banca privatizada, à excepção da CGD.

"Outro desafio passa por consolidar o sistema de saúde dos bancários. Se não houver ACT não há SAMS", conclui.

Nos próximos meses, o sector financeiro estará ainda sujeito a diversas dinâmicas, que se poderão traduzir em alterações que afectam os trabalhadores. É o caso da venda do Novo Banco, cujo desfecho provocará uma recomposição de forças no sector. Há cinco interessados à compra da instituição resultante do colapso do BES, entre os quais a Fosun, Ambang, Apollo, Cerberus e Santander.

Os resultados para os Corpos Gerentes do SBSI para o quadriénio 2015 - 2019, divulgados pelo SBSI, dão conta que a lista A - liderada por Rui Riso e pelos membros da actual direcção - obteve 7.643 dos votos válidos (58,43%). A lista B - encabeçada por António Vilela, quadro do Banco de Portugal, e essencialmente constituída por ex-dirigentes do SBSI, que integra várias tendências, com ênfase para o BE - obteve 2.811 votos (21,49%) e a lista C - liderada por João Pascoal do Movimento de Alternativa Socialista, garantiu 2.280 votos (17,43%).

O presidente da mesa Coordenadora dos órgãos deliberativos centrais, a Mecodec (composta pela mesa da assembleia-geral, congresso e conselho geral), Arménio Santos, que se prepara para cessar funções, irá ser substituído por Mendes Dias.

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