Socialismo e sociopatia

10-07-2011
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Tradition means giving votes to the most obscure of all classes, our ancestors. It is the democracy of the dead. Tradition refuses to submit to the small and arrogant oligarchy of those who merely happen to be walking about. All democrats object to men being disqualified by the accident of birth; tradition objects to their being disqualified by the accident of death. Democracy tells us not to neglect a good man’s opinion, even if he is our groom; tradition asks us not to neglect a good man’s opinion, even if he is our father.

Gilbert K. Chesterton

O meu avô materno, falecido em 2009, nasceu em 1911 e foi agricultor até ficar confinado a uma cadeira de rodas em virtude de problemas nas articulações nas pernas. Aos onze anos ficou órfão de pai e, sendo o mais velho de oito irmãos, tornou-se o sustento da casa. Ao longo da vida e à custa de muito trabalho foi acumulando terras e tornou-se um pequeno proprietário. Há cerca de vinte anos fez partilhas e dividiu o que tinha por seis filhos. Fê-lo nessa altura porque, sensatamente, quis evitar problemas entre os descendentes (que como sabemos são vulgares nas questões de herança) e assistir com a autoridade necessária à divisão do que possuía. Quando faleceu, o meu avô deixou dezoito netos e vários bisnetos, com tendência para aumentar o número de herdeiros.

Hoje de manhã ouvi um programa de rádio em que se discutiam os incêndios. Um senhor de nome Duarte qualquer-coisa chamava a atenção para a pulverização da propriedade em Portugal, dizendo que há cerca de meio milhão de pequenos proprietários, o que dificulta por um lado, o controle da responsabilidade pela manutenção dos terrenos/ florestas privadas e, por outro, a própria manutenção. E associava a desertificação do interior também à dimensão dessas propriedades. Concluía que a expropriação desses terrenos poderia ajudar à solução de prevenção ao agregar as propriedades tornando mais fácil o seu cuidado. Daí que “não lhe pareceria mal” que o Estado cumprisse a “ameaça” do Ministro da Agricultura António Serrano.

Isto é um exemplo cristalino do funcionamento do estado socialista. Em três gerações e à custa de uma ideia muito particular (eu diria abjecta) de igualdade, fraternidade e solidariedade, rebenta com uma tradição de heranças que, como se comprova, tinha justificação, ao mesmo tempo que destrói se necessário um país inteiro. Os responsáveis pela pulverização da propriedade e consequentes problemas não são nem mais nem menos que os governantes, o estado e a idiotice socialista. Quando a consequência da irresponsabilidade, da insensatez e do abuso bate à porta e, de acordo a cada vez mais óbvia sociopatia socialista, quer resolver roubando à descarada aqueles que já tinha roubado uma, duas, três vezes. É o admirável mundo novo dos sociopatas, mais conhecidos como socialistas ou, eufemisticamente, como social-democratas.

Tradition means giving votes to the most obscure of all classes, our ancestors. It is the democracy of the dead. Tradition refuses to submit to the small and arrogant oligarchy of those who merely happen to be walking about. All democrats object to men being disqualified by the accident of birth; tradition objects to their being disqualified by the accident of death. Democracy tells us not to neglect a good man’s opinion, even if he is our groom; tradition asks us not to neglect a good man’s opinion, even if he is our father.

Gilbert K. Chesterton

O meu avô materno, falecido em 2009, nasceu em 1911 e foi agricultor até ficar confinado a uma cadeira de rodas em virtude de problemas nas articulações nas pernas. Aos onze anos ficou órfão de pai e, sendo o mais velho de oito irmãos, tornou-se o sustento da casa. Ao longo da vida e à custa de muito trabalho foi acumulando terras e tornou-se um pequeno proprietário. Há cerca de vinte anos fez partilhas e dividiu o que tinha por seis filhos. Fê-lo nessa altura porque, sensatamente, quis evitar problemas entre os descendentes (que como sabemos são vulgares nas questões de herança) e assistir com a autoridade necessária à divisão do que possuía. Quando faleceu, o meu avô deixou dezoito netos e vários bisnetos, com tendência para aumentar o número de herdeiros.

Hoje de manhã ouvi um programa de rádio em que se discutiam os incêndios. Um senhor de nome Duarte qualquer-coisa chamava a atenção para a pulverização da propriedade em Portugal, dizendo que há cerca de meio milhão de pequenos proprietários, o que dificulta por um lado, o controle da responsabilidade pela manutenção dos terrenos/ florestas privadas e, por outro, a própria manutenção. E associava a desertificação do interior também à dimensão dessas propriedades. Concluía que a expropriação desses terrenos poderia ajudar à solução de prevenção ao agregar as propriedades tornando mais fácil o seu cuidado. Daí que “não lhe pareceria mal” que o Estado cumprisse a “ameaça” do Ministro da Agricultura António Serrano.

Isto é um exemplo cristalino do funcionamento do estado socialista. Em três gerações e à custa de uma ideia muito particular (eu diria abjecta) de igualdade, fraternidade e solidariedade, rebenta com uma tradição de heranças que, como se comprova, tinha justificação, ao mesmo tempo que destrói se necessário um país inteiro. Os responsáveis pela pulverização da propriedade e consequentes problemas não são nem mais nem menos que os governantes, o estado e a idiotice socialista. Quando a consequência da irresponsabilidade, da insensatez e do abuso bate à porta e, de acordo a cada vez mais óbvia sociopatia socialista, quer resolver roubando à descarada aqueles que já tinha roubado uma, duas, três vezes. É o admirável mundo novo dos sociopatas, mais conhecidos como socialistas ou, eufemisticamente, como social-democratas.

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