PSD elogia "boa vontade" do governo grego ao deixar cair perdão da dívida
Marta Moitinho Oliveira
Ontem 14:30
O plano proposto pela Grécia para a dívida mostra "boa vontade" por parte do novo Governo em encontrar soluções que "não fechem a porta e não entrem em radicalismos fáceis".
Quem o diz ao Económico é António Rodrigues, um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PSD, que apesar de valorizar esta posição do governo helénico, alerta para a necessidade de serem dadas garantias de pagamento da dívida no caso de não se concretizar o crescimento económico.
O ministro grego das Finanças anunciou ontem em entrevista ao Financial Times que o novo Executivo está disposto a deixar cair a reestruturação da dívida e concretizou um plano alternativo: trocar a dívida pública actualmente devida à troika por dois tipos de novas obrigações (perpétuas e indexadas ao crescimento da economia).
A reestruturação da dívida defendida durante a campanha eleitoral tem sido mal recebida pelos mercados. No plano político nacional, o Governo tem rejeitado embarcar em qualquer solução que permita colar Portugal à Grécia. Mas o novo plano tem diferenças e, pelo menos na aparência, deixa cair o perdão de dívida.
"Parece que o governo grego anda a tactear soluções", afirma António Rodrigues. "Há um recuo evidente do governo grego", que mostra "boa vontade", acrescenta. Depois da entrevista, Yanis Varoufakis rejeitou através da sua conta no Twitter que o plano constitua um recuo.
Os detalhes do plano ainda não são conhecidos e, por isso, António Rodrigues prefere não se alongar na análise. Por agora, centra-se no plano político, mas deixa um aviso: "parece-me difícil indexar dívida ao crescimento se o governo grego não garantir alternativas no caso de o crescimento económico não se concretizar".
A bolsa de Atenas e os juros da dívida estavam hoje a reagir bem ao plano, por este pôr de lado o perdão de dívida. A bolsa estava a subir 7,39% e os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos a transaccionarem abaixo dos 10% pela primeira vez em cinco sessões.
Conteúdo publicado no Económico à Uma. Subscreva aqui.
Categorias
Entidades
PSD elogia "boa vontade" do governo grego ao deixar cair perdão da dívida
Marta Moitinho Oliveira
Ontem 14:30
O plano proposto pela Grécia para a dívida mostra "boa vontade" por parte do novo Governo em encontrar soluções que "não fechem a porta e não entrem em radicalismos fáceis".
Quem o diz ao Económico é António Rodrigues, um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PSD, que apesar de valorizar esta posição do governo helénico, alerta para a necessidade de serem dadas garantias de pagamento da dívida no caso de não se concretizar o crescimento económico.
O ministro grego das Finanças anunciou ontem em entrevista ao Financial Times que o novo Executivo está disposto a deixar cair a reestruturação da dívida e concretizou um plano alternativo: trocar a dívida pública actualmente devida à troika por dois tipos de novas obrigações (perpétuas e indexadas ao crescimento da economia).
A reestruturação da dívida defendida durante a campanha eleitoral tem sido mal recebida pelos mercados. No plano político nacional, o Governo tem rejeitado embarcar em qualquer solução que permita colar Portugal à Grécia. Mas o novo plano tem diferenças e, pelo menos na aparência, deixa cair o perdão de dívida.
"Parece que o governo grego anda a tactear soluções", afirma António Rodrigues. "Há um recuo evidente do governo grego", que mostra "boa vontade", acrescenta. Depois da entrevista, Yanis Varoufakis rejeitou através da sua conta no Twitter que o plano constitua um recuo.
Os detalhes do plano ainda não são conhecidos e, por isso, António Rodrigues prefere não se alongar na análise. Por agora, centra-se no plano político, mas deixa um aviso: "parece-me difícil indexar dívida ao crescimento se o governo grego não garantir alternativas no caso de o crescimento económico não se concretizar".
A bolsa de Atenas e os juros da dívida estavam hoje a reagir bem ao plano, por este pôr de lado o perdão de dívida. A bolsa estava a subir 7,39% e os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos a transaccionarem abaixo dos 10% pela primeira vez em cinco sessões.
Conteúdo publicado no Económico à Uma. Subscreva aqui.