Tocas a fímbria dos desfiladeiros,fruindo a cor do figo e da romãno nascente e secreto sumidouro.É tarde nas folhas e nos muros,nas sombras do tanque de lodo e musgo,é tarde já. é noite – e o sol vem vindoe a primavera vindo onde a águaé o mel feroz de pássaros em tua língua,onde o amor deságua em delta e tudo é fogo.IIDirei então: amor é ondeo junco alto e as dunas soam mais brandoe os frutos cheiram mais e são mais doces,onde há a embriaguez e uma tensãode corda esticada no limitee tudo é lasso, ondeas abelhas perdem a ferocidadesendo mais mel,onde tudo é ordem e labirinto.
Tocas a fímbria dos desfiladeiros,fruindo a cor do figo e da romãno nascente e secreto sumidouro.É tarde nas folhas e nos muros,nas sombras do tanque de lodo e musgo,é tarde já. é noite – e o sol vem vindoe a primavera vindo onde a águaé o mel feroz de pássaros em tua língua,onde o amor deságua em delta e tudo é fogo.IIDirei então: amor é ondeo junco alto e as dunas soam mais brandoe os frutos cheiram mais e são mais doces,onde há a embriaguez e uma tensãode corda esticada no limitee tudo é lasso, ondeas abelhas perdem a ferocidadesendo mais mel,onde tudo é ordem e labirinto.