Morgan Stanley: Investidores nórdicos ainda não regressaram a Portugal

27-04-2014
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Morgan Stanley: Investidores nórdicos ainda não regressaram a Portugal

Alberto Teixeira

14/04/14 12:30

O Morgan Stanley espera que os investidores do Norte da Europa, que abandonaram Portugal em 2011 e 2012, regressem em breve à dívida pública portuguesa.

"A ausência de compra da parte dos nórdicos encoraja futuras tendências. Sugere que muitos investidores que se livraram da periferia em 2011 e 2012 ainda estão para regressar", escrevem os analistas do banco norte-americano numa nota citada pela Bloomberg.

Os juros portugueses têm registado uma quebra acentuada desde o início do ano em mercado secundário, em parte devido à melhoria da economia mas também ao regresso dos investidores aos activos com maior rendibilidade, caso da dívida da periferia. A taxa das obrigações a dez anos recua mais de 200 pontos base desde o início do ano, negociando hoje em torno dos 3,9%.

O Morgan Stanley espera que os juros portugueses convirjam ainda mais para a dívida de Espanha e Itália face à melhoria das perspectivas macroeconómicas.

"O soberano tem assegurado todo o financiamento para 2014. Regressou ao mercado com leilões regulares e uma saída suave do programa de resgate deverão contribuir para o momentum positivo", frisam os estrategas do Morgan Stanley.

No entanto, permanecem alguns riscos, nomeadamente de Portugal não ter acesso aos mercados após o fim do programa, salienta ainda a nota dirigida aos investidores.

Morgan Stanley: Investidores nórdicos ainda não regressaram a Portugal

Alberto Teixeira

14/04/14 12:30

O Morgan Stanley espera que os investidores do Norte da Europa, que abandonaram Portugal em 2011 e 2012, regressem em breve à dívida pública portuguesa.

"A ausência de compra da parte dos nórdicos encoraja futuras tendências. Sugere que muitos investidores que se livraram da periferia em 2011 e 2012 ainda estão para regressar", escrevem os analistas do banco norte-americano numa nota citada pela Bloomberg.

Os juros portugueses têm registado uma quebra acentuada desde o início do ano em mercado secundário, em parte devido à melhoria da economia mas também ao regresso dos investidores aos activos com maior rendibilidade, caso da dívida da periferia. A taxa das obrigações a dez anos recua mais de 200 pontos base desde o início do ano, negociando hoje em torno dos 3,9%.

O Morgan Stanley espera que os juros portugueses convirjam ainda mais para a dívida de Espanha e Itália face à melhoria das perspectivas macroeconómicas.

"O soberano tem assegurado todo o financiamento para 2014. Regressou ao mercado com leilões regulares e uma saída suave do programa de resgate deverão contribuir para o momentum positivo", frisam os estrategas do Morgan Stanley.

No entanto, permanecem alguns riscos, nomeadamente de Portugal não ter acesso aos mercados após o fim do programa, salienta ainda a nota dirigida aos investidores.

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