Mais de 35 milhões de jovens não estudam, nem trabalham

29-05-2015
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Mais de 35 milhões de jovens não estudam, nem trabalham

Ontem 00:07 Madalena Queirós

Por causa de crise há mais cinco milhões na categoria de "jovens nem, nem", segundo a OCDE.

Há 36 milhões de jovens, dos 16 aos 29 anos, que não estudam nem trabalham nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento na Europa (OCDE). Um número que não pára de crescer. A crise lançou cerca de cinco milhões para esta categoria de "jovens nem, nem", a expressão criada para definir quem não está em formação, nem no mercado de trabalho. Apesar de não ter indicadores para Portugal, o relatório "Skills Outlook 2015" divulgado ontem salienta que os países do sul da Europa são os que têm mais jovens neste situação. Um em cada quatro jovens na Grécia e Espanha não tem qualquer ocupação. Quanto à realidade portuguesa, há 420 mil "jovens nem nem", de acordo com os últimos indicadores divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos jovens adultos dos 25 aos 34 anos, a taxa chega aos 18,9%.

O relatório da OCDE classifica este fenómeno como uma "desgraça pessoal" e "um investimento desperdiçado". "Os governos têm de fazer mais para garantir aos jovens um bom começo na sua vida profissional", recomenda a organização internacional. "Há demasiados jovens a deixar o sistema educativo sem adquirir as competências adequadas", sublinhou Ángel Gurría, secretário- geral da OCDE. Um em cada quatro jovens que entra no mercado de emprego tem contratos precários.

Para acabar com este flagelo, a OCDE recomenda que os serviços públicos de emprego criem uma segunda oportunidade de formação para estes jovens. Depois há que apostar num sistema dual em que parte da formação é adquirida em contexto de trabalho. Para garantir que os jovens adquirem as competências necessárias, escolas e empresas terão que trabalhar em conjunto para definir o quadro de qualificações, recomenda ainda a OCDE.

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Mais de 35 milhões de jovens não estudam, nem trabalham

Ontem 00:07 Madalena Queirós

Por causa de crise há mais cinco milhões na categoria de "jovens nem, nem", segundo a OCDE.

Há 36 milhões de jovens, dos 16 aos 29 anos, que não estudam nem trabalham nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento na Europa (OCDE). Um número que não pára de crescer. A crise lançou cerca de cinco milhões para esta categoria de "jovens nem, nem", a expressão criada para definir quem não está em formação, nem no mercado de trabalho. Apesar de não ter indicadores para Portugal, o relatório "Skills Outlook 2015" divulgado ontem salienta que os países do sul da Europa são os que têm mais jovens neste situação. Um em cada quatro jovens na Grécia e Espanha não tem qualquer ocupação. Quanto à realidade portuguesa, há 420 mil "jovens nem nem", de acordo com os últimos indicadores divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos jovens adultos dos 25 aos 34 anos, a taxa chega aos 18,9%.

O relatório da OCDE classifica este fenómeno como uma "desgraça pessoal" e "um investimento desperdiçado". "Os governos têm de fazer mais para garantir aos jovens um bom começo na sua vida profissional", recomenda a organização internacional. "Há demasiados jovens a deixar o sistema educativo sem adquirir as competências adequadas", sublinhou Ángel Gurría, secretário- geral da OCDE. Um em cada quatro jovens que entra no mercado de emprego tem contratos precários.

Para acabar com este flagelo, a OCDE recomenda que os serviços públicos de emprego criem uma segunda oportunidade de formação para estes jovens. Depois há que apostar num sistema dual em que parte da formação é adquirida em contexto de trabalho. Para garantir que os jovens adquirem as competências necessárias, escolas e empresas terão que trabalhar em conjunto para definir o quadro de qualificações, recomenda ainda a OCDE.

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