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02 Fev 2012
BPI apresenta prejuízos anuais pela primeira vez
Alberto Teixeira
02 Fev 2012
Banco fechou 2011 com prejuízos de 204 milhões de euros. Foi o primeiro resultado anual negativo da sua história.
O banco liderado por Fernando Ulrich foi o primeiro banco português a divulgar as contas do ano passado. Os resultados ficaram em linha com as piores previsões dos analistas consultados pelo Económico.
Os analistas estavam divididos quanto aos resultados do BPI, no sentido em que a instituição poderia apresentar lucros ou prejuízos consoante o critério que escolhesse para reconhecer as potenciais perdas da exposição à dívida grega. Caso seguisse o critério utilizado em Setembro, abatendo esse montante apenas a capital, os analistas esperavam que o BPI fechasse 2011 com lucros de 100 milhões de euros. Contudo, caso optasse por seguir o BCP e o BES, levando o efeito de um ‘haircut' dos títulos de dívida grega a resultados, o BPI deveria encerrar com prejuízos de 200 milhões de euros.
Em comunicado enviado ao mercado, o banco liderado por Fernando Ulrich justifica a quebra dos resultados com a transferência parcial das responsabilidades e activos do fundo pensões para a Segurança Social nos termos do acordo estabelecido com o Estado no final de Dezembro (-71 milhões); o reconhecimento de imparidades na conta de resultados correspondentes a menos valias latentes na exposição à dívida soberana grega (-339 milhões de euros); e as dotações para reformas antecipadas (-28 milhões de euros).
Excluindo impactos extraordinários, o banco registou um lucro de 115,9 milhões de euros.
A 31 de Dezembro, o banco liderado por Fernando Ulrich registava um core Tier I de 9,5% e , acima dos 9% impostos pelas autoridades de supervisão até final de 2011. No entanto, até final de 2012, o core Tier I terá de subir acima dos 10%.
Segundo o banco, o lucro da actividade doméstica (excluindo impactos extraordinários) caiu mais de metade, para 25,9 milhões de euros. Menos acentuada foi a quebra do lucro com a actividade internacional: -8,4% para 90 milhões de euros. Neste particular, o contributo do Banco do Fomento Angola para os resultados do BPI ascendeu a 84,8 milhões de euros.
A margem financeira caiu 16,8% para 378,8 milhões de euros, ao mesmo tempo que o produto bancário baixou 8% para 715 milhões de euros.Em relação aos depósitos de clientes, o BPI registou um aumento de 5,5% para 19 mil milhões de euros na actividade doméstica. No que toca à concessão de créditos, esta rubrica diminuiu em 5,6%. Já a rendibilidade dos capitais próprios em Portugal foi de apenas 1,4%, comparando com os 28,9% nos negócios estrangeiros.
Na sessão de hoje, os títulos do BPI desceram 2% para 0,46 euros.
Consulte aqui o comunicado com os resultados do BPI
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Em comunicado enviado ao mercado, o banco liderado por Fernando Ulrich justifica a quebra dos resultados com a transferência parcial das responsabilidades e activos do fundo pensões para a Segurança Social nos termos do acordo estabelecido com o Estado no final de Dezembro (-71 milhões); o reconhecimento de imparidades na conta de resultados correspondentes a menos valias latentes na exposição à dívida soberana grega (-339 milhões de euros); e as dotações para reformas antecipadas (-28 milhões de euros).
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Segundo o banco, o lucro da actividade doméstica (excluindo impactos extraordinários) caiu mais de metade, para 25,9 milhões de euros. Menos acentuada foi a quebra do lucro com a actividade internacional: -8,4% para 90 milhões de euros. Neste particular, o contributo do Banco do Fomento Angola para os resultados do BPI ascendeu a 84,8 milhões de euros.
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