O mito da Razão

09-07-2011
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A ideia de que a razão deve ser a fonte única de todas as decisões humanas nega aquilo que é típico do homem, a sua subjectividade, por um lado, e a sua natureza imperfeita, por outro. A par do fanatismo religioso não há nada mais perigoso do que a idolatria da Razão, essa perseguição de uma ordem pura, que a todos se impõe, como que por descoberta. Essa objectivação, ética e moral, torna as sociedades monolíticas e intolerantes. A religião segue uma Razão externa, mas dentro das limitações humanas, apenas compreensível no contexto da Fé. A religião escapa da intolerância, quando não esquece que persegue uma dimensão que não é temporal, e está ao serviço do Amor (que no plano terreno representa a chave para a tolerância). Um laicismo que se objectiva, que se quer impor nos planos ético e moral, é fonte de intolerância, asfixia a sociedade, impede a pluralidade. Os limites à subjectividade devem ser apenas os que são naturais ao homem, os que resultam da sua própria essência, que dão sentido à sua existência: o direito à vida, o direito a ser em liberdade, e tudo o que isso implica; em todos os restantes planos, impõe-se a tolerância, uma das conquistas mais importantes das civilizações ocidentais, herança do liberalismo e da nossa tradição cristã. Sociedades que negam a subjectividade, que querem impor uma razão laica, representam um retrocesso, um desperdício face ao que foram algumas das conquistas civilizacionais mais importantes conseguidas – tantas vezes por linhas tortas – nos últimos séculos.

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A ideia de que a razão deve ser a fonte única de todas as decisões humanas nega aquilo que é típico do homem, a sua subjectividade, por um lado, e a sua natureza imperfeita, por outro. A par do fanatismo religioso não há nada mais perigoso do que a idolatria da Razão, essa perseguição de uma ordem pura, que a todos se impõe, como que por descoberta. Essa objectivação, ética e moral, torna as sociedades monolíticas e intolerantes. A religião segue uma Razão externa, mas dentro das limitações humanas, apenas compreensível no contexto da Fé. A religião escapa da intolerância, quando não esquece que persegue uma dimensão que não é temporal, e está ao serviço do Amor (que no plano terreno representa a chave para a tolerância). Um laicismo que se objectiva, que se quer impor nos planos ético e moral, é fonte de intolerância, asfixia a sociedade, impede a pluralidade. Os limites à subjectividade devem ser apenas os que são naturais ao homem, os que resultam da sua própria essência, que dão sentido à sua existência: o direito à vida, o direito a ser em liberdade, e tudo o que isso implica; em todos os restantes planos, impõe-se a tolerância, uma das conquistas mais importantes das civilizações ocidentais, herança do liberalismo e da nossa tradição cristã. Sociedades que negam a subjectividade, que querem impor uma razão laica, representam um retrocesso, um desperdício face ao que foram algumas das conquistas civilizacionais mais importantes conseguidas – tantas vezes por linhas tortas – nos últimos séculos.

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