Mais pelo Minho: TDT passa ao lado de Coura

03-07-2011
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Dentro de um ano acabam as emissões analógicas de televisão. Pelo menos assim o dita o calendário estipulado para a transição para a Televisão Digital Terrestre (TDT). Mas, aqui em Paredes de Coura, a mudança para a TDT representa uma de duas coisas: ou apagão completo ou custos acrescidos. É que, ao contrário do que seria de esperar, a TDT por via terrestre não abrange a totalidade do território português, ficando cerca de 13% fora do alcance dessas emissões. E Paredes de Coura, como demonstra o mapa fornecido pela Portugal Telecom (clicar na imagem para aumentar), é uma das zonas com cobertura bastante reduzida. Quer isto dizer que grande parte do concelho vai ficar sem acesso à TDT? Não, porque para esses casos está prevista a recepção da TDT via satélite, num sistema parecido com o que se verifica actualmente com os fornecedores comerciais de televisão por satélite. E é aqui que se levanta o problema dos custos acrescidos, pois o receptor exigido para poder usufruir da TDT dita normal, além de mais barato, é também mais fácil de instalar e de adquirir. Já nos casos em que a recepção tenha de ser feita via satélite, o equipamento é fornecido pela PT, com custos superiores, especialmente se for necessária instalação por um técnico e a própria antena receptora. Tendo em conta que, tanto numa como noutra solução, será preciso ter um receptor em cada televisão que exista na casa, a factura final engrossa ainda mais. Não é de admirar, portanto, o reforço comercial que as operadoras de televisão via satélite têm vindo a fazer nesta zona, apresentando os seus serviços como alternativa a uma TDT cuja instalação irá custar praticamente o mesmo. Não é de admirar e, numa lógica comercial, entende-se perfeitamente. O que já não se entende é que, com a entrada em funcionamento desta nova tecnologia, o concelho, particularmente a vila que é das zonas mais afectadas, não ganhe rigorosamente nada. É que, mesmo agora, anos e anos depois do início das emissões televisivas em Portugal, na vila continuamos a não poder aceder à oferta dos quatros canais generalistas emitidos em sinal a aberto, pois a TVI é algo a que só se consegue aceder nas zonas mais elevadas. Será que, tal como aconteceu no passado com a contestação à fraca recepção do sinal de telemóvel em algumas freguesias do concelho, também o esquecimento a que parece ter sido votada Paredes de Coura por parte da TDT, não merece a reclamação da autarquia, nomeadamente da Assembleia Municipal? Ou será que as questões relacionadas com a televisão só merecem uma atitude daquele órgão quando se trata de contestar a falta de notícias positivas sobre o concelho?


Dentro de um ano acabam as emissões analógicas de televisão. Pelo menos assim o dita o calendário estipulado para a transição para a Televisão Digital Terrestre (TDT). Mas, aqui em Paredes de Coura, a mudança para a TDT representa uma de duas coisas: ou apagão completo ou custos acrescidos. É que, ao contrário do que seria de esperar, a TDT por via terrestre não abrange a totalidade do território português, ficando cerca de 13% fora do alcance dessas emissões. E Paredes de Coura, como demonstra o mapa fornecido pela Portugal Telecom (clicar na imagem para aumentar), é uma das zonas com cobertura bastante reduzida. Quer isto dizer que grande parte do concelho vai ficar sem acesso à TDT? Não, porque para esses casos está prevista a recepção da TDT via satélite, num sistema parecido com o que se verifica actualmente com os fornecedores comerciais de televisão por satélite. E é aqui que se levanta o problema dos custos acrescidos, pois o receptor exigido para poder usufruir da TDT dita normal, além de mais barato, é também mais fácil de instalar e de adquirir. Já nos casos em que a recepção tenha de ser feita via satélite, o equipamento é fornecido pela PT, com custos superiores, especialmente se for necessária instalação por um técnico e a própria antena receptora. Tendo em conta que, tanto numa como noutra solução, será preciso ter um receptor em cada televisão que exista na casa, a factura final engrossa ainda mais. Não é de admirar, portanto, o reforço comercial que as operadoras de televisão via satélite têm vindo a fazer nesta zona, apresentando os seus serviços como alternativa a uma TDT cuja instalação irá custar praticamente o mesmo. Não é de admirar e, numa lógica comercial, entende-se perfeitamente. O que já não se entende é que, com a entrada em funcionamento desta nova tecnologia, o concelho, particularmente a vila que é das zonas mais afectadas, não ganhe rigorosamente nada. É que, mesmo agora, anos e anos depois do início das emissões televisivas em Portugal, na vila continuamos a não poder aceder à oferta dos quatros canais generalistas emitidos em sinal a aberto, pois a TVI é algo a que só se consegue aceder nas zonas mais elevadas. Será que, tal como aconteceu no passado com a contestação à fraca recepção do sinal de telemóvel em algumas freguesias do concelho, também o esquecimento a que parece ter sido votada Paredes de Coura por parte da TDT, não merece a reclamação da autarquia, nomeadamente da Assembleia Municipal? Ou será que as questões relacionadas com a televisão só merecem uma atitude daquele órgão quando se trata de contestar a falta de notícias positivas sobre o concelho?

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