Professorices: Post scriptum

17-06-2005
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O artigo de hoje de Mário Mesquita e de Ana Sá Lopes, O contra-governo provocatório parece contrariar a minha entrada de ontem sobre a discriminação positiva, mas acho que não. A minha questão central era a das quotas, não a da qualidade das nossas politicas. Tivesse o PS apresentado previamente este governo exclusivamente feminino e eu teria votado com gosto. Para mim, só uns pequenos ajustamentos. Maria Emília Brederode Santos na Educação, com Ana Benavente na SE da reforma educativa e com um bom secretário de estado gestor a compensar o seu teoricismo. Na Cultura, a actual ministra Isabel Pires de Lima. No ensino superior, Teresa Ambrósio, bem, mas com a colaboração de Carmo Fonseca na Ciência.

Conheço algumas, outras menos, mas vou destacar dois episódios paradigmáticos vividos com Maria de Belém Roseira. Ajudei-a uma vez, durante uma visita a um dos PALOP, num problema delicado de cooperação na saúde, juntamente com um eterno esquecido, José Correia Pinto, o melhor SE da Cooperação que eu desejaria. A inteligência com que MBR lidou com o problema, aliada a um grande faro politico e a um estímulo tocantes para nós, que estávamos no terreno das negociações difíceis, foi uma ajuda preciosa. De outra vez, acompanhei-a a uma audiência com uma comissão parlamentar. Ao ver a sala cheia de fumo, MBR disse que uma ministra da saúde não podia ser filmada em tal ambiente. Ainda houve um deputado que reguilhou e que disse que estava na sua casa. Tal foi a cara de MBR, que o deputado recolheu o maço de cigarros.

Mas volto ao essencial. Não seria uma vergonha para qualquer dessas mulheres, de créditos firmados, algumas já com boas experiências governativas, entrar num governo por simples regra aritmética de quotas? E porque é que Elisa Ferreira, a "proposta" primeiro-ministro, não se candidatou a SG do PS?

O artigo de hoje de Mário Mesquita e de Ana Sá Lopes, O contra-governo provocatório parece contrariar a minha entrada de ontem sobre a discriminação positiva, mas acho que não. A minha questão central era a das quotas, não a da qualidade das nossas politicas. Tivesse o PS apresentado previamente este governo exclusivamente feminino e eu teria votado com gosto. Para mim, só uns pequenos ajustamentos. Maria Emília Brederode Santos na Educação, com Ana Benavente na SE da reforma educativa e com um bom secretário de estado gestor a compensar o seu teoricismo. Na Cultura, a actual ministra Isabel Pires de Lima. No ensino superior, Teresa Ambrósio, bem, mas com a colaboração de Carmo Fonseca na Ciência.

Conheço algumas, outras menos, mas vou destacar dois episódios paradigmáticos vividos com Maria de Belém Roseira. Ajudei-a uma vez, durante uma visita a um dos PALOP, num problema delicado de cooperação na saúde, juntamente com um eterno esquecido, José Correia Pinto, o melhor SE da Cooperação que eu desejaria. A inteligência com que MBR lidou com o problema, aliada a um grande faro politico e a um estímulo tocantes para nós, que estávamos no terreno das negociações difíceis, foi uma ajuda preciosa. De outra vez, acompanhei-a a uma audiência com uma comissão parlamentar. Ao ver a sala cheia de fumo, MBR disse que uma ministra da saúde não podia ser filmada em tal ambiente. Ainda houve um deputado que reguilhou e que disse que estava na sua casa. Tal foi a cara de MBR, que o deputado recolheu o maço de cigarros.

Mas volto ao essencial. Não seria uma vergonha para qualquer dessas mulheres, de créditos firmados, algumas já com boas experiências governativas, entrar num governo por simples regra aritmética de quotas? E porque é que Elisa Ferreira, a "proposta" primeiro-ministro, não se candidatou a SG do PS?

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