Sol

30-12-2007
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Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Braga concluíram, no final da iniciativa «24 horas com a saúde», que as Unidades de Saúde Familiar e de Cuidados Continuados estão a melhorar o sector, mas alertam que faltam médicos

«As unidades de saúde familiar e as de cuidados continuados dão respostas locais e ajudam a descongestionar os hospitais, mas há falta de médicos, nomeadamente especialistas em urologia e oftalmologia», disse à Lusa o deputado Ricardo Gonçalves, da Comissão Parlamentar de Saúde.

Os deputados fizeram hoje em Guimarães o balanço da acção, uma visita ininterrupta de 24 horas à área do Centro Hospitalar Alto Ave, abrangendo os concelhos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Fafe, Guimarães e Vizela.

Participaram na iniciativa o deputado Miguel Laranjeiro - que coordena os deputados do Círculo - o ex-líder parlamentar do PS António José Seguro, e os deputados Teresa Venda, Isabel Jorge, Isabel Coutinho, Manuel Mota, Ricardo Gonçalves, Sónia Fertuzinhos e Nuno Sá.

Os deputados socialistas conheceram os hospitais de Guimarães e Fafe, os diversos centros de saúde, as Unidades de Saúde Familiar (USF) e os serviços de cuidados continuados.

Segundo Ricardo Gonçalves, a falta de médicos especialistas e de clínicos para trabalhar nas urgências dos hospitais, terá de ser colmatada, se possível, com recurso a especialistas estrangeiros, já que os jovens que estudam Medicina só concluirão o curso e a especialidade dentro de alguns anos.

«Os especialistas estrangeiros poderiam também ajudar a formar os nossos médicos na especialidade», sugeriu.

O parlamentar acrescentou que «a implementação das Unidades de Saúde, nomeadamente as Familiares, tem aproximado o sector das populações, prestando-lhes cuidados primários, o que, a médio prazo, resultará no descongestionamento dos hospitais«.

As USF, sublinhou, recorrem a métodos de gestão inovadores, que incluem os incentivos económicos por objectivos (a distribuir por médicos e enfermeiros) e a contratualização com cooperativas de profissionais ou instituições privadas do sector.

«As melhorias deste sistema são óbvias, mas a cobertura de todo o território com estas unidades vai demorar algum tempo», acentuou.

O grupo de deputados constatou, ainda, que o Centro Hospitalar do Alto Ave, que envolve os hospitais de Guimarães e de Fafe, está já a funcionar, com reuniões entre equipas médicas que permitem a racionalização e optimização dos recursos existentes.

Durante a visita ao Hospital de Guimarães, cuja urgência recebe 350 pessoas por dia, os socialistas defenderam medidas de humanização do serviço, nomeadamente o prolongamento do horário do Gabinete de Relações Públicas, que, actualmente, fecha à 01h00.

«Há pessoas que ficam ou chegam de madrugada e que precisam de apoio», sublinhou Ricardo Gonçalves.

Os parlamentares, acrescentou, percorreram ainda os diversos serviços do Hospital, acompanhados pela administração e pelo director clínico.

«Os responsáveis estão entusiasmados porque as unidades que estão a ser implantadas vão descongestionar os serviços, o que permitirá que uma das alas do edifício possa ser destinada à formação de médicos especialistas», afirmou o deputado.

Para Ricardo Gonçalves, e «ao contrário do que muitas vezes se diz, a saúde está no bom caminho, embora as dificuldades sejam muitas e só resolúveis no médio prazo».

Em paralelo com a acção, na área de influência do Centro Hospitalar Alto Ave, foram inauguradas quatro novas USF, duas na cidade de Guimarães e duas nas Caldas das Taipas.

Lusa/SOL

Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Braga concluíram, no final da iniciativa «24 horas com a saúde», que as Unidades de Saúde Familiar e de Cuidados Continuados estão a melhorar o sector, mas alertam que faltam médicos

«As unidades de saúde familiar e as de cuidados continuados dão respostas locais e ajudam a descongestionar os hospitais, mas há falta de médicos, nomeadamente especialistas em urologia e oftalmologia», disse à Lusa o deputado Ricardo Gonçalves, da Comissão Parlamentar de Saúde.

Os deputados fizeram hoje em Guimarães o balanço da acção, uma visita ininterrupta de 24 horas à área do Centro Hospitalar Alto Ave, abrangendo os concelhos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Fafe, Guimarães e Vizela.

Participaram na iniciativa o deputado Miguel Laranjeiro - que coordena os deputados do Círculo - o ex-líder parlamentar do PS António José Seguro, e os deputados Teresa Venda, Isabel Jorge, Isabel Coutinho, Manuel Mota, Ricardo Gonçalves, Sónia Fertuzinhos e Nuno Sá.

Os deputados socialistas conheceram os hospitais de Guimarães e Fafe, os diversos centros de saúde, as Unidades de Saúde Familiar (USF) e os serviços de cuidados continuados.

Segundo Ricardo Gonçalves, a falta de médicos especialistas e de clínicos para trabalhar nas urgências dos hospitais, terá de ser colmatada, se possível, com recurso a especialistas estrangeiros, já que os jovens que estudam Medicina só concluirão o curso e a especialidade dentro de alguns anos.

«Os especialistas estrangeiros poderiam também ajudar a formar os nossos médicos na especialidade», sugeriu.

O parlamentar acrescentou que «a implementação das Unidades de Saúde, nomeadamente as Familiares, tem aproximado o sector das populações, prestando-lhes cuidados primários, o que, a médio prazo, resultará no descongestionamento dos hospitais«.

As USF, sublinhou, recorrem a métodos de gestão inovadores, que incluem os incentivos económicos por objectivos (a distribuir por médicos e enfermeiros) e a contratualização com cooperativas de profissionais ou instituições privadas do sector.

«As melhorias deste sistema são óbvias, mas a cobertura de todo o território com estas unidades vai demorar algum tempo», acentuou.

O grupo de deputados constatou, ainda, que o Centro Hospitalar do Alto Ave, que envolve os hospitais de Guimarães e de Fafe, está já a funcionar, com reuniões entre equipas médicas que permitem a racionalização e optimização dos recursos existentes.

Durante a visita ao Hospital de Guimarães, cuja urgência recebe 350 pessoas por dia, os socialistas defenderam medidas de humanização do serviço, nomeadamente o prolongamento do horário do Gabinete de Relações Públicas, que, actualmente, fecha à 01h00.

«Há pessoas que ficam ou chegam de madrugada e que precisam de apoio», sublinhou Ricardo Gonçalves.

Os parlamentares, acrescentou, percorreram ainda os diversos serviços do Hospital, acompanhados pela administração e pelo director clínico.

«Os responsáveis estão entusiasmados porque as unidades que estão a ser implantadas vão descongestionar os serviços, o que permitirá que uma das alas do edifício possa ser destinada à formação de médicos especialistas», afirmou o deputado.

Para Ricardo Gonçalves, e «ao contrário do que muitas vezes se diz, a saúde está no bom caminho, embora as dificuldades sejam muitas e só resolúveis no médio prazo».

Em paralelo com a acção, na área de influência do Centro Hospitalar Alto Ave, foram inauguradas quatro novas USF, duas na cidade de Guimarães e duas nas Caldas das Taipas.

Lusa/SOL

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