Leitores digitais de livros e jornais vistos como "o futuro" do mercado da escrita

25-05-2009
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Lisboa, 04 Mar (Lusa) - Especialistas editoriais defendem que o futuro de livros e jornais passa pelos leitores digitais, cenário reforçado pelo actual "tempo de crise" no sector e pelo lançamento de diversos novos equipamentos.

Livros digitais (eBooks) e jornais em formato digital, ambos lidos em equipamentos como computadores, PDAs ou leitores próprios, são uma realidade actual vista por Filipe Luís, edi­­to­­r exe­­cu­­ti­­vo Multimédia da revista Visão, como "o futuro" do mercado da escrita.

O jornalista manifestou à Lusa uma dupla relação com as novas tecnologias de leitura.

A nível emocional, Filipe Luís vê com "pena e nostalgia" a implementação deste tipo de "gadgets", reconhecendo no entanto que a nível profissional os equipamentos de leitura constituem "o futuro".

Se, por um lado, o eBook não alterará, a nível pessoal, o "hábito de ler e tactear um livro", por outro, sustenta o editor, "há que reagir sem hostilidade aos avanços tecnológicos, que permitirão aos jornalistas redobrar as suas capacidades para comunicar".

No que diz respeito à Visão, Filipe Luís reconhece que "em teoria" já foi "equacionada" uma complementaridade entre a edição em papel e uma versão digital.

Isabel Coutinho, jornalista do Público e responsável pela coluna e blogue Ciberescritas, "sobre o futuro dos livros, a presença de escritores na Internet e a relação entre as novas tecnologias e a literatura", acredita que em Portugal as pessoas "estão curiosas" com presença dos leitores digitais nos mercados das artes.

No que concerne à presença de órgãos de imprensa no mercado dos leitores digitais, a jornalista sustentou à Lusa que "o futuro dos jornais vai passar por estes aparelhos. E em tempo de crise ainda mais".

Os eBooks em língua portuguesa à venda "são quase inexistentes", sustenta a jornalista, "o que para a maioria das pessoas é um problema".

Hugo Xavier, editor da Cavalo de Ferro, que recentemente aderiu à rede social online Twitter, afirmou à Lusa no começo do mês de Fevereiro que "em Portugal não existe mercado suficiente para lançamentos digitais regulares".

"Em França, por exemplo, um grande leitor é aquele que lê dez livros num mês, ao passo que em Portugal é o que lê esse mesmo número de livros num ano", sustenta o editor.

Em paralelo com a comercialização digital de obras, iniciativas como o Projecto Gutenberg, "o primeiro produtor de livros electrónicos grátis", têm contribuído para o acervo de livros disponibilizados na Internet.

O Projecto Gutenberg surgiu nos EUA e incita voluntários à digitalização de obras anteriores a 1923, única condição no país para a distribuição legal das obras.

Já em Portugal, a juntar a esta circunstância, acresce a obrigatoriedade dos livros a disponibilizar terem sido escritos durante a vida do autor, tendo este falecido há pelo menos 70 anos.

A multinacional Amazon disponibilizou no final do mês de Fevereiro o Kindle 2.0, leitor digital de livros com capacidade para armazenar até 1.500 obras e que custa 285 euros nos Estados Unidos.

O "gadget" encontra-se para já disponível apenas nos EUA e a Amazon tem disponíveis 240.000 livros na sua loja virtual, para além de possibilitar a assinatura de diversos jornais, revistas e blogues.

David Pogue, colunista de tecnologia do New York Times, defendeu em crónica recente que a cadeia Amazon encontra-se ainda "distante do objectivo de poder facultar `qualquer livro a qualquer hora`".

Também a Sony e a Endless Ideas, por exemplo, têm disponíveis no mercado leitores digitais de livros, sendo de esperar até final de 2009 a edição do Kindle 3.0 da Amazon.

PZF/AMN.

Lisboa, 04 Mar (Lusa) - Especialistas editoriais defendem que o futuro de livros e jornais passa pelos leitores digitais, cenário reforçado pelo actual "tempo de crise" no sector e pelo lançamento de diversos novos equipamentos.

Livros digitais (eBooks) e jornais em formato digital, ambos lidos em equipamentos como computadores, PDAs ou leitores próprios, são uma realidade actual vista por Filipe Luís, edi­­to­­r exe­­cu­­ti­­vo Multimédia da revista Visão, como "o futuro" do mercado da escrita.

O jornalista manifestou à Lusa uma dupla relação com as novas tecnologias de leitura.

A nível emocional, Filipe Luís vê com "pena e nostalgia" a implementação deste tipo de "gadgets", reconhecendo no entanto que a nível profissional os equipamentos de leitura constituem "o futuro".

Se, por um lado, o eBook não alterará, a nível pessoal, o "hábito de ler e tactear um livro", por outro, sustenta o editor, "há que reagir sem hostilidade aos avanços tecnológicos, que permitirão aos jornalistas redobrar as suas capacidades para comunicar".

No que diz respeito à Visão, Filipe Luís reconhece que "em teoria" já foi "equacionada" uma complementaridade entre a edição em papel e uma versão digital.

Isabel Coutinho, jornalista do Público e responsável pela coluna e blogue Ciberescritas, "sobre o futuro dos livros, a presença de escritores na Internet e a relação entre as novas tecnologias e a literatura", acredita que em Portugal as pessoas "estão curiosas" com presença dos leitores digitais nos mercados das artes.

No que concerne à presença de órgãos de imprensa no mercado dos leitores digitais, a jornalista sustentou à Lusa que "o futuro dos jornais vai passar por estes aparelhos. E em tempo de crise ainda mais".

Os eBooks em língua portuguesa à venda "são quase inexistentes", sustenta a jornalista, "o que para a maioria das pessoas é um problema".

Hugo Xavier, editor da Cavalo de Ferro, que recentemente aderiu à rede social online Twitter, afirmou à Lusa no começo do mês de Fevereiro que "em Portugal não existe mercado suficiente para lançamentos digitais regulares".

"Em França, por exemplo, um grande leitor é aquele que lê dez livros num mês, ao passo que em Portugal é o que lê esse mesmo número de livros num ano", sustenta o editor.

Em paralelo com a comercialização digital de obras, iniciativas como o Projecto Gutenberg, "o primeiro produtor de livros electrónicos grátis", têm contribuído para o acervo de livros disponibilizados na Internet.

O Projecto Gutenberg surgiu nos EUA e incita voluntários à digitalização de obras anteriores a 1923, única condição no país para a distribuição legal das obras.

Já em Portugal, a juntar a esta circunstância, acresce a obrigatoriedade dos livros a disponibilizar terem sido escritos durante a vida do autor, tendo este falecido há pelo menos 70 anos.

A multinacional Amazon disponibilizou no final do mês de Fevereiro o Kindle 2.0, leitor digital de livros com capacidade para armazenar até 1.500 obras e que custa 285 euros nos Estados Unidos.

O "gadget" encontra-se para já disponível apenas nos EUA e a Amazon tem disponíveis 240.000 livros na sua loja virtual, para além de possibilitar a assinatura de diversos jornais, revistas e blogues.

David Pogue, colunista de tecnologia do New York Times, defendeu em crónica recente que a cadeia Amazon encontra-se ainda "distante do objectivo de poder facultar `qualquer livro a qualquer hora`".

Também a Sony e a Endless Ideas, por exemplo, têm disponíveis no mercado leitores digitais de livros, sendo de esperar até final de 2009 a edição do Kindle 3.0 da Amazon.

PZF/AMN.

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