No Centro do Arco: RETRATOS

19-07-2009
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A minha falta de disponibilidade em participar na "Colectiva" do Jornal VAGALUME, dedicada ao poeta Carlos Felipe Moisés, não tendo por isso respondido ao convite da Cida Sepúlveda, fazem-me pedir desculpas aos dois, publicando do meu amigo Carlos Felipe Moisés o poema "Lagartixa", poema que me faz recordar os bons tempos que passámos em 2004 durante os V Encontros Internacionais de Poetas, realizados em Coimbra desde 1992, pelo Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Universidade de Coimbra..LagartixaO peito é de vidro.Os olhos, porcelanadelicada e astuta.Da língua escorreo néctar sutil.As patas são de estanho,mas sabem se moverimóveis: mal flutuam.O ventre é quase nada,pura transparênciaonde se escondemo dorso e seus andaimes.Não tem entranhas.A pelede tão fina já não é:..........limitasemoventeo nada de forae o quase nada de dentro.. .O peito é de vidromas às vezes se desmanchaem pétalas.Dentropulsa um coraçãoque imobiliza tudo em torno.O rabo, sim,é feito de algo insuspeitado:........nuvem.........algasmilhares de roldanas........e desejosenrodilhados na engrenagemque espaneja o chão.......e fogepara o céu aberto.Carlos Felipe Moisés ................................................HUMANOS --- Quero é viverhttp://www.revista.agulha.nom.br/cfm.htmlhttp://fotoseliteratura.blogspot.com/2007/11/joo-rasteiro-mrio-lcio-de-sousac.htmlhttp://www.cidasepulveda.com/5201.html


A minha falta de disponibilidade em participar na "Colectiva" do Jornal VAGALUME, dedicada ao poeta Carlos Felipe Moisés, não tendo por isso respondido ao convite da Cida Sepúlveda, fazem-me pedir desculpas aos dois, publicando do meu amigo Carlos Felipe Moisés o poema "Lagartixa", poema que me faz recordar os bons tempos que passámos em 2004 durante os V Encontros Internacionais de Poetas, realizados em Coimbra desde 1992, pelo Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Universidade de Coimbra..LagartixaO peito é de vidro.Os olhos, porcelanadelicada e astuta.Da língua escorreo néctar sutil.As patas são de estanho,mas sabem se moverimóveis: mal flutuam.O ventre é quase nada,pura transparênciaonde se escondemo dorso e seus andaimes.Não tem entranhas.A pelede tão fina já não é:..........limitasemoventeo nada de forae o quase nada de dentro.. .O peito é de vidromas às vezes se desmanchaem pétalas.Dentropulsa um coraçãoque imobiliza tudo em torno.O rabo, sim,é feito de algo insuspeitado:........nuvem.........algasmilhares de roldanas........e desejosenrodilhados na engrenagemque espaneja o chão.......e fogepara o céu aberto.Carlos Felipe Moisés ................................................HUMANOS --- Quero é viverhttp://www.revista.agulha.nom.br/cfm.htmlhttp://fotoseliteratura.blogspot.com/2007/11/joo-rasteiro-mrio-lcio-de-sousac.htmlhttp://www.cidasepulveda.com/5201.html

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