O Comércio do Porto

21-05-2005
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PSD/Ovar quer medidas de excepção para impedir desemprego SERVIÇOS Imprimir esta página Contactar Anterior Voltar Seguinte

FRANCISCO MANUEL

O PSD de Ovar quer do Governo medidas excepcionais para combater a situação "explosiva" que é a ameaça de 750 novos desempregados no concelho que actualmente já regista 3.000. "Para situações excepcionais, o Governo deve ter medidas excepcionais", afirmou ao COMÉRCIO o presidente da concelhia e cabeça de lista dos social-democratas à Câmara de Ovar, Álvaro Santos.

O líder do PSD vareiro sublinha que o ministro da Economia e Inovação foi o cabeça de lista do Partido Socialista em Aveiro e por isso "conhece a realidade do distrito e a situação dramática que se está a viver nas multinacionais" Yazaki Saltano que anunciou o despedimento de meio milhar de trabalhadores e mais recentemente da Philips que vai também rescindir com 140 trabalhadores até ao próximo mês de Junho.

Álvaro Santos afirma que está preocupado com a situação e por isso "sem qualquer demagogia" apela ao Governo que se empenhe, porque, diz, ainda será possível evitar o pior.

A estrutura laranja de Ovar e o deputado Hermínio Loureiro reuniram esta semana com representantes do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Centro (SIEC) que lhes terá transmitido que a administração da Yazaki mostrou abertura para viabilizar outras áreas de negócio alternativas e retroceder na intenção de despedir os quinhentos trabalhadores do turno da noite, o que a verificar-se, "vai ser um drama social para o concelho", segundo Álvaro Santos.

O político diz que a intervenção do Governo, que se deverá traduzido num apoio, "tem de ser o mais rápido possível para não prolongar mais este drama social", afiançando que o Executivo de Sócrates "pode ter uma palavra importante em todo o processo".

Álvaro Santos quer também particular atenção das entidades públicas "ao drama dos trabalhadores da Universal Motors, cujas idades dificultam a reinserção no mercado de trabalho".

A empresa que tem futuro inserto e espera por uma medida de viabilização que será apresentada pelo administrador judicial mas que terá de ser aprovada pelos credores, o maior dos quais, a EFACEC, que também é detentora das instalações e terrenos onde a empresa labora, e cujo contrato de comodato já terminou em Junho do ano passado. Desde há muito que tem sido apontados, por sindicatos, trabalhadores e mais recentemente pela administração da Universal Motors, que por trás desta situação estarão "interesses imobiliários", algo que tem vindo ser desmentido pela EFACEC.

O candidato à Câmara de Ovar, afirma que recusará para aquele local, que incorpora ainda outras empresas de média dimensão, "qualquer tipo de especulação imobiliária". "Comigo como presidente da Câmara nunca autorizarei qualquer opção urbanística que seja feita à custa do desemprego das pessoas", afirma. Sublinha que neste caso "a Câmara tem a faca e o queijo na mão" por estar a caducar o Plano Director Municipal (PDM), devendo por isso actuar "com base nas medidas cautelares previstas na lei".

O candidato reconhece que a área ocupada pela Universal Motors "é muito valorizada do ponto de vista urbanístico", mas sustenta que "é possível manter no centro da cidade actividades industriais de base tecnológica, com emprego qualificado numa área mais pequena".

No que respeita à Philips Álvaro Santos diz já ter pedido aos representantes sindicais uma reunião para se inteirar da situação, ao mesmo tempo que pretende realizar um encontro com a administração da empresa.

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O Comércio do Porto é um produto da Editorial Prensa Ibérica.

Fica expressamente proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos oferecidos através deste meio, salvo autorização expressa de O Comércio do Porto

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O PSD de Ovar quer do Governo medidas excepcionais para combater a situação "explosiva" que é a ameaça de 750 novos desempregados no concelho que actualmente já regista 3.000. "Para situações excepcionais, o Governo deve ter medidas excepcionais", afirmou ao COMÉRCIO o presidente da concelhia e cabeça de lista dos social-democratas à Câmara de Ovar, Álvaro Santos.

O líder do PSD vareiro sublinha que o ministro da Economia e Inovação foi o cabeça de lista do Partido Socialista em Aveiro e por isso "conhece a realidade do distrito e a situação dramática que se está a viver nas multinacionais" Yazaki Saltano que anunciou o despedimento de meio milhar de trabalhadores e mais recentemente da Philips que vai também rescindir com 140 trabalhadores até ao próximo mês de Junho.

Álvaro Santos afirma que está preocupado com a situação e por isso "sem qualquer demagogia" apela ao Governo que se empenhe, porque, diz, ainda será possível evitar o pior.

A estrutura laranja de Ovar e o deputado Hermínio Loureiro reuniram esta semana com representantes do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Centro (SIEC) que lhes terá transmitido que a administração da Yazaki mostrou abertura para viabilizar outras áreas de negócio alternativas e retroceder na intenção de despedir os quinhentos trabalhadores do turno da noite, o que a verificar-se, "vai ser um drama social para o concelho", segundo Álvaro Santos.

O político diz que a intervenção do Governo, que se deverá traduzido num apoio, "tem de ser o mais rápido possível para não prolongar mais este drama social", afiançando que o Executivo de Sócrates "pode ter uma palavra importante em todo o processo".

Álvaro Santos quer também particular atenção das entidades públicas "ao drama dos trabalhadores da Universal Motors, cujas idades dificultam a reinserção no mercado de trabalho".

A empresa que tem futuro inserto e espera por uma medida de viabilização que será apresentada pelo administrador judicial mas que terá de ser aprovada pelos credores, o maior dos quais, a EFACEC, que também é detentora das instalações e terrenos onde a empresa labora, e cujo contrato de comodato já terminou em Junho do ano passado. Desde há muito que tem sido apontados, por sindicatos, trabalhadores e mais recentemente pela administração da Universal Motors, que por trás desta situação estarão "interesses imobiliários", algo que tem vindo ser desmentido pela EFACEC.

O candidato à Câmara de Ovar, afirma que recusará para aquele local, que incorpora ainda outras empresas de média dimensão, "qualquer tipo de especulação imobiliária". "Comigo como presidente da Câmara nunca autorizarei qualquer opção urbanística que seja feita à custa do desemprego das pessoas", afirma. Sublinha que neste caso "a Câmara tem a faca e o queijo na mão" por estar a caducar o Plano Director Municipal (PDM), devendo por isso actuar "com base nas medidas cautelares previstas na lei".

O candidato reconhece que a área ocupada pela Universal Motors "é muito valorizada do ponto de vista urbanístico", mas sustenta que "é possível manter no centro da cidade actividades industriais de base tecnológica, com emprego qualificado numa área mais pequena".

No que respeita à Philips Álvaro Santos diz já ter pedido aos representantes sindicais uma reunião para se inteirar da situação, ao mesmo tempo que pretende realizar um encontro com a administração da empresa.

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