Os últimos tempos têm sido marcados por uma certa discussão que muito divide a opinião pública: o casamento de pessoas do mesmo sexo. Este blogue têm dado uma especial atenção ao assunto, não propriamente à essência da questão (o direito ou não dos homossexuais de contrair matrimónio), mas a certas opiniões da Igreja Católica sobre o assunto. Alguns leitores mostram-se visivelmente incomodados com as minhas opiniões sobre a posição marcadamente homofóbica da Igreja, ou do direito desta última em interferir numa questão meramente civil e social, mais do que moral ou ética. Nunca em ocasião nenhuma neguei o direito à Igreja Católica de dar a sua opinião sobre o assunto, mas quando o faz, é de um conservadorismo atroz, e de uma enorme falta de humanismo. Humanismo pelo qual a Igreja se tem pautado, e bem, em outras situações. Considero-me agnóstico e nem sequer sou baptizado, crismado ou qualquer outra modalidade da vasta gama que a Igreja Católica oferece aos reles seres humanos como forma de “entrar no reino dos céus”. Não sou judeu nem comunista, sou sim de uma família ribatejana em que o chefe de família (o pai, conceito muito católico) teve a inteligência e a sensatez de deixar os seus filhos escolher o que queriam para o seu futuro, incluíndo a religião. Não foi fácil, e a família Leocardo sofreu pressões de muitos lados para que os seus rebentos fossem registados no grande index do catolicismo, dos que se podem, no fim, “salvar”. Preocupam-me mais os assuntos terrenos, nomeadamente o exercício da democracia e dos direitos terrenos inerentes a qualquer cidadão. O que mais me preocupa é a vida, e a hipoteca da casa. Com o pós-vida e o lugar no Céu preocupo-me depois. A Igreja tem defendido o “modelo tradicional de família”, que consiste no pai, na mãe e nos filhos, quantos mais melhor, segundo a doutrina cristã na sua vertente católica. Os cidadãos homossexuais, que na falta de um yang para o seu yin ou vice-versa, não são capazes de concretizar este conceito de família tradicional, daí que sejam vistos como uma “anormalidade”, um senão no glorioso plano que a Igreja diz ser “o de Deus”. Generalizando este conceito, incomoda-me que a Igreja não tenha pensado em todas as ovelhas do seu rebanho. E não me refiro apenas aos homossexuais, mas aos casais inférteis, por exemplo, aos que optaram por não ter filhos (que são cada vez mais) ou às pessoas que gostam simplesmente de ficar sozinhas. Como se pode observar facilmente, são muitos os exemplos de família “não-tradicional”. O que se sentem estes cristãos que têm fé como qualquer outro quando a sua Igreja insinua que o seu estilo de vida é uma “anormalidade”? A questão da adopção é ainda muito complicada, e falo da burocracia e da exigência. Não é fácil a qualquer casal adoptar uma criança simplesmente porque é estéril ou porque prefere salvar uma criança orfã do que trazer outra ao mundo. Pesam factores como as condições económicas, o registo criminal, a estabilidade do casal e outros. Na falta de uma China ali à mão de semear, o processo pode demorar vários anos e muitas vezes esbarra na regra da família de acolhimento (famílias que recebem crianças em risco) não poder adoptar. Quando o Bispo D. José Policarpo disse que a legalização do casamento entre homossexuais “é um mau exemplo para as gerações futuras”, que “podem escolher de uma lista aquilo que podem ser”, errou. O que mais queremos é que as gerações futuras possam escolher o que querem ser, e há cada vez mais alternativas. O que mais faltava era que os nossos filhos fossem o que nós queremos, ou pior ainda, o que a Igreja quer que eles sejam. Fui criticado aqui por ter dado a entender que o lugar da Igreja Católica é a “dar a missa”. Nada disso. A Igreja tem e sempre teve um papel importante na sociedade, no seu aconselhamento e na orientação a homens, mulheres, casais, jovens e marginais da sociedade, como os sem abrigo, presidiários, prostitutas ou toxicodependentes. O que me leva a questionar: o que têm afinal contra os homossexuais em geral? Duvido que Jesus, um homem bom e fundador do cristianismo (que se confunde muitas vezes com a Igreja Católica) tivesse preconceito com os homossexuais, da mesma forma que não tinha com os aleijados, os leprosos ou as prostitutas. Sabem qual das citações atribuídas a Jesus é a minha favorita? “Que atire a primeira pedra quem nunca pecou”. Se o que os preocupa é a palavra “casamento” e a instituição em si, que se chame outra coisa qualquer, então. Já expliquei porque me oponho ao casamento de pessoas do mesmo sexo, e não tem nada a ver com religião ou com o núcleo familiar. Nada me irrita mais que as bichas loucas (passo o brasileirismo) que usam o lobbyismo para marcar a sua afirmação, e a volatilidade das suas relações pessoais, que são mais um “estilo de vida” do que propriamente uma convicção. Quem fica a perder são os restantes homossexuais que se amam (yes, they can) e não querem mais que a mesma liberdade do restantes casais que se amam. Mas se essa for a vontade expressa de uma maioria parlamentar eleita democraticamente pelos portugueses (ao contrário de uma religião que é inerente e seguida muitas vezes apenas por tradição), que seja. Nem o argumento do eventual divórcio dos homossexuais (que para uma certa corrente de pensamento “prova” que os homossexuais não conseguem ter uma relação estável) pega, quando perto de metade dos casamentos heterossexuais em Portugal acabam eventualmente em divórcio. E entenda-se que não simpatizo com os “devassos” que agem em nome da homossexualidade da mesma forma que me irritam os chamados “machões”, que tratam mulheres como objectos e praticam a infedilidade conjugal como forma de afirmação da sua masculinidade, não olhando a quem magoam, com um completo desrespeito pelos votos a que se comprometeram a cumprir. Quanto à questão da minha insistência em escolher a Igreja Católica como alvo preferencial. Os católicos têm no seu historial um rol de atrocidades e horrores que cometeram quando tinham demasiado poder, e por alguns dos quais chegaram mesmo a pedir desculpa. Um fiel leitor chamou-me a atenção para esse facto, e lembrou-me que “já não estamos nos tempos das cruzadas e da inquisição”. Muito bem, mas é para isso mesmo que serve a História: para que nos lembremos dos maus exemplos do passado, e que não os deixemos repetir no futuro. O leitor usou o exemplo do passado bélico da Alemanha e do Japão. A diferença é que nem um nem outro estão interessados em repetir esse passado, e o mundo olha com atenção e suspeita de qualquer acontecimento que possa fazer lembrar esse passado, e eventualmente dê a entender que se repita. Basta recordar as peregrinações do ex-primeiro ministro japonês ao mausoléu de Yasukuni, onde se encontram os restos mortais de alguns dos piores criminosos de guerra japoneses, que veio acordar alguns fantasmas desse triste passado. Quando o Bispo D. José Saraiva Martins fala de “anormalidade” e usa Adão e Eva como exemplos, está a fazer lembrar os tempos em que o dogma se sobreponha à lógica e à razão. A igreja não pode nunca passar uma mensagem para um povo que se diz (ou se quer) educado e inteligente que “Deus não queria homossexuais, por isso fez um homem e uma mulher”. Chega a ser insultuoso. Se outras religiões condenam igualmente a homossexualidade, isso é outra história. O que está a acontecer em Portugal agora é a sequência do que está a acontecer em outros países de maioria cristã, como os Estados Unidos, os Países Baixos, o Reino Unido e mesmo a nossa vizinha Espanha, onde já existem leis que regulam o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo. Comparar o caso de Portugal com o que passa no Islão (prisões, torturas, morte) é descabido. Acredito ainda que o Islão (que tem um “atraso” de sete séculos em relação ao cristianismo no que toca à sua fundação) possa vir a evoluir, como tudo que evolui, no sentido de ser mais tolerante e aberto. Existem exemplos de países islâmicos onde a homossexualidade não é punida por lei, como a Turquia e a Malásia (que castiga a sodomia, mas não a homossexualidade per si), e um bom exemplo de que Islão pode não ser igual a homofobia. Além do mais, se a homossexualidade ou os seus malefícios vêm referidos na Bíblia ou na Torah judaíca, talvez não seja uma coisa de ontem, ou de há alguns séculos, mas um aspecto diferenciado da natureza humana. Não uma “anormalidade”. Finalmente uma referência aos leitores que dizem que dou demasiada importância à Igreja Católica, e de que esta discussão não é mais que uma manobra de charme do Governo socialista de José Socrates para desviar a atenção de coisas muito mais importantes, como a Economia. Ora bem, a Igreja Católica tem importância, sim, e daí a dualidade quanto ao tema da homossexualidade. Se os portugueses, bem como toda a gente, não fossem maleáveis ou influenciáveis, ignoravam simplesmente o assunto, o que não acontece. O português médio (e Portugal não é só Lisboa e Porto) é temente a Deus, e reconhece na Igreja a Sua palavra. Se não é praticante e muitas vezes não é o melhor dos cristãos, isso é aceitável, e perfeitamente normal. Agora numa questão que não lhe diz directamente respeito, pode muito simplesmente seguir a orientação que a sua fé lhe indica, o que neste caso é a homofobia. O homófobo padrão usa os mesmos argumentos que a Igreja Católica tem vindo a apresentar: os homossexuais não se reproduzem, não é “natural”, é pecado, etc. Em relação à “urgência” de debater outros temas urgentes para o futuro da nossa nação, só posso dizer uma coisa. Duvido que os portugueses percebam mais de economia do que de sexualidade. E desde quando um tema social não é importante para que se discuta a qualquer altura?PS: peço desculpa pela extensão do post subordinado a este assunto, mas são posições que gostava de clarificar, e que não cabem na secção de comentários.
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Os últimos tempos têm sido marcados por uma certa discussão que muito divide a opinião pública: o casamento de pessoas do mesmo sexo. Este blogue têm dado uma especial atenção ao assunto, não propriamente à essência da questão (o direito ou não dos homossexuais de contrair matrimónio), mas a certas opiniões da Igreja Católica sobre o assunto. Alguns leitores mostram-se visivelmente incomodados com as minhas opiniões sobre a posição marcadamente homofóbica da Igreja, ou do direito desta última em interferir numa questão meramente civil e social, mais do que moral ou ética. Nunca em ocasião nenhuma neguei o direito à Igreja Católica de dar a sua opinião sobre o assunto, mas quando o faz, é de um conservadorismo atroz, e de uma enorme falta de humanismo. Humanismo pelo qual a Igreja se tem pautado, e bem, em outras situações. Considero-me agnóstico e nem sequer sou baptizado, crismado ou qualquer outra modalidade da vasta gama que a Igreja Católica oferece aos reles seres humanos como forma de “entrar no reino dos céus”. Não sou judeu nem comunista, sou sim de uma família ribatejana em que o chefe de família (o pai, conceito muito católico) teve a inteligência e a sensatez de deixar os seus filhos escolher o que queriam para o seu futuro, incluíndo a religião. Não foi fácil, e a família Leocardo sofreu pressões de muitos lados para que os seus rebentos fossem registados no grande index do catolicismo, dos que se podem, no fim, “salvar”. Preocupam-me mais os assuntos terrenos, nomeadamente o exercício da democracia e dos direitos terrenos inerentes a qualquer cidadão. O que mais me preocupa é a vida, e a hipoteca da casa. Com o pós-vida e o lugar no Céu preocupo-me depois. A Igreja tem defendido o “modelo tradicional de família”, que consiste no pai, na mãe e nos filhos, quantos mais melhor, segundo a doutrina cristã na sua vertente católica. Os cidadãos homossexuais, que na falta de um yang para o seu yin ou vice-versa, não são capazes de concretizar este conceito de família tradicional, daí que sejam vistos como uma “anormalidade”, um senão no glorioso plano que a Igreja diz ser “o de Deus”. Generalizando este conceito, incomoda-me que a Igreja não tenha pensado em todas as ovelhas do seu rebanho. E não me refiro apenas aos homossexuais, mas aos casais inférteis, por exemplo, aos que optaram por não ter filhos (que são cada vez mais) ou às pessoas que gostam simplesmente de ficar sozinhas. Como se pode observar facilmente, são muitos os exemplos de família “não-tradicional”. O que se sentem estes cristãos que têm fé como qualquer outro quando a sua Igreja insinua que o seu estilo de vida é uma “anormalidade”? A questão da adopção é ainda muito complicada, e falo da burocracia e da exigência. Não é fácil a qualquer casal adoptar uma criança simplesmente porque é estéril ou porque prefere salvar uma criança orfã do que trazer outra ao mundo. Pesam factores como as condições económicas, o registo criminal, a estabilidade do casal e outros. Na falta de uma China ali à mão de semear, o processo pode demorar vários anos e muitas vezes esbarra na regra da família de acolhimento (famílias que recebem crianças em risco) não poder adoptar. Quando o Bispo D. José Policarpo disse que a legalização do casamento entre homossexuais “é um mau exemplo para as gerações futuras”, que “podem escolher de uma lista aquilo que podem ser”, errou. O que mais queremos é que as gerações futuras possam escolher o que querem ser, e há cada vez mais alternativas. O que mais faltava era que os nossos filhos fossem o que nós queremos, ou pior ainda, o que a Igreja quer que eles sejam. Fui criticado aqui por ter dado a entender que o lugar da Igreja Católica é a “dar a missa”. Nada disso. A Igreja tem e sempre teve um papel importante na sociedade, no seu aconselhamento e na orientação a homens, mulheres, casais, jovens e marginais da sociedade, como os sem abrigo, presidiários, prostitutas ou toxicodependentes. O que me leva a questionar: o que têm afinal contra os homossexuais em geral? Duvido que Jesus, um homem bom e fundador do cristianismo (que se confunde muitas vezes com a Igreja Católica) tivesse preconceito com os homossexuais, da mesma forma que não tinha com os aleijados, os leprosos ou as prostitutas. Sabem qual das citações atribuídas a Jesus é a minha favorita? “Que atire a primeira pedra quem nunca pecou”. Se o que os preocupa é a palavra “casamento” e a instituição em si, que se chame outra coisa qualquer, então. Já expliquei porque me oponho ao casamento de pessoas do mesmo sexo, e não tem nada a ver com religião ou com o núcleo familiar. Nada me irrita mais que as bichas loucas (passo o brasileirismo) que usam o lobbyismo para marcar a sua afirmação, e a volatilidade das suas relações pessoais, que são mais um “estilo de vida” do que propriamente uma convicção. Quem fica a perder são os restantes homossexuais que se amam (yes, they can) e não querem mais que a mesma liberdade do restantes casais que se amam. Mas se essa for a vontade expressa de uma maioria parlamentar eleita democraticamente pelos portugueses (ao contrário de uma religião que é inerente e seguida muitas vezes apenas por tradição), que seja. Nem o argumento do eventual divórcio dos homossexuais (que para uma certa corrente de pensamento “prova” que os homossexuais não conseguem ter uma relação estável) pega, quando perto de metade dos casamentos heterossexuais em Portugal acabam eventualmente em divórcio. E entenda-se que não simpatizo com os “devassos” que agem em nome da homossexualidade da mesma forma que me irritam os chamados “machões”, que tratam mulheres como objectos e praticam a infedilidade conjugal como forma de afirmação da sua masculinidade, não olhando a quem magoam, com um completo desrespeito pelos votos a que se comprometeram a cumprir. Quanto à questão da minha insistência em escolher a Igreja Católica como alvo preferencial. Os católicos têm no seu historial um rol de atrocidades e horrores que cometeram quando tinham demasiado poder, e por alguns dos quais chegaram mesmo a pedir desculpa. Um fiel leitor chamou-me a atenção para esse facto, e lembrou-me que “já não estamos nos tempos das cruzadas e da inquisição”. Muito bem, mas é para isso mesmo que serve a História: para que nos lembremos dos maus exemplos do passado, e que não os deixemos repetir no futuro. O leitor usou o exemplo do passado bélico da Alemanha e do Japão. A diferença é que nem um nem outro estão interessados em repetir esse passado, e o mundo olha com atenção e suspeita de qualquer acontecimento que possa fazer lembrar esse passado, e eventualmente dê a entender que se repita. Basta recordar as peregrinações do ex-primeiro ministro japonês ao mausoléu de Yasukuni, onde se encontram os restos mortais de alguns dos piores criminosos de guerra japoneses, que veio acordar alguns fantasmas desse triste passado. Quando o Bispo D. José Saraiva Martins fala de “anormalidade” e usa Adão e Eva como exemplos, está a fazer lembrar os tempos em que o dogma se sobreponha à lógica e à razão. A igreja não pode nunca passar uma mensagem para um povo que se diz (ou se quer) educado e inteligente que “Deus não queria homossexuais, por isso fez um homem e uma mulher”. Chega a ser insultuoso. Se outras religiões condenam igualmente a homossexualidade, isso é outra história. O que está a acontecer em Portugal agora é a sequência do que está a acontecer em outros países de maioria cristã, como os Estados Unidos, os Países Baixos, o Reino Unido e mesmo a nossa vizinha Espanha, onde já existem leis que regulam o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo. Comparar o caso de Portugal com o que passa no Islão (prisões, torturas, morte) é descabido. Acredito ainda que o Islão (que tem um “atraso” de sete séculos em relação ao cristianismo no que toca à sua fundação) possa vir a evoluir, como tudo que evolui, no sentido de ser mais tolerante e aberto. Existem exemplos de países islâmicos onde a homossexualidade não é punida por lei, como a Turquia e a Malásia (que castiga a sodomia, mas não a homossexualidade per si), e um bom exemplo de que Islão pode não ser igual a homofobia. Além do mais, se a homossexualidade ou os seus malefícios vêm referidos na Bíblia ou na Torah judaíca, talvez não seja uma coisa de ontem, ou de há alguns séculos, mas um aspecto diferenciado da natureza humana. Não uma “anormalidade”. Finalmente uma referência aos leitores que dizem que dou demasiada importância à Igreja Católica, e de que esta discussão não é mais que uma manobra de charme do Governo socialista de José Socrates para desviar a atenção de coisas muito mais importantes, como a Economia. Ora bem, a Igreja Católica tem importância, sim, e daí a dualidade quanto ao tema da homossexualidade. Se os portugueses, bem como toda a gente, não fossem maleáveis ou influenciáveis, ignoravam simplesmente o assunto, o que não acontece. O português médio (e Portugal não é só Lisboa e Porto) é temente a Deus, e reconhece na Igreja a Sua palavra. Se não é praticante e muitas vezes não é o melhor dos cristãos, isso é aceitável, e perfeitamente normal. Agora numa questão que não lhe diz directamente respeito, pode muito simplesmente seguir a orientação que a sua fé lhe indica, o que neste caso é a homofobia. O homófobo padrão usa os mesmos argumentos que a Igreja Católica tem vindo a apresentar: os homossexuais não se reproduzem, não é “natural”, é pecado, etc. Em relação à “urgência” de debater outros temas urgentes para o futuro da nossa nação, só posso dizer uma coisa. Duvido que os portugueses percebam mais de economia do que de sexualidade. E desde quando um tema social não é importante para que se discuta a qualquer altura?PS: peço desculpa pela extensão do post subordinado a este assunto, mas são posições que gostava de clarificar, e que não cabem na secção de comentários.