A chefe de gabinete do vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem, há cerca de 18 anos, uma casa arrendada pela autarquia a custos controlados, avança o Diário de Notícias. Segundo o jornal, Isabel Soares, antiga presidente da Gebalis e actual membro do staff de Marcos Perestrello, já nem sequer habita a casa. No T1 situado em Telheiras, vive agora o filho, que paga 350 euros mensais de renda. O DN adianta que durante o mandato de Pedro Santana Lopes, Isabel Soares tentou adquirir a casa, a um preço abaixo do valor de mercado. Entrou com o processo na câmara que aprovou a compra e marcou a data da escritura. Só que o processo acabou por ficar suspenso porque a vereadora Helena Lopes da Costa, que tinha o pelouro da Habitação Social, remeteu o assunto, juntamente com um outro, para o gabinete da presidência. Contactada pelo DN, Isabel Soares confirmou a situação. «Há 20 anos candidatei-me a uma casa e, há mais ou menos 18, ela foi-me atribuída. Em 2002 ou 2003, já não me lembro, foi indicada a aprovação da compra e já tinha dia para a escritura e, depois, foi tudo suspenso». «Tinha na altura aquela casa há 16 anos e sempre paguei uma renda, porque não havia de poder comprá-la?», adiantou a responsável. A chefe de gabinete do braço-direito de António Costa na Câmara de Lisboa justifica ainda que paga «350 euros por um T1» em Telheiras e que o facto de não habitar o imóvel não é relevante: «O meu filho foi crescendo e está lá à luz do que é permitido». «Não achei normal» Já Helena Lopes da Costa não considera a situação tão normal. «Apesar de ter competências delegadas, entendi remeter para o presidente da CML por se tratar de uma antiga presidente da Gebalis. Não achei normal, como também não achei normal que o director do departamento de apoio aos órgãos do município, o dr. José Bastos, também estivesse a tentar comprar casa nas mesmas condições. O presidente da CML não aceitou e vetou essas aquisições», explicou. Mas Isabel Soares não é a única na mira de Helena Lopes da Costa. A actual deputada do PSD garante que Ana Sara Brito, actual vereadora da Habitação e Acção Social, era «uma das pessoas que pedia mais casas, em reuniões da câmara». A actual vereadora de António Costa «era presidente da Junta de Freguesia da Encarnação e muito activa a fazer pedidos». Habitações sociais geram polémica Helena Lopes da Costa foi constituída arguida num processo de alegado favorecimento na atribuição de habitações sociais, depois de uma denúncia que deu origem a um processo com contornos ainda por esclarecer. No âmbito do mesmo processo, Miguel Almeida, também deputado do PSD, foi também constituído arguido, tendo já sido levantada a imunidade parlamentar a ambos, durante a semana passada. Tanto a ex-vereadora da CML, como o antigo chefe de gabinete de Santana Lopes, decidiram responder por escrito. Os dois são suspeitos de corrupção e de falsificação de assinatura de funcionário. No mesmo processo, Pedro Santana Lopes irá também ser constituído arguido, durante a próxima semana. O antigo primeiro-ministro e ex-presidente da Câmara de Lisboa vai ver o seu processo de levantamento da imunidade parlamentar resolvido na quarta-feira e depois disso irá também depor por escrito.ISTO E QUE E UMA RICA VIDA ;) POIS ATAO NA AVERA DE SERE?
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A chefe de gabinete do vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem, há cerca de 18 anos, uma casa arrendada pela autarquia a custos controlados, avança o Diário de Notícias. Segundo o jornal, Isabel Soares, antiga presidente da Gebalis e actual membro do staff de Marcos Perestrello, já nem sequer habita a casa. No T1 situado em Telheiras, vive agora o filho, que paga 350 euros mensais de renda. O DN adianta que durante o mandato de Pedro Santana Lopes, Isabel Soares tentou adquirir a casa, a um preço abaixo do valor de mercado. Entrou com o processo na câmara que aprovou a compra e marcou a data da escritura. Só que o processo acabou por ficar suspenso porque a vereadora Helena Lopes da Costa, que tinha o pelouro da Habitação Social, remeteu o assunto, juntamente com um outro, para o gabinete da presidência. Contactada pelo DN, Isabel Soares confirmou a situação. «Há 20 anos candidatei-me a uma casa e, há mais ou menos 18, ela foi-me atribuída. Em 2002 ou 2003, já não me lembro, foi indicada a aprovação da compra e já tinha dia para a escritura e, depois, foi tudo suspenso». «Tinha na altura aquela casa há 16 anos e sempre paguei uma renda, porque não havia de poder comprá-la?», adiantou a responsável. A chefe de gabinete do braço-direito de António Costa na Câmara de Lisboa justifica ainda que paga «350 euros por um T1» em Telheiras e que o facto de não habitar o imóvel não é relevante: «O meu filho foi crescendo e está lá à luz do que é permitido». «Não achei normal» Já Helena Lopes da Costa não considera a situação tão normal. «Apesar de ter competências delegadas, entendi remeter para o presidente da CML por se tratar de uma antiga presidente da Gebalis. Não achei normal, como também não achei normal que o director do departamento de apoio aos órgãos do município, o dr. José Bastos, também estivesse a tentar comprar casa nas mesmas condições. O presidente da CML não aceitou e vetou essas aquisições», explicou. Mas Isabel Soares não é a única na mira de Helena Lopes da Costa. A actual deputada do PSD garante que Ana Sara Brito, actual vereadora da Habitação e Acção Social, era «uma das pessoas que pedia mais casas, em reuniões da câmara». A actual vereadora de António Costa «era presidente da Junta de Freguesia da Encarnação e muito activa a fazer pedidos». Habitações sociais geram polémica Helena Lopes da Costa foi constituída arguida num processo de alegado favorecimento na atribuição de habitações sociais, depois de uma denúncia que deu origem a um processo com contornos ainda por esclarecer. No âmbito do mesmo processo, Miguel Almeida, também deputado do PSD, foi também constituído arguido, tendo já sido levantada a imunidade parlamentar a ambos, durante a semana passada. Tanto a ex-vereadora da CML, como o antigo chefe de gabinete de Santana Lopes, decidiram responder por escrito. Os dois são suspeitos de corrupção e de falsificação de assinatura de funcionário. No mesmo processo, Pedro Santana Lopes irá também ser constituído arguido, durante a próxima semana. O antigo primeiro-ministro e ex-presidente da Câmara de Lisboa vai ver o seu processo de levantamento da imunidade parlamentar resolvido na quarta-feira e depois disso irá também depor por escrito.ISTO E QUE E UMA RICA VIDA ;) POIS ATAO NA AVERA DE SERE?