"Pela distrital não há mais indicações, uma vez que foi vetada Helena Lopes da Costa", diz Marco Almeida A distrital de Lisboa do PSD adiou sine die as reuniões que chegaram a estar previstas para ontem, nas quais deveria ser aprovada a lista de Carmona Rodrigues à Câmara Municipal de Lisboa (CML). Marco Almeida, vice-presidente do PSD/Lisboa, confirma que "não há qualquer reunião agendada", nem da comissão política permanente, nem da comissão alargada. E acusa "Todas as consequências têm que ser retiradas deste processo estranho. A começar no presidente da distrital [António Preto] e a acabar no último vogal." Este vice-presidente da estrutura da Grande Lisboa não poupa críticas à condução política das listas para a CML, dizendo mesmo que "pela distrital não há mais indicações, uma vez que foi vetada a nossa vice-presidente, Helena Lopes da Costa". Uma posição que contraria a escolha por parte de António Preto e dos presidentes de secção da capital de alguns nomes alternativos à vereadora vetada por Carmona Rodrigues. Para este responsável aquela escolha não faz sentido, o que pode ser um prenúncio de que em reunião da comissão permanente o nome de Lopes da Costa possa voltar à baila, dividindo a distrital do PSD de Lisboa e originando um entrave à lista elaborada por Carmona com a participação da direcção de Marques Mendes. Marco Almeida questiona também a veracidade da alegada entrada de Moreira Marques, vereador do Desporto incompatibilizado com Santana Lopes, na lista e a integração de tantos independentes "Já foi anunciado que o número dois será outro independente que, do ponto de vista político, já passou pelo PP, pelo PS e agora serve-se do PSD". Sobre Marina Ferreira, um nome que entrará na lista por imposição da direcção de Mendes, diz: "Não sei quem é. Não tem história no partido, só sei que foi candidata à junta dos Olivais e perdeu."Perante este cenário, a distrital do PSD - que tem, segundo o artigo 41.º, ponto 2, alínea d dos estatutos, autonomia total para ratificar ou não a lista - poderá gerar um grande imbróglio a Carmona Rodrigues. Quanto mais não seja porque, dizem fontes sociais-democratas, "fica ferido por impor uma lista sem legitimidade política interna, o que só o prejudica na mobilização do aparelho do partido para a campanha."A carta-branca que Carmona Rodrigues diz ter obtido de Marques Mendes foi ontem minimizada por Miguel Macedo, secretário- -geral do PSD, que reagiu desta forma à polémica da formação da lista "Será escolhida uma equipa de pessoas competentes para ajudar Carmona Rodrigues a governar bem." Sobre a autonomia do candidato, nem uma palavra, tendo Macedo dito ainda que o processo está a "correr normalmente em todo o partido e em todo o País". O secretário-geral laranja não se mostrou muito preocupado com o timing, que disse estar ainda "a decorrer", e garantiu não ter dúvidas de que a lista acabará por ser aprovada. Marco Almeida, ao invés, alerta para o facto de o PSD/Lisboa já estar "mesmo em cima do prazo" - que termina a 16 de Agosto.Na quarta-feira à noite reuniu- -se o conselho distrital da JSD, que não conseguiu também chegar a acordo sobre um nome a propor para a lista de Carmona Rodrigues, tendo o resultado sido uma "lista corrida". Ou seja, sem uma hierarquização dos votos que Alexandre Simões, Rodrigo Saraiva e Rui Caeiro tinham obtido junto das secções da Jota lisboeta.Uma polémica que está a ser vista em alguns sectores do PSD como "o ideal" para o lançamento da candidatura de Helena Lopes da Costa à distrital de Lisboa, como o DN já avançou esta segunda-feira. "O veto não foi uma ideia inteligente", concluem fontes laranja. in DN
Categorias
Entidades
"Pela distrital não há mais indicações, uma vez que foi vetada Helena Lopes da Costa", diz Marco Almeida A distrital de Lisboa do PSD adiou sine die as reuniões que chegaram a estar previstas para ontem, nas quais deveria ser aprovada a lista de Carmona Rodrigues à Câmara Municipal de Lisboa (CML). Marco Almeida, vice-presidente do PSD/Lisboa, confirma que "não há qualquer reunião agendada", nem da comissão política permanente, nem da comissão alargada. E acusa "Todas as consequências têm que ser retiradas deste processo estranho. A começar no presidente da distrital [António Preto] e a acabar no último vogal." Este vice-presidente da estrutura da Grande Lisboa não poupa críticas à condução política das listas para a CML, dizendo mesmo que "pela distrital não há mais indicações, uma vez que foi vetada a nossa vice-presidente, Helena Lopes da Costa". Uma posição que contraria a escolha por parte de António Preto e dos presidentes de secção da capital de alguns nomes alternativos à vereadora vetada por Carmona Rodrigues. Para este responsável aquela escolha não faz sentido, o que pode ser um prenúncio de que em reunião da comissão permanente o nome de Lopes da Costa possa voltar à baila, dividindo a distrital do PSD de Lisboa e originando um entrave à lista elaborada por Carmona com a participação da direcção de Marques Mendes. Marco Almeida questiona também a veracidade da alegada entrada de Moreira Marques, vereador do Desporto incompatibilizado com Santana Lopes, na lista e a integração de tantos independentes "Já foi anunciado que o número dois será outro independente que, do ponto de vista político, já passou pelo PP, pelo PS e agora serve-se do PSD". Sobre Marina Ferreira, um nome que entrará na lista por imposição da direcção de Mendes, diz: "Não sei quem é. Não tem história no partido, só sei que foi candidata à junta dos Olivais e perdeu."Perante este cenário, a distrital do PSD - que tem, segundo o artigo 41.º, ponto 2, alínea d dos estatutos, autonomia total para ratificar ou não a lista - poderá gerar um grande imbróglio a Carmona Rodrigues. Quanto mais não seja porque, dizem fontes sociais-democratas, "fica ferido por impor uma lista sem legitimidade política interna, o que só o prejudica na mobilização do aparelho do partido para a campanha."A carta-branca que Carmona Rodrigues diz ter obtido de Marques Mendes foi ontem minimizada por Miguel Macedo, secretário- -geral do PSD, que reagiu desta forma à polémica da formação da lista "Será escolhida uma equipa de pessoas competentes para ajudar Carmona Rodrigues a governar bem." Sobre a autonomia do candidato, nem uma palavra, tendo Macedo dito ainda que o processo está a "correr normalmente em todo o partido e em todo o País". O secretário-geral laranja não se mostrou muito preocupado com o timing, que disse estar ainda "a decorrer", e garantiu não ter dúvidas de que a lista acabará por ser aprovada. Marco Almeida, ao invés, alerta para o facto de o PSD/Lisboa já estar "mesmo em cima do prazo" - que termina a 16 de Agosto.Na quarta-feira à noite reuniu- -se o conselho distrital da JSD, que não conseguiu também chegar a acordo sobre um nome a propor para a lista de Carmona Rodrigues, tendo o resultado sido uma "lista corrida". Ou seja, sem uma hierarquização dos votos que Alexandre Simões, Rodrigo Saraiva e Rui Caeiro tinham obtido junto das secções da Jota lisboeta.Uma polémica que está a ser vista em alguns sectores do PSD como "o ideal" para o lançamento da candidatura de Helena Lopes da Costa à distrital de Lisboa, como o DN já avançou esta segunda-feira. "O veto não foi uma ideia inteligente", concluem fontes laranja. in DN