As eleições autárquicas em Lisboa: Distrital do PSD em guerra aberta. Carmona preocupado

19-02-2006
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"Pela distrital não há mais indicações, uma vez que foi vetada Helena Lopes da Costa", diz Marco Almeida A distrital de Lisboa do PSD adiou sine die as reuniões que chegaram a estar previstas para ontem, nas quais deveria ser aprovada a lista de Carmona Rodrigues à Câmara Municipal de Lisboa (CML). Marco Almeida, vice-presidente do PSD/Lisboa, confirma que "não há qualquer reunião agendada", nem da comissão política permanente, nem da comissão alargada. E acusa "Todas as consequências têm que ser retiradas deste processo estranho. A começar no presidente da distrital [António Preto] e a acabar no último vogal." Este vice-presidente da estrutura da Grande Lisboa não poupa críticas à condução política das listas para a CML, dizendo mesmo que "pela distrital não há mais indicações, uma vez que foi vetada a nossa vice-presidente, Helena Lopes da Costa". Uma posição que contraria a escolha por parte de António Preto e dos presidentes de secção da capital de alguns nomes alternativos à vereadora vetada por Carmona Rodrigues. Para este responsável aquela escolha não faz sentido, o que pode ser um prenúncio de que em reunião da comissão permanente o nome de Lopes da Costa possa voltar à baila, dividindo a distrital do PSD de Lisboa e originando um entrave à lista elaborada por Carmona com a participação da direcção de Marques Mendes. Marco Almeida questiona também a veracidade da alegada entrada de Moreira Marques, vereador do Desporto incompatibilizado com Santana Lopes, na lista e a integração de tantos independentes "Já foi anunciado que o número dois será outro independente que, do ponto de vista político, já passou pelo PP, pelo PS e agora serve-se do PSD". Sobre Marina Ferreira, um nome que entrará na lista por imposição da direcção de Mendes, diz: "Não sei quem é. Não tem história no partido, só sei que foi candidata à junta dos Olivais e perdeu."Perante este cenário, a distrital do PSD - que tem, segundo o artigo 41.º, ponto 2, alínea d dos estatutos, autonomia total para ratificar ou não a lista - poderá gerar um grande imbróglio a Carmona Rodrigues. Quanto mais não seja porque, dizem fontes sociais-democratas, "fica ferido por impor uma lista sem legitimidade política interna, o que só o prejudica na mobilização do aparelho do partido para a campanha."A carta-branca que Carmona Rodrigues diz ter obtido de Marques Mendes foi ontem minimizada por Miguel Macedo, secretário- -geral do PSD, que reagiu desta forma à polémica da formação da lista "Será escolhida uma equipa de pessoas competentes para ajudar Carmona Rodrigues a governar bem." Sobre a autonomia do candidato, nem uma palavra, tendo Macedo dito ainda que o processo está a "correr normalmente em todo o partido e em todo o País". O secretário-geral laranja não se mostrou muito preocupado com o timing, que disse estar ainda "a decorrer", e garantiu não ter dúvidas de que a lista acabará por ser aprovada. Marco Almeida, ao invés, alerta para o facto de o PSD/Lisboa já estar "mesmo em cima do prazo" - que termina a 16 de Agosto.Na quarta-feira à noite reuniu- -se o conselho distrital da JSD, que não conseguiu também chegar a acordo sobre um nome a propor para a lista de Carmona Rodrigues, tendo o resultado sido uma "lista corrida". Ou seja, sem uma hierarquização dos votos que Alexandre Simões, Rodrigo Saraiva e Rui Caeiro tinham obtido junto das secções da Jota lisboeta.Uma polémica que está a ser vista em alguns sectores do PSD como "o ideal" para o lançamento da candidatura de Helena Lopes da Costa à distrital de Lisboa, como o DN já avançou esta segunda-feira. "O veto não foi uma ideia inteligente", concluem fontes laranja. in DN


"Pela distrital não há mais indicações, uma vez que foi vetada Helena Lopes da Costa", diz Marco Almeida A distrital de Lisboa do PSD adiou sine die as reuniões que chegaram a estar previstas para ontem, nas quais deveria ser aprovada a lista de Carmona Rodrigues à Câmara Municipal de Lisboa (CML). Marco Almeida, vice-presidente do PSD/Lisboa, confirma que "não há qualquer reunião agendada", nem da comissão política permanente, nem da comissão alargada. E acusa "Todas as consequências têm que ser retiradas deste processo estranho. A começar no presidente da distrital [António Preto] e a acabar no último vogal." Este vice-presidente da estrutura da Grande Lisboa não poupa críticas à condução política das listas para a CML, dizendo mesmo que "pela distrital não há mais indicações, uma vez que foi vetada a nossa vice-presidente, Helena Lopes da Costa". Uma posição que contraria a escolha por parte de António Preto e dos presidentes de secção da capital de alguns nomes alternativos à vereadora vetada por Carmona Rodrigues. Para este responsável aquela escolha não faz sentido, o que pode ser um prenúncio de que em reunião da comissão permanente o nome de Lopes da Costa possa voltar à baila, dividindo a distrital do PSD de Lisboa e originando um entrave à lista elaborada por Carmona com a participação da direcção de Marques Mendes. Marco Almeida questiona também a veracidade da alegada entrada de Moreira Marques, vereador do Desporto incompatibilizado com Santana Lopes, na lista e a integração de tantos independentes "Já foi anunciado que o número dois será outro independente que, do ponto de vista político, já passou pelo PP, pelo PS e agora serve-se do PSD". Sobre Marina Ferreira, um nome que entrará na lista por imposição da direcção de Mendes, diz: "Não sei quem é. Não tem história no partido, só sei que foi candidata à junta dos Olivais e perdeu."Perante este cenário, a distrital do PSD - que tem, segundo o artigo 41.º, ponto 2, alínea d dos estatutos, autonomia total para ratificar ou não a lista - poderá gerar um grande imbróglio a Carmona Rodrigues. Quanto mais não seja porque, dizem fontes sociais-democratas, "fica ferido por impor uma lista sem legitimidade política interna, o que só o prejudica na mobilização do aparelho do partido para a campanha."A carta-branca que Carmona Rodrigues diz ter obtido de Marques Mendes foi ontem minimizada por Miguel Macedo, secretário- -geral do PSD, que reagiu desta forma à polémica da formação da lista "Será escolhida uma equipa de pessoas competentes para ajudar Carmona Rodrigues a governar bem." Sobre a autonomia do candidato, nem uma palavra, tendo Macedo dito ainda que o processo está a "correr normalmente em todo o partido e em todo o País". O secretário-geral laranja não se mostrou muito preocupado com o timing, que disse estar ainda "a decorrer", e garantiu não ter dúvidas de que a lista acabará por ser aprovada. Marco Almeida, ao invés, alerta para o facto de o PSD/Lisboa já estar "mesmo em cima do prazo" - que termina a 16 de Agosto.Na quarta-feira à noite reuniu- -se o conselho distrital da JSD, que não conseguiu também chegar a acordo sobre um nome a propor para a lista de Carmona Rodrigues, tendo o resultado sido uma "lista corrida". Ou seja, sem uma hierarquização dos votos que Alexandre Simões, Rodrigo Saraiva e Rui Caeiro tinham obtido junto das secções da Jota lisboeta.Uma polémica que está a ser vista em alguns sectores do PSD como "o ideal" para o lançamento da candidatura de Helena Lopes da Costa à distrital de Lisboa, como o DN já avançou esta segunda-feira. "O veto não foi uma ideia inteligente", concluem fontes laranja. in DN

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