Lisboa: Ministério Público investiga atribuição de casas municipais em 2004

16-03-2008
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Nacional

Lisboa: Ministério Público investiga atribuição de casas municipais em 2004

Lisboa, 06 Mar (Lusa) - O Ministério Público está a investigar a atribuição ilegal de casas municipais em 2004, quando Helena Lopes da Costa (PSD) detinha o pelouro da Habitação na autarquia lisboeta, noticiou hoje a SIC.

A então vereadora do executivo de Santana Lopes terá atribuído casas municipais ao seu motorista, ao comandante da Polícia Municipal e outros dirigentes daquela força de segurança, que não cumpriam os requisitos para os fogos lhes serem atribuídos, avançou a estação de televisão.

Os funcionários em causa, a quem foram atribuídas casas na urbanização Quinta dos Barros, já possuíam habitação própria na área metropolitana de Lisboa.

Em causa está igualmente a atribuição de um apartamento à a ex-directora de acção social da autarquia, actual directora da Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo, que pagaria uma "renda técnica" de cerca de 400 euros.

Helena Lopes da Costa afirmou à SIC que "hoje faria exactamente o mesmo" e teria "movido todos os esforços" para que os dirigentes da Polícia Municipal tivessem direito a uma "casa de função".

A situação foi detectada pela sucessora de Helena Lopes da Costa, a antiga vereadora da Habitação Maria José Nogueira Pinto, e os dirigentes devolveram as chaves dos apartamentos nessa altura.

Quanto ao seu motorista, a actual deputada social-democrata defendeu que o funcionário não devia ser prejudicado na atribuição de casa por ter essa função.

Em todos os casos, afirmou desconhecer que tivessem já outras habitações.

Relativamente à antiga directora de acção social da Câmara, Helena Lopes da Costa justificou a "renda técnica" paga pela dirigente por existirem casos semelhantes com outros dirigentes da autarquia.

A vereadora com o pelouro da Habitação Social na Câmara de Lisboa, Ana Sara Brito (PS), confirmou à Lusa que "houve fogos atribuídos por despacho directo da vereadora Helena Lopes da Costa".

Questionada sobre se esse é um procedimento normal, Ana Sara Brito afirmou que "a vereadora o podia fazer e fê-lo".

Segundo Ana Sara Brito, os fogos foram atribuídos sem um "estudo social das famílias".

"Estou a estudar as situações, para verificar se essas pessoas cumprem os critérios, se, por exemplo, têm ou não outra habitação própria".

O pelouro da Habitação Social está a estudar entre dez a quinze fogos atribuídos em circunstâncias que levantam dúvidas quanto ao cumprimento dos critérios de atribuição de habitação camarária.

ACL.

Lusa/Fim.

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Lisboa, 06 Mar (Lusa) - O Ministério Público está a investigar a atribuição ilegal de casas municipais em 2004, quando Helena Lopes da Costa (PSD) detinha o pelouro da Habitação na autarquia lisboeta, noticiou hoje a SIC.

A então vereadora do executivo de Santana Lopes terá atribuído casas municipais ao seu motorista, ao comandante da Polícia Municipal e outros dirigentes daquela força de segurança, que não cumpriam os requisitos para os fogos lhes serem atribuídos, avançou a estação de televisão.

Os funcionários em causa, a quem foram atribuídas casas na urbanização Quinta dos Barros, já possuíam habitação própria na área metropolitana de Lisboa.

Em causa está igualmente a atribuição de um apartamento à a ex-directora de acção social da autarquia, actual directora da Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo, que pagaria uma "renda técnica" de cerca de 400 euros.

Helena Lopes da Costa afirmou à SIC que "hoje faria exactamente o mesmo" e teria "movido todos os esforços" para que os dirigentes da Polícia Municipal tivessem direito a uma "casa de função".

A situação foi detectada pela sucessora de Helena Lopes da Costa, a antiga vereadora da Habitação Maria José Nogueira Pinto, e os dirigentes devolveram as chaves dos apartamentos nessa altura.

Quanto ao seu motorista, a actual deputada social-democrata defendeu que o funcionário não devia ser prejudicado na atribuição de casa por ter essa função.

Em todos os casos, afirmou desconhecer que tivessem já outras habitações.

Relativamente à antiga directora de acção social da Câmara, Helena Lopes da Costa justificou a "renda técnica" paga pela dirigente por existirem casos semelhantes com outros dirigentes da autarquia.

A vereadora com o pelouro da Habitação Social na Câmara de Lisboa, Ana Sara Brito (PS), confirmou à Lusa que "houve fogos atribuídos por despacho directo da vereadora Helena Lopes da Costa".

Questionada sobre se esse é um procedimento normal, Ana Sara Brito afirmou que "a vereadora o podia fazer e fê-lo".

Segundo Ana Sara Brito, os fogos foram atribuídos sem um "estudo social das famílias".

"Estou a estudar as situações, para verificar se essas pessoas cumprem os critérios, se, por exemplo, têm ou não outra habitação própria".

O pelouro da Habitação Social está a estudar entre dez a quinze fogos atribuídos em circunstâncias que levantam dúvidas quanto ao cumprimento dos critérios de atribuição de habitação camarária.

ACL.

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