PensaMadeira: O poder é viciante !

30-09-2009
marcar artigo


Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)Mais do mesmoData: 21-02-2007O Dr. Alberto João Jardim é daquelas personagens carismáticas que ou se ama ou se odeia, tal como Che Guevara, Fidel de Castro, Marcelo Caetano, Pinochet, Franco, Hugo Chaves, que começa a entrar pelo mesmo caminho e ainda outros que pelo seu carisma e apego ao poder marcaram a história com bons e maus momentos. E para demonstrá-lo, ficará por muito tempo nos ouvidos dos madeirenses, aquando da sua inútil demissão para de seguida voltar a recandidatar-se, esta caricata frase: "Ao me demitir provo não estar agarrado ao poder". Imaginemos se estivesse! Nada na Madeira mudará com eleições antecipadas porque os madeirenses sabem que Alberto J. Jardim tem um eleitorado fixo sobretudo nas camadas mais idosas da população que já se habituou ao seu estilo e o seguem sem impor condições. Estes não votam PSD-M mas sim Alberto João. Daí que o PS-M manterá mais ou menos o seu eleitorado, assim como os outros partidos da oposição. A diferença residirá no voto dos abstencionistas e nos jovens. Se estas duas franjas do eleitorado quiserem participar com o seu voto na vida actual e no futuro da Madeira, creio que aí haverá surpresas. Por outro lado, os que gravitam à sua volta, governantes, deputados e figuras graúdas do PSD-M, acomodar-se-ão e nada farão para mudar o curso dos acontecimentos porque sabem que a figura de Alberto J. Jardim funciona como um satélite que com a sua força gravitacional os mantém à sua volta, não os deixando cair. Mesmo que para muitos ele seja um inimigo de estimação, enterrarão a cabeça na areia usando aquela máxima "se não podes com o inimigo junta-te a ele". Todos sabemos que as eleições antecipadas não mudarão nada na vida da RAM em termos políticos ou financeiros e apenas servirão para gastar dinheiro do contribuinte e paralisar a economia madeirense pelo menos até o Verão, por isso pergunta-se: não serão essas eleições apenas por interesses partidários, por um capricho, por uma vingança ou até mesmo uma desesperada demonstração de força perante um Governo da República que ele sabe que nunca se submeterá à sua vontade e à sua chantagem política? (...).


Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)Mais do mesmoData: 21-02-2007O Dr. Alberto João Jardim é daquelas personagens carismáticas que ou se ama ou se odeia, tal como Che Guevara, Fidel de Castro, Marcelo Caetano, Pinochet, Franco, Hugo Chaves, que começa a entrar pelo mesmo caminho e ainda outros que pelo seu carisma e apego ao poder marcaram a história com bons e maus momentos. E para demonstrá-lo, ficará por muito tempo nos ouvidos dos madeirenses, aquando da sua inútil demissão para de seguida voltar a recandidatar-se, esta caricata frase: "Ao me demitir provo não estar agarrado ao poder". Imaginemos se estivesse! Nada na Madeira mudará com eleições antecipadas porque os madeirenses sabem que Alberto J. Jardim tem um eleitorado fixo sobretudo nas camadas mais idosas da população que já se habituou ao seu estilo e o seguem sem impor condições. Estes não votam PSD-M mas sim Alberto João. Daí que o PS-M manterá mais ou menos o seu eleitorado, assim como os outros partidos da oposição. A diferença residirá no voto dos abstencionistas e nos jovens. Se estas duas franjas do eleitorado quiserem participar com o seu voto na vida actual e no futuro da Madeira, creio que aí haverá surpresas. Por outro lado, os que gravitam à sua volta, governantes, deputados e figuras graúdas do PSD-M, acomodar-se-ão e nada farão para mudar o curso dos acontecimentos porque sabem que a figura de Alberto J. Jardim funciona como um satélite que com a sua força gravitacional os mantém à sua volta, não os deixando cair. Mesmo que para muitos ele seja um inimigo de estimação, enterrarão a cabeça na areia usando aquela máxima "se não podes com o inimigo junta-te a ele". Todos sabemos que as eleições antecipadas não mudarão nada na vida da RAM em termos políticos ou financeiros e apenas servirão para gastar dinheiro do contribuinte e paralisar a economia madeirense pelo menos até o Verão, por isso pergunta-se: não serão essas eleições apenas por interesses partidários, por um capricho, por uma vingança ou até mesmo uma desesperada demonstração de força perante um Governo da República que ele sabe que nunca se submeterá à sua vontade e à sua chantagem política? (...).

marcar artigo