Torna-se essencial citar o Abrupto, hoje, para copiar o postal sobre a entrevista do Público a Francisco Louçã.
Fica aqui, com a vénia da praxe e... com avisos de precaução, para aqueles que não gostam do Abrupo. Pela minha parte, este postal, aprecio.
LENDO OS JORNAIS
PORQUE É QUE É INÚTIL ENTREVISTAR ASSIM LOUÇÃ
Transcrito do Público de hoje.
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itálico
Pelo que diz concluo que já não é trotskista.
O Trotsky teve um papel fundamental na luta contra o estalinismo, contra a estalinização, contra o que veio a ser o modelo soviético. Não só ele mas muitos outros.
Ainda se define como trotskista
Eu nunca me defini como trotskista. Defini-me sempre como marxista.
Integrou uma organização trotskista...
Mas foi uma organização que nunca se definiu como tal, embora, e eu assumo isso por inteiro, o contributo do Trotsky tenha sido fundamental para pensar o socialismo de hoje. Como foi o de outros, como Rosa Luxemburgo ou Gramsci e alguns outros marxistas. A nossa herança é exactamente essa e vivia sempre da mesma forma.
Entre o Trotsky e a Rosa Luxemburgo há diferenças substanciais...
Com certeza. Mas eu creio que o socialismo aprendeu com essas diferenças.
No BE ainda há marxistas-leninistas?
Depende do que quer dizer com o conceito marxista-leninista.
Há leninistas certamente, há leninistas que são marxistas. Agora o marxismo-leninismo foi entendido muitas vezes como uma representação do estalinismo e isso não há. Como há não marxistas.
Mas o BE como movimento identifica-se com o leninismo?
Não, o BE não tem que se identificar com o leninismo.
Portanto, não há ideologia única?
Não há nem vai haver. Como sabe, aliás, o BE nasceu e só podia ter nascido assim não por uma fusão ideológica que reinterpretasse o passado, mas por uma definição da agenda política e do programa. O programa constrói-se na luta social, nas alternativas políticas para o país, para a Europa. E foi isso que nos permitiu aprender um nível de política completamente distinto do que a esquerda radical tinha feito em Portugal durante 30 anos. Nós mudámos completamente a capacidade de actuação política e social, tornando-nos uma força política influente
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Torna-se essencial citar o Abrupto, hoje, para copiar o postal sobre a entrevista do Público a Francisco Louçã.
Fica aqui, com a vénia da praxe e... com avisos de precaução, para aqueles que não gostam do Abrupo. Pela minha parte, este postal, aprecio.
LENDO OS JORNAIS
PORQUE É QUE É INÚTIL ENTREVISTAR ASSIM LOUÇÃ
Transcrito do Público de hoje.
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itálico
Pelo que diz concluo que já não é trotskista.
O Trotsky teve um papel fundamental na luta contra o estalinismo, contra a estalinização, contra o que veio a ser o modelo soviético. Não só ele mas muitos outros.
Ainda se define como trotskista
Eu nunca me defini como trotskista. Defini-me sempre como marxista.
Integrou uma organização trotskista...
Mas foi uma organização que nunca se definiu como tal, embora, e eu assumo isso por inteiro, o contributo do Trotsky tenha sido fundamental para pensar o socialismo de hoje. Como foi o de outros, como Rosa Luxemburgo ou Gramsci e alguns outros marxistas. A nossa herança é exactamente essa e vivia sempre da mesma forma.
Entre o Trotsky e a Rosa Luxemburgo há diferenças substanciais...
Com certeza. Mas eu creio que o socialismo aprendeu com essas diferenças.
No BE ainda há marxistas-leninistas?
Depende do que quer dizer com o conceito marxista-leninista.
Há leninistas certamente, há leninistas que são marxistas. Agora o marxismo-leninismo foi entendido muitas vezes como uma representação do estalinismo e isso não há. Como há não marxistas.
Mas o BE como movimento identifica-se com o leninismo?
Não, o BE não tem que se identificar com o leninismo.
Portanto, não há ideologia única?
Não há nem vai haver. Como sabe, aliás, o BE nasceu e só podia ter nascido assim não por uma fusão ideológica que reinterpretasse o passado, mas por uma definição da agenda política e do programa. O programa constrói-se na luta social, nas alternativas políticas para o país, para a Europa. E foi isso que nos permitiu aprender um nível de política completamente distinto do que a esquerda radical tinha feito em Portugal durante 30 anos. Nós mudámos completamente a capacidade de actuação política e social, tornando-nos uma força política influente