SEJAMOS COERENTES!
Há dois anos atrás, o PS viu-se a braços com uma derrota esmagadora nas
eleições autárquicas tendo como consequência a demissão do então primeiro
ministro, Eng.º António Guterres.
A razão que o levou à demissão, foi nada mais que um cartão amarelo dado pelo
eleitorado, condenando as políticas seguidas até então.
Há cerca de 3 semanas o mesmo aconteceu com o PSD/PP.
É verdade que as eleições europeias em nada se assemelham, em termos de
abstenção, às autarquicas. Pelo contrário, são o oposto.
Mas também é verdade, que o eleitorado, expressou de forma clara o seu
desagrado em relação ao Governo. Não foi, nada mais do que isto!
Assumidas as responsabilidades ( e bem...) por parte do Dr. Durão Barroso, será
altura de renovar intervenientes e mudar políticas. Essa é uma conclusão clara!
Com a demissão do Dr. Durão Barroso, que nada teve a ver com consequências
políticas, mas sim com a impossibilidade de acumulação de cargos, surge o
paradigma eleitoral. Deverá ou não haver eleições antecipadas?
Em democracia, a vontade dos eleitores e dos cidadãos, deve ser respeitada. São
os eleitores que escolhem, quem os deve governar.
Sou a favor da estabilidade política, e sublinhe-se estabilidade.
O que nos dará mais estabilidade neste momento?
Continuar a ser governados por uma maioria, disposta a alterar as suas
políticas ( tal como os portugueses ditaram nas europeias), mas com um lider
que não foi escolhido pelos portugueses, ou antecipar eleições, podendo
mergulhar ( o que eu não acredito) nas políticas economicamente devastadoras do
PS?
O Dr. Pedro Santana Lopes, pessoa pela qual simpatizo bastante e à qual
reconheço competencia política, seria com toda a certeza um bom primeiro
ministro. Mas isso não pode estar acima da vontade dos portugueses. Mesmo que
isso seja devastador para o País, é neste País que vivem os portugueses.
A memória é curta...já ninguém se lembra do endividamento publico deixado pelo
PS, principalmente quando sentimos no "bolso" o sacrifício que todos fizemos
durante estes dois anos. No então cada um sabe da sua vida e os portugueses
sabem da deles, e ao contrário do que se diz, sempre souberam escolher, quando
para isso foram chamados e sempre assumiram as suas consequências.
O PSD deve pensar em primeiro lugar na estabilidade governativa, e isso só pode
acontecer se mantiver a sua acção governativa, mas não pode nunca ( aliás como
sempre aconteceu) ter receio de ir a votos.
Lembremos 1991, quando obteve uma maioria clara, em favor da estabilidade.
Parece-me a mim que fugir a eleições, é dar um sinal antecipado de derrota, e
fortalecer um lider fraco, desconcertado e fechado em si próprio, como o Dr.
Ferro Rodrigues.
A.M.
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SEJAMOS COERENTES!
Há dois anos atrás, o PS viu-se a braços com uma derrota esmagadora nas
eleições autárquicas tendo como consequência a demissão do então primeiro
ministro, Eng.º António Guterres.
A razão que o levou à demissão, foi nada mais que um cartão amarelo dado pelo
eleitorado, condenando as políticas seguidas até então.
Há cerca de 3 semanas o mesmo aconteceu com o PSD/PP.
É verdade que as eleições europeias em nada se assemelham, em termos de
abstenção, às autarquicas. Pelo contrário, são o oposto.
Mas também é verdade, que o eleitorado, expressou de forma clara o seu
desagrado em relação ao Governo. Não foi, nada mais do que isto!
Assumidas as responsabilidades ( e bem...) por parte do Dr. Durão Barroso, será
altura de renovar intervenientes e mudar políticas. Essa é uma conclusão clara!
Com a demissão do Dr. Durão Barroso, que nada teve a ver com consequências
políticas, mas sim com a impossibilidade de acumulação de cargos, surge o
paradigma eleitoral. Deverá ou não haver eleições antecipadas?
Em democracia, a vontade dos eleitores e dos cidadãos, deve ser respeitada. São
os eleitores que escolhem, quem os deve governar.
Sou a favor da estabilidade política, e sublinhe-se estabilidade.
O que nos dará mais estabilidade neste momento?
Continuar a ser governados por uma maioria, disposta a alterar as suas
políticas ( tal como os portugueses ditaram nas europeias), mas com um lider
que não foi escolhido pelos portugueses, ou antecipar eleições, podendo
mergulhar ( o que eu não acredito) nas políticas economicamente devastadoras do
PS?
O Dr. Pedro Santana Lopes, pessoa pela qual simpatizo bastante e à qual
reconheço competencia política, seria com toda a certeza um bom primeiro
ministro. Mas isso não pode estar acima da vontade dos portugueses. Mesmo que
isso seja devastador para o País, é neste País que vivem os portugueses.
A memória é curta...já ninguém se lembra do endividamento publico deixado pelo
PS, principalmente quando sentimos no "bolso" o sacrifício que todos fizemos
durante estes dois anos. No então cada um sabe da sua vida e os portugueses
sabem da deles, e ao contrário do que se diz, sempre souberam escolher, quando
para isso foram chamados e sempre assumiram as suas consequências.
O PSD deve pensar em primeiro lugar na estabilidade governativa, e isso só pode
acontecer se mantiver a sua acção governativa, mas não pode nunca ( aliás como
sempre aconteceu) ter receio de ir a votos.
Lembremos 1991, quando obteve uma maioria clara, em favor da estabilidade.
Parece-me a mim que fugir a eleições, é dar um sinal antecipado de derrota, e
fortalecer um lider fraco, desconcertado e fechado em si próprio, como o Dr.
Ferro Rodrigues.
A.M.