CASTELO DE VIDE: SEJAMOS COERENTES!

04-07-2005
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SEJAMOS COERENTES!

Há dois anos atrás, o PS viu-se a braços com uma derrota esmagadora nas

eleições autárquicas tendo como consequência a demissão do então primeiro

ministro, Eng.º António Guterres.

A razão que o levou à demissão, foi nada mais que um cartão amarelo dado pelo

eleitorado, condenando as políticas seguidas até então.

Há cerca de 3 semanas o mesmo aconteceu com o PSD/PP.

É verdade que as eleições europeias em nada se assemelham, em termos de

abstenção, às autarquicas. Pelo contrário, são o oposto.

Mas também é verdade, que o eleitorado, expressou de forma clara o seu

desagrado em relação ao Governo. Não foi, nada mais do que isto!

Assumidas as responsabilidades ( e bem...) por parte do Dr. Durão Barroso, será

altura de renovar intervenientes e mudar políticas. Essa é uma conclusão clara!

Com a demissão do Dr. Durão Barroso, que nada teve a ver com consequências

políticas, mas sim com a impossibilidade de acumulação de cargos, surge o

paradigma eleitoral. Deverá ou não haver eleições antecipadas?

Em democracia, a vontade dos eleitores e dos cidadãos, deve ser respeitada. São

os eleitores que escolhem, quem os deve governar.

Sou a favor da estabilidade política, e sublinhe-se estabilidade.

O que nos dará mais estabilidade neste momento?

Continuar a ser governados por uma maioria, disposta a alterar as suas

políticas ( tal como os portugueses ditaram nas europeias), mas com um lider

que não foi escolhido pelos portugueses, ou antecipar eleições, podendo

mergulhar ( o que eu não acredito) nas políticas economicamente devastadoras do

PS?

O Dr. Pedro Santana Lopes, pessoa pela qual simpatizo bastante e à qual

reconheço competencia política, seria com toda a certeza um bom primeiro

ministro. Mas isso não pode estar acima da vontade dos portugueses. Mesmo que

isso seja devastador para o País, é neste País que vivem os portugueses.

A memória é curta...já ninguém se lembra do endividamento publico deixado pelo

PS, principalmente quando sentimos no "bolso" o sacrifício que todos fizemos

durante estes dois anos. No então cada um sabe da sua vida e os portugueses

sabem da deles, e ao contrário do que se diz, sempre souberam escolher, quando

para isso foram chamados e sempre assumiram as suas consequências.

O PSD deve pensar em primeiro lugar na estabilidade governativa, e isso só pode

acontecer se mantiver a sua acção governativa, mas não pode nunca ( aliás como

sempre aconteceu) ter receio de ir a votos.

Lembremos 1991, quando obteve uma maioria clara, em favor da estabilidade.

Parece-me a mim que fugir a eleições, é dar um sinal antecipado de derrota, e

fortalecer um lider fraco, desconcertado e fechado em si próprio, como o Dr.

Ferro Rodrigues.

A.M.

SEJAMOS COERENTES!

Há dois anos atrás, o PS viu-se a braços com uma derrota esmagadora nas

eleições autárquicas tendo como consequência a demissão do então primeiro

ministro, Eng.º António Guterres.

A razão que o levou à demissão, foi nada mais que um cartão amarelo dado pelo

eleitorado, condenando as políticas seguidas até então.

Há cerca de 3 semanas o mesmo aconteceu com o PSD/PP.

É verdade que as eleições europeias em nada se assemelham, em termos de

abstenção, às autarquicas. Pelo contrário, são o oposto.

Mas também é verdade, que o eleitorado, expressou de forma clara o seu

desagrado em relação ao Governo. Não foi, nada mais do que isto!

Assumidas as responsabilidades ( e bem...) por parte do Dr. Durão Barroso, será

altura de renovar intervenientes e mudar políticas. Essa é uma conclusão clara!

Com a demissão do Dr. Durão Barroso, que nada teve a ver com consequências

políticas, mas sim com a impossibilidade de acumulação de cargos, surge o

paradigma eleitoral. Deverá ou não haver eleições antecipadas?

Em democracia, a vontade dos eleitores e dos cidadãos, deve ser respeitada. São

os eleitores que escolhem, quem os deve governar.

Sou a favor da estabilidade política, e sublinhe-se estabilidade.

O que nos dará mais estabilidade neste momento?

Continuar a ser governados por uma maioria, disposta a alterar as suas

políticas ( tal como os portugueses ditaram nas europeias), mas com um lider

que não foi escolhido pelos portugueses, ou antecipar eleições, podendo

mergulhar ( o que eu não acredito) nas políticas economicamente devastadoras do

PS?

O Dr. Pedro Santana Lopes, pessoa pela qual simpatizo bastante e à qual

reconheço competencia política, seria com toda a certeza um bom primeiro

ministro. Mas isso não pode estar acima da vontade dos portugueses. Mesmo que

isso seja devastador para o País, é neste País que vivem os portugueses.

A memória é curta...já ninguém se lembra do endividamento publico deixado pelo

PS, principalmente quando sentimos no "bolso" o sacrifício que todos fizemos

durante estes dois anos. No então cada um sabe da sua vida e os portugueses

sabem da deles, e ao contrário do que se diz, sempre souberam escolher, quando

para isso foram chamados e sempre assumiram as suas consequências.

O PSD deve pensar em primeiro lugar na estabilidade governativa, e isso só pode

acontecer se mantiver a sua acção governativa, mas não pode nunca ( aliás como

sempre aconteceu) ter receio de ir a votos.

Lembremos 1991, quando obteve uma maioria clara, em favor da estabilidade.

Parece-me a mim que fugir a eleições, é dar um sinal antecipado de derrota, e

fortalecer um lider fraco, desconcertado e fechado em si próprio, como o Dr.

Ferro Rodrigues.

A.M.

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