Os contratos MODCOM para o distrito de Santarém foram assinados na segunda-feira, dia 29, no Governo Civil local. A região foi uma das que melhores resultados teve tanto na apresentação como na aprovação de candidaturas, num sector que necessita de ser modernizado com vista à aproximação ao consumidor.
Inseridos na primeira fase do programa de Modernização do Comércio, foram 37 os projectos oficializados entre comerciantes e o Estado, através do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro. O Governador Civil, Paulo Fonseca, mostrou-se satisfeito por Santarém ter sido um dos distritos mais activos a nível nacional, sendo sinal de uma «dinâmica» e de uma «ousadia comercial que é importante preservar e estimular». No conjunto das duas fases, foram aprovadas, no distrito de Santarém, 86 candidaturas, que representam a criação de 110 postos de trabalho, revelou já o Secretário de Estado. Entre projectos individuais e associativos, será efectuado um investimento total na ordem dos 2,1 milhões de euros.
Estes apoios servirão para a inovação do sector comercial, pretendendo-se que, segundo Fernando Serrasqueiro, possua uma «paisagem que seja muito equivalente à da Europa». O programa, custeado por fundos nacionais, não visa apenas o desenvolvimento em termos físicos, como sejam as novas tecnologias, mas também a aposta nos mecanismos de aproximação ao consumidor e na modernização dos conceitos de gestão. Actualmente, o acto da compra representa igualmente a aquisição de um estilo de vida, considerou o governante, para quem esta mudança de mentalidade provocou instabilidade no sector. Por isso, é necessário «criar condições para que o comércio que teve tradição em Portugal seja um comércio ao mesmo nível de modernização que aquele que hoje se instala», afirmou.
O comércio chamado tradicional só assim se manterá se for moderno. Foi esta a ideia defendida pelo Vogal do Concelho Directivo do IAPMEI. Para Miguel Cruz, apenas haverá avanço se houver aposta por parte dos empresários e das associações, num sector que tem peso significativo no Produto Interno Bruto do país e na criação de emprego. O comércio funciona como factor de fixação de pessoas e de atracção de investimento e, não apresentando grandes níveis de assimetrias ao nível nacional, possui também um impacto directo na economia.
O MODCOM veio complementar um outro programa, considerado pelo Secretário de Estado como um dos melhores em termos de apoio ao comércio, o URBCOM, que, no entanto, não permitia a apresentação de candidaturas individuais. Este procura estabelecer parcerias estratégicas envolvendo a Administração Central, as Câmaras Municipais e as associações comerciais, atribuindo ao comércio uma função social. Atracção, dinamismo e mobilidade são algumas das vantagens do sector comercial que Fernando Serrasqueiro vê como factores importantes para devolver a centralidade das cidades às suas zonas históricas, vítimas de um «urbanismo desordenado» e de um «planeamento menos conseguido». No âmbito do URBCOM, o distrito de Santarém tem três projectos aprovados: Mação, Rio Maior e Sardoal. O governante falou ainda de um outro sistema de apoio, as Unidades de Acompanhamento e Coordenação (UAC’s), que se destina à intermediação entre os comerciantes e as empresas prestadoras de serviços. Ou seja, o Estado financia equipas especializadas para a administração dos espaços físicos, encarregando-se, por exemplo, das actividades de limpeza, parqueamento e diversão. Neste aspecto, existem também na região duas candidaturas aprovadas: uma conjunta entre Abrantes, Constância, Mação e Sardoal e outra de Rio Maior.
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Os contratos MODCOM para o distrito de Santarém foram assinados na segunda-feira, dia 29, no Governo Civil local. A região foi uma das que melhores resultados teve tanto na apresentação como na aprovação de candidaturas, num sector que necessita de ser modernizado com vista à aproximação ao consumidor.
Inseridos na primeira fase do programa de Modernização do Comércio, foram 37 os projectos oficializados entre comerciantes e o Estado, através do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro. O Governador Civil, Paulo Fonseca, mostrou-se satisfeito por Santarém ter sido um dos distritos mais activos a nível nacional, sendo sinal de uma «dinâmica» e de uma «ousadia comercial que é importante preservar e estimular». No conjunto das duas fases, foram aprovadas, no distrito de Santarém, 86 candidaturas, que representam a criação de 110 postos de trabalho, revelou já o Secretário de Estado. Entre projectos individuais e associativos, será efectuado um investimento total na ordem dos 2,1 milhões de euros.
Estes apoios servirão para a inovação do sector comercial, pretendendo-se que, segundo Fernando Serrasqueiro, possua uma «paisagem que seja muito equivalente à da Europa». O programa, custeado por fundos nacionais, não visa apenas o desenvolvimento em termos físicos, como sejam as novas tecnologias, mas também a aposta nos mecanismos de aproximação ao consumidor e na modernização dos conceitos de gestão. Actualmente, o acto da compra representa igualmente a aquisição de um estilo de vida, considerou o governante, para quem esta mudança de mentalidade provocou instabilidade no sector. Por isso, é necessário «criar condições para que o comércio que teve tradição em Portugal seja um comércio ao mesmo nível de modernização que aquele que hoje se instala», afirmou.
O comércio chamado tradicional só assim se manterá se for moderno. Foi esta a ideia defendida pelo Vogal do Concelho Directivo do IAPMEI. Para Miguel Cruz, apenas haverá avanço se houver aposta por parte dos empresários e das associações, num sector que tem peso significativo no Produto Interno Bruto do país e na criação de emprego. O comércio funciona como factor de fixação de pessoas e de atracção de investimento e, não apresentando grandes níveis de assimetrias ao nível nacional, possui também um impacto directo na economia.
O MODCOM veio complementar um outro programa, considerado pelo Secretário de Estado como um dos melhores em termos de apoio ao comércio, o URBCOM, que, no entanto, não permitia a apresentação de candidaturas individuais. Este procura estabelecer parcerias estratégicas envolvendo a Administração Central, as Câmaras Municipais e as associações comerciais, atribuindo ao comércio uma função social. Atracção, dinamismo e mobilidade são algumas das vantagens do sector comercial que Fernando Serrasqueiro vê como factores importantes para devolver a centralidade das cidades às suas zonas históricas, vítimas de um «urbanismo desordenado» e de um «planeamento menos conseguido». No âmbito do URBCOM, o distrito de Santarém tem três projectos aprovados: Mação, Rio Maior e Sardoal. O governante falou ainda de um outro sistema de apoio, as Unidades de Acompanhamento e Coordenação (UAC’s), que se destina à intermediação entre os comerciantes e as empresas prestadoras de serviços. Ou seja, o Estado financia equipas especializadas para a administração dos espaços físicos, encarregando-se, por exemplo, das actividades de limpeza, parqueamento e diversão. Neste aspecto, existem também na região duas candidaturas aprovadas: uma conjunta entre Abrantes, Constância, Mação e Sardoal e outra de Rio Maior.