Castelo Branco, 30 Out (LUSA) - O secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, inaugurou hoje, em Castelo Branco, o primeiro centro comercial da cidade com 74 lojas, hipermercado e quatro salas de cinema que deverá criar mil postos de trabalho directos.
O Foro Castelo Branco, um empreendimento da Multi Development representa um investimento de 53,5 milhões de euros. Trinta por cento dos espaços comerciais foram ocupados por empresários locais.
Em declarações à agência Lusa, Fernando Serrasqueiro referiu a questão das alterações aos horários das grandes superfícies aos domingos e feriados, defendendo que a solução está dependente de um estudo do Governo.
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) entregou há um mês na Assembleia da República uma petição com 250 mil assinaturas a defender a abertura das grandes superfícies comerciais nas tardes de domingo e feriados.
Segundo a APED, que pede a discussão do tema em plenário, a limitação abrange 147 lojas em todo o País que, se abrissem naqueles períodos, iriam criar quatro mil novos empregos directos e libertar a actividade de investidores e consumidores.
"Estamos a estudar essa matéria e a aguardar o debate na Assembleia da República", disse hoje à noite Fernando Serrasqueiro à Agência Lusa, à margem da inauguração do Foro Castelo Branco, primeiro centro comercial da cidade.
"Temos em estudo os impactos de todas as soluções, quer de abertura, quer de encerramento. Queremos saber todas as implicações, ao nível do emprego, da actividade económica e do crescimento se porventura o comércio abrir ao domingo", trabalho entregue à Direcção Geral de Actividades Económicas.
"O Governo ainda não tem uma posição, porque não conhece todas as implicações. A minha simpatia é pela solução que tiver melhores impactos na economia portuguesa", acrescentou.
O debate sobre a matéria na Assembleia da República ainda não está agendado e o secretário de Estado escusa-se a adiantar um prazo para o Governo tomar posição sobre a matéria.
Questionado sobre as consequências que eventuais mudanças possam implicar no restante comércio, nomeadamente dos estabelecimentos tradicionais, Fernando Serrasqueiro refere que "o comércio tradicional terá que modernizar-se".
"Para isso temos em curso o Modcom, um programa de 40 milhões de euros, a fundo perdido, para que o comércio tradicional possa modernizar-se e adaptar-se às novas necessidades dos clientes", destacou.
Para aquele responsável, "há clientes para todos os tipos e formatos de comércio. A questão está em como se chama o cliente às lojas, perceber as suas necessidades e exigências", concluiu.
LFO.
Lusa/fim
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Castelo Branco, 30 Out (LUSA) - O secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, inaugurou hoje, em Castelo Branco, o primeiro centro comercial da cidade com 74 lojas, hipermercado e quatro salas de cinema que deverá criar mil postos de trabalho directos.
O Foro Castelo Branco, um empreendimento da Multi Development representa um investimento de 53,5 milhões de euros. Trinta por cento dos espaços comerciais foram ocupados por empresários locais.
Em declarações à agência Lusa, Fernando Serrasqueiro referiu a questão das alterações aos horários das grandes superfícies aos domingos e feriados, defendendo que a solução está dependente de um estudo do Governo.
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) entregou há um mês na Assembleia da República uma petição com 250 mil assinaturas a defender a abertura das grandes superfícies comerciais nas tardes de domingo e feriados.
Segundo a APED, que pede a discussão do tema em plenário, a limitação abrange 147 lojas em todo o País que, se abrissem naqueles períodos, iriam criar quatro mil novos empregos directos e libertar a actividade de investidores e consumidores.
"Estamos a estudar essa matéria e a aguardar o debate na Assembleia da República", disse hoje à noite Fernando Serrasqueiro à Agência Lusa, à margem da inauguração do Foro Castelo Branco, primeiro centro comercial da cidade.
"Temos em estudo os impactos de todas as soluções, quer de abertura, quer de encerramento. Queremos saber todas as implicações, ao nível do emprego, da actividade económica e do crescimento se porventura o comércio abrir ao domingo", trabalho entregue à Direcção Geral de Actividades Económicas.
"O Governo ainda não tem uma posição, porque não conhece todas as implicações. A minha simpatia é pela solução que tiver melhores impactos na economia portuguesa", acrescentou.
O debate sobre a matéria na Assembleia da República ainda não está agendado e o secretário de Estado escusa-se a adiantar um prazo para o Governo tomar posição sobre a matéria.
Questionado sobre as consequências que eventuais mudanças possam implicar no restante comércio, nomeadamente dos estabelecimentos tradicionais, Fernando Serrasqueiro refere que "o comércio tradicional terá que modernizar-se".
"Para isso temos em curso o Modcom, um programa de 40 milhões de euros, a fundo perdido, para que o comércio tradicional possa modernizar-se e adaptar-se às novas necessidades dos clientes", destacou.
Para aquele responsável, "há clientes para todos os tipos e formatos de comércio. A questão está em como se chama o cliente às lojas, perceber as suas necessidades e exigências", concluiu.
LFO.
Lusa/fim