A noite eleitoral lisboeta foi deprimente.
Por causa da abstenção. Mas também pela pobreza de tudo aquilo.
O Partido Socialista a tentar convencer-nos de que se tratava de um grande triunfo.
Carmona Rodrigues a fazer-se passar por vencedor, quando no fundo era ele o maior responsável pelo aborrecimento. Entre muitas outras desgraças.
Fernando Negrão a descobrir a vocação social democrata no momento em que se confirmou o sacrifício e Marques Mendes a desafiar o partido para umas eleições antecipadas onde, claro, será o único disponível para se opor a Sócrates.
Helena Roseta muito contente por estar ao lado de pessoas que nem conhecia há dois meses, mas com as quais tem uma causa em comum.
O Partido Comunista a ganhar, como em todas as eleições. Mesmo ficando atrás de Roseta.
Sá Fernandes sem perceber que a sua vida se complicou. E complicar-se-á ainda mais se por acaso se deixar atrair para a turma de Costa.
E Paulo Portas a prometer que vai pensar na vida. O que supostamente fizera durante uns meses largos. Sem chegar a uma conclusão sólida, como se percebeu.
Se para Lisboa a noite foi deprimente (até aquela coisa de ver o primeiro ministro empoleirado num autocarro a falar para meia dúzia de pessoas e uma dúzia de árvores), já para Cabeceiras de Basto foi de glória.
Em directo, na TVI para o mundo, duas senhoras de respeitável idade vindas lá de onde o norte se aproxima de Espanha confessaram o seu apoio ao candidato de apelido Costa. Por ele fizeram centenas de quilómetros e ali estiveram, no hotel mais socialista da capital, a festejar o novo presidente da câmara. Pensando bem, talvez eu esteja enganado e a singela existência desta excursão seja, afinal, a confirmação da importância que o país dá a Lisboa. Mesmo que os lisboetas, 60 e alguns por cento dos votantes, tenham achado o contrário.
Categorias
Entidades
A noite eleitoral lisboeta foi deprimente.
Por causa da abstenção. Mas também pela pobreza de tudo aquilo.
O Partido Socialista a tentar convencer-nos de que se tratava de um grande triunfo.
Carmona Rodrigues a fazer-se passar por vencedor, quando no fundo era ele o maior responsável pelo aborrecimento. Entre muitas outras desgraças.
Fernando Negrão a descobrir a vocação social democrata no momento em que se confirmou o sacrifício e Marques Mendes a desafiar o partido para umas eleições antecipadas onde, claro, será o único disponível para se opor a Sócrates.
Helena Roseta muito contente por estar ao lado de pessoas que nem conhecia há dois meses, mas com as quais tem uma causa em comum.
O Partido Comunista a ganhar, como em todas as eleições. Mesmo ficando atrás de Roseta.
Sá Fernandes sem perceber que a sua vida se complicou. E complicar-se-á ainda mais se por acaso se deixar atrair para a turma de Costa.
E Paulo Portas a prometer que vai pensar na vida. O que supostamente fizera durante uns meses largos. Sem chegar a uma conclusão sólida, como se percebeu.
Se para Lisboa a noite foi deprimente (até aquela coisa de ver o primeiro ministro empoleirado num autocarro a falar para meia dúzia de pessoas e uma dúzia de árvores), já para Cabeceiras de Basto foi de glória.
Em directo, na TVI para o mundo, duas senhoras de respeitável idade vindas lá de onde o norte se aproxima de Espanha confessaram o seu apoio ao candidato de apelido Costa. Por ele fizeram centenas de quilómetros e ali estiveram, no hotel mais socialista da capital, a festejar o novo presidente da câmara. Pensando bem, talvez eu esteja enganado e a singela existência desta excursão seja, afinal, a confirmação da importância que o país dá a Lisboa. Mesmo que os lisboetas, 60 e alguns por cento dos votantes, tenham achado o contrário.