«Há uma componente de perseguição política» na exigência de demissão «sem fundamento» da parte de Fernando Negrão, afirmou à Agência Lusa Francisco Ribeiro, sétimo candidato na lista independente de Carmona Rodrigues ao executivo camarário e que ainda é militante do PSD.
O concerto de Toy, apoiante e autor do hino da campanha de Carmona, agendado para sábado, e que o PSD considerou financiamento encapotado, foi cancelado, garantiu Francisco Ribeiro, «mal se percebeu que podia haver problemas e acusações de aproveitamento».
O pedido do PSD, afirmou, «não faz sentido algum, dado que o concerto não se realizou» e, além disso, o concerto de Toy «estava previsto desde o início do ano, quando ainda não se sabia que iam realizar-se eleições».
Fernando Negrão exigiu hoje a demissão do presidente da Gebalis, que pertence à lista de Carmona, e anunciou que irá apresentar uma queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE), por considerar «inadmissível usar o dinheiro público para financiar uma campanha eleitoral».
Na edição de hoje, o Público revela que a empresa municipal Gebalis, que gere os bairros sociais da câmara, fez propaganda de um concerto, no Bairro das Salgadas, com Toy, autor do hino de campanha de Carmona Rodrigues, presidente da câmara de Lisboa eleito pelo PSD de 2005 a 2007 e que nas eleições dia 15 concorre como independente.
«O único encargo que a Gebalis tem com a campanha eleitoral é o pagamento ao dr. Sérgio Lipari, que, depois de deixar de ser vereador, nunca mais pôs os pés na empresa, pondo férias ou licença, para agora andar atrás do dr. Fernando Negrão», afirmou o presidente da Gebalis, recordando que Lipari é candidato do PSD nestas eleições intercalares.
Numa reacção às palavras de Negrão, Carmona Rodrigues qualificou de «perseguição política» o pedido de demissão do presidente da Gebalis, Francisco Ribeiro, feito pelo PSD, por aquela empresa estar alegadamente a financiar a campanha do ex-autarca.
«É um 'fait divers'. É uma perseguição política a um militante do PSD que me apoia. Se calhar, há muitos militantes do PSD a apoiar-me e isso está a causar descontentamento», afirmou, à margem de um almoço com associações de moradores na Casa de Castro d'Aire, no bairro de Marvila.
Francisco Ribeiro afirmou à Lusa que ainda é militante do PSD, mas escreveu uma carta ao secretário-geral do partido, Miguel Macedo, em que lhe explica porque apoia Carmona, não tendo, até ao momento, recebido qualquer resposta.
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O concerto de Toy, apoiante e autor do hino da campanha de Carmona, agendado para sábado, e que o PSD considerou financiamento encapotado, foi cancelado, garantiu Francisco Ribeiro, «mal se percebeu que podia haver problemas e acusações de aproveitamento».
O pedido do PSD, afirmou, «não faz sentido algum, dado que o concerto não se realizou» e, além disso, o concerto de Toy «estava previsto desde o início do ano, quando ainda não se sabia que iam realizar-se eleições».
Fernando Negrão exigiu hoje a demissão do presidente da Gebalis, que pertence à lista de Carmona, e anunciou que irá apresentar uma queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE), por considerar «inadmissível usar o dinheiro público para financiar uma campanha eleitoral».
Na edição de hoje, o Público revela que a empresa municipal Gebalis, que gere os bairros sociais da câmara, fez propaganda de um concerto, no Bairro das Salgadas, com Toy, autor do hino de campanha de Carmona Rodrigues, presidente da câmara de Lisboa eleito pelo PSD de 2005 a 2007 e que nas eleições dia 15 concorre como independente.
«O único encargo que a Gebalis tem com a campanha eleitoral é o pagamento ao dr. Sérgio Lipari, que, depois de deixar de ser vereador, nunca mais pôs os pés na empresa, pondo férias ou licença, para agora andar atrás do dr. Fernando Negrão», afirmou o presidente da Gebalis, recordando que Lipari é candidato do PSD nestas eleições intercalares.
Numa reacção às palavras de Negrão, Carmona Rodrigues qualificou de «perseguição política» o pedido de demissão do presidente da Gebalis, Francisco Ribeiro, feito pelo PSD, por aquela empresa estar alegadamente a financiar a campanha do ex-autarca.
«É um 'fait divers'. É uma perseguição política a um militante do PSD que me apoia. Se calhar, há muitos militantes do PSD a apoiar-me e isso está a causar descontentamento», afirmou, à margem de um almoço com associações de moradores na Casa de Castro d'Aire, no bairro de Marvila.
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