“Nós, cidadãos do Porto, tornamos pública a maior indignação pela morte anunciada do Coliseu. O Coliseu é um dos símbolos culturais da cidade, é património efectivo de todos nós, faz parte da nossa memória colectiva (...) A cidade do Porto, que é símbolo da história de Portugal, da luta pela liberdade, respeita a liberdade religiosa de cada um. Mas cada actividade deve ter locais próprios e o Coliseu do Porto tem sido um local de cultura, de espectáculo, para todos os cidadãos. E queremos que continue assim. Vamos juntar a indignação de cada um de nós numa única voz.”
Foram estas as razões que motivaram a acção de protesto em frente ao Coliseu. E milhares de pessoas compareceram. Mas no dia seguinte, sem marcação prévia, uma manifestação popular espontânea surpreendeu tudo e todos. Aos populares, que gritavam “O Coliseu é Nosso”, juntaram-se intelectuais, artistas e políticos. Mais de uma centena de figuras estiveram presentes: os músicos Filipa Pais, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso, Sérgio Godinho, Vitorino; os maestros José Atalaya, Manuel Ivo Cruz e Miguel Graça Moura; os arquitectos Alcino Soutinho, Paulo Pulido Valente, Souto Moura e Álvaro Siza Vieira; os escritores Hélder Pacheco, Ilse Losa, Manuel António Pina; o escultor José Rodrigues; os actores António Reis, Júlio Cardoso, Óscar Branco e Acácio Carvalho; os desportistas José Pedrosa e Rosa Mota; Jorge Nuno Pinto da Costa, Paulo Barros Vale e o Presidente da Câmara, Fernando Gomes, além de muitas instituições.
Pedro Abrunhosa foi uma das figuras da cultura do Porto que esteve presente. “Quando soube que o Coliseu estava vendido desloquei-me para lá, levei umas algemas no bolso e disse que não saía dali enquanto a venda não fosse anulada”, recorda. Uma acção simbólica que foi seguida por muitos populares que levaram cordas, algemas e ligas de metal. Foi uma manifestação grandiosa e emotiva que demonstrou a todos esta sala de espectáculos era um património inalienável dos portuenses e que estes lutariam até ao fim para proteger o “seu” Coliseu.
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“Nós, cidadãos do Porto, tornamos pública a maior indignação pela morte anunciada do Coliseu. O Coliseu é um dos símbolos culturais da cidade, é património efectivo de todos nós, faz parte da nossa memória colectiva (...) A cidade do Porto, que é símbolo da história de Portugal, da luta pela liberdade, respeita a liberdade religiosa de cada um. Mas cada actividade deve ter locais próprios e o Coliseu do Porto tem sido um local de cultura, de espectáculo, para todos os cidadãos. E queremos que continue assim. Vamos juntar a indignação de cada um de nós numa única voz.”
Foram estas as razões que motivaram a acção de protesto em frente ao Coliseu. E milhares de pessoas compareceram. Mas no dia seguinte, sem marcação prévia, uma manifestação popular espontânea surpreendeu tudo e todos. Aos populares, que gritavam “O Coliseu é Nosso”, juntaram-se intelectuais, artistas e políticos. Mais de uma centena de figuras estiveram presentes: os músicos Filipa Pais, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso, Sérgio Godinho, Vitorino; os maestros José Atalaya, Manuel Ivo Cruz e Miguel Graça Moura; os arquitectos Alcino Soutinho, Paulo Pulido Valente, Souto Moura e Álvaro Siza Vieira; os escritores Hélder Pacheco, Ilse Losa, Manuel António Pina; o escultor José Rodrigues; os actores António Reis, Júlio Cardoso, Óscar Branco e Acácio Carvalho; os desportistas José Pedrosa e Rosa Mota; Jorge Nuno Pinto da Costa, Paulo Barros Vale e o Presidente da Câmara, Fernando Gomes, além de muitas instituições.
Pedro Abrunhosa foi uma das figuras da cultura do Porto que esteve presente. “Quando soube que o Coliseu estava vendido desloquei-me para lá, levei umas algemas no bolso e disse que não saía dali enquanto a venda não fosse anulada”, recorda. Uma acção simbólica que foi seguida por muitos populares que levaram cordas, algemas e ligas de metal. Foi uma manifestação grandiosa e emotiva que demonstrou a todos esta sala de espectáculos era um património inalienável dos portuenses e que estes lutariam até ao fim para proteger o “seu” Coliseu.