Depois das várias tentativas da maioria dos autarcas de forçarem o Governo a voltar atrás, e depois dos ataques da oposição, o executivo levou esta semana, à Assembleia da República, a proposta da nova Lei das Finanças Locais. O poder autárquico do distrito de Viseu, composto por 16 câmaras do PSD, quatro coligações PSD/CDS-PP e quatro do PS, está na sua maioria “revoltado” com a nova lei. O aumento da desertificação que o Interior tem sido vítima, o impedimento de contratar novos trabalhadores, os benefícios dados aos concelhos mais populosos, o problema do endividamento e a “diminuição” da autonomia do poder local, são as principais críticas apontadas à proposta do executivo de José Sócrates. (...) Ao contrário de Fernando Ruas que, com frequência, expressa a frase: “a saúde financeira de Viseu está bem e recomenda-se”, há muitos autarcas a braços com dificuldades em amortizar milhões de euros e que verão as contas complicadas com a entrada em vigor da nova Lei. “No Concelho de Lamego, que está muito atrasado em termos de infraestruturas e equipamentos, afectará todas as áreas, nomeadamente as mais básicas como o abastecimento de água e saneamento, as acessibilidades, a requalificação urbana e os equipamentos elementares como biblioteca, piscinas cobertas e outros que ainda não existem”, desabafa o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, para quem “a única vantagem desta lei seria a redução do défice público a partir do controlo do endividamento autárquico, o que não acontecerá porque o contributo do poder local para o défice público já é positivo”.(...)FONTE: JORNAL DO CENTRO
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Depois das várias tentativas da maioria dos autarcas de forçarem o Governo a voltar atrás, e depois dos ataques da oposição, o executivo levou esta semana, à Assembleia da República, a proposta da nova Lei das Finanças Locais. O poder autárquico do distrito de Viseu, composto por 16 câmaras do PSD, quatro coligações PSD/CDS-PP e quatro do PS, está na sua maioria “revoltado” com a nova lei. O aumento da desertificação que o Interior tem sido vítima, o impedimento de contratar novos trabalhadores, os benefícios dados aos concelhos mais populosos, o problema do endividamento e a “diminuição” da autonomia do poder local, são as principais críticas apontadas à proposta do executivo de José Sócrates. (...) Ao contrário de Fernando Ruas que, com frequência, expressa a frase: “a saúde financeira de Viseu está bem e recomenda-se”, há muitos autarcas a braços com dificuldades em amortizar milhões de euros e que verão as contas complicadas com a entrada em vigor da nova Lei. “No Concelho de Lamego, que está muito atrasado em termos de infraestruturas e equipamentos, afectará todas as áreas, nomeadamente as mais básicas como o abastecimento de água e saneamento, as acessibilidades, a requalificação urbana e os equipamentos elementares como biblioteca, piscinas cobertas e outros que ainda não existem”, desabafa o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, para quem “a única vantagem desta lei seria a redução do défice público a partir do controlo do endividamento autárquico, o que não acontecerá porque o contributo do poder local para o défice público já é positivo”.(...)FONTE: JORNAL DO CENTRO