Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM: Revista de Imprensa: "católicos pelo “sim” dizem que despenalização não contraria dogmas"

27-06-2009
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Campanha para o referendoAborto: católicos pelo “sim” dizem que despenalização não contraria dogmas01.02.2007 - 20h35, daqui. Católicos que integram os movimentos a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez argumentam que a sua posição não é contrária à concepção de vida promovida pelo cristianismo.A ideia foi sublinhada por Leonor Xavier, do movimento leigo "Nós Somos Igreja", logo no início de uma conferência de impressa em Lisboa promovida pelos cinco movimentos a favor do “sim” inscritos para participar na campanha para o referendo de dia 11."Votar sim é amor", afirmou a activistas, argumentando que a "compaixão por quem praticou um aborto também pode ser uma atitude cristã".Alcilene Cavalcante, do movimento internacional Católicas pelo Direito de Decidir, realçou que "o aborto não é uma matéria dogmática do pensamento católico" e que entre os crentes "há diferentes vozes". "A visão do Papa, da hierarquia católica, é apenas uma, a visão oficial, institucional, da hierarquia da Igreja, diga-se de passagem composta apenas por homens", declarou a dirigente deste movimento.Também como "cidadão e como crente" se apresentou o sociólogo José Manuel Pureza, que se afirmou "preocupado" por "viver num país onde se confunde de maneira deliberada pecado e crime" e que, por isso, "se parece com um regime de um fundamentalismo religioso inqualificável".Citando o episódio do Novo Testamento do apedrejamento de uma mulher, em que Jesus incita aqueles que nunca pecaram a atirar a primeira pedra, José Manuel Pureza salientou que o exemplo de Cristo foi o de "transformar a vida da mulher pelo perdão e não a conformar com a aplicação da lei".”Jesus foi o primeiro libertador da mulherTambém Deolinda Machado, da comissão executiva da CGTP, que afirmou lutar "dentro da Igreja pela transformação", invocou a figura de Jesus de Nazaré para o considerar "o primeiro libertador da mulher".A sindicalista lamentou que os oito anos que passaram desde o primeiro referendo sobre a despenalização do aborto "mostraram que nada se quis fazer" em matéria de educação sexual, tanto na sociedade como nas famílias.A conferência de imprensa, cuja plateia era quase exclusivamente constituída por defensores do voto 'sim', contou ainda com a presença das deputadas socialista Fernanda Asseiceira e da social-democrata Maria Ofélia Moleiro.Esta última, que adiantou ter votado 'não' em 1998, explicou que agora defende o voto no 'sim' "exactamente pelas mesmas convicções".Em 1998, "politicamente ainda estava imbuída da esperança de que logo a pós [o referendo] se implementasse uma política integrada do Estado" na informação sexual e apoio social à mulher grávida, explicou a deputada.Mas "passaram oito anos e nada aconteceu, [excepto] uma quantas medidas casuísticas", e como a "realidade é muito mais rápida do que a assumpção de políticas pelo Estado", é necessário "acautelar uma [situação] trágica e uma política de saúde pública errada", concluiu.


Campanha para o referendoAborto: católicos pelo “sim” dizem que despenalização não contraria dogmas01.02.2007 - 20h35, daqui. Católicos que integram os movimentos a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez argumentam que a sua posição não é contrária à concepção de vida promovida pelo cristianismo.A ideia foi sublinhada por Leonor Xavier, do movimento leigo "Nós Somos Igreja", logo no início de uma conferência de impressa em Lisboa promovida pelos cinco movimentos a favor do “sim” inscritos para participar na campanha para o referendo de dia 11."Votar sim é amor", afirmou a activistas, argumentando que a "compaixão por quem praticou um aborto também pode ser uma atitude cristã".Alcilene Cavalcante, do movimento internacional Católicas pelo Direito de Decidir, realçou que "o aborto não é uma matéria dogmática do pensamento católico" e que entre os crentes "há diferentes vozes". "A visão do Papa, da hierarquia católica, é apenas uma, a visão oficial, institucional, da hierarquia da Igreja, diga-se de passagem composta apenas por homens", declarou a dirigente deste movimento.Também como "cidadão e como crente" se apresentou o sociólogo José Manuel Pureza, que se afirmou "preocupado" por "viver num país onde se confunde de maneira deliberada pecado e crime" e que, por isso, "se parece com um regime de um fundamentalismo religioso inqualificável".Citando o episódio do Novo Testamento do apedrejamento de uma mulher, em que Jesus incita aqueles que nunca pecaram a atirar a primeira pedra, José Manuel Pureza salientou que o exemplo de Cristo foi o de "transformar a vida da mulher pelo perdão e não a conformar com a aplicação da lei".”Jesus foi o primeiro libertador da mulherTambém Deolinda Machado, da comissão executiva da CGTP, que afirmou lutar "dentro da Igreja pela transformação", invocou a figura de Jesus de Nazaré para o considerar "o primeiro libertador da mulher".A sindicalista lamentou que os oito anos que passaram desde o primeiro referendo sobre a despenalização do aborto "mostraram que nada se quis fazer" em matéria de educação sexual, tanto na sociedade como nas famílias.A conferência de imprensa, cuja plateia era quase exclusivamente constituída por defensores do voto 'sim', contou ainda com a presença das deputadas socialista Fernanda Asseiceira e da social-democrata Maria Ofélia Moleiro.Esta última, que adiantou ter votado 'não' em 1998, explicou que agora defende o voto no 'sim' "exactamente pelas mesmas convicções".Em 1998, "politicamente ainda estava imbuída da esperança de que logo a pós [o referendo] se implementasse uma política integrada do Estado" na informação sexual e apoio social à mulher grávida, explicou a deputada.Mas "passaram oito anos e nada aconteceu, [excepto] uma quantas medidas casuísticas", e como a "realidade é muito mais rápida do que a assumpção de políticas pelo Estado", é necessário "acautelar uma [situação] trágica e uma política de saúde pública errada", concluiu.

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