PALAVROSSAVRVS REX: RICARDO COSTA, HÁBIL QUANDO DÓI

22-05-2009
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Ricardo Costa é reincidente na tentativa ostensiva de mitigação de grandes trapalhadas do Governo e de Sócrates. Estiloso e leve, acaba por falar de mais e tende como que dominar o debate sustendo que seja dito algo que ele não tenha dito nem possa dizer de inconveniente para o PS-Governo. Funciona, nesses momentos, (e têm sido por demais frequentes) como um editor do Governo, do Lopes da Mota e mesmo adivinhador do Futuro. Faz penosamente um papel de analista dos factos manuseando-os do lado que cheira menos mal. Mas, porque a inteligência lhe grita outra coisa diversa do que diz, bem mais grave e acutilante [aquela coisa que todos escutamos e sentimos] desata a falar de mais, a cilindrar os convidados, a trucidar, em tempo e em substância de treta, o discurso alheio. Tudo o que neste caso Eduardo Dâmaso e o Advogado tinham a considerar, liquidando-lhes a clareza e o pormenor aduzido, anulando-lhes o estatuto de convidados porque por ele remetidos ao silêncio, mediante um controlo tagarela sonso do tempo. Não fala quem deveria. Fala somente o dono da casa e senhor do debate, servindo um simulacro de pluralismo e direito à palavra. «Detalhou com pormenor» foi, aliás, uma expressão redundante e absurda que começou por escapar ao nervoso e agitado Ricardo. O rapaz até seria um belíssimo jornalista e editor ou seria final e precisamente 'jornalista' se fosse Livre. Não é. Uns estão presos pelo silêncio ao precário emprego seu e dos seus. Outros estão presos pelo muito falar segundo o dictat conveniente de um Poder que não fala outra língua senão o chantageiês. Há demasiado silêncio e medo em Portugal. Há! Há um encolhimento de almas presas pela réstia de segurança de um emprego, de um trabalho. Quem está desempregado pode falar e escrever até estourar, mesmo que fique marcado para mais desemprego punitivo futuro, diligentemente ministrado como reiterada exclusão social para se aprender a baixar as orelhas a calar e a não afrontar as pretensões autoritaristas de este PS espiritualmente corrompido. É assim sob este Regime Xuxa porque o é. Quem o sofre é que o sabe. E vem agora o homem que pensa na Imagem antes de pensar em qualquer outra coisa, vem com todo este sistema sinistro de Fátuo, de Oco, de Sem-Vergonha vender-nos um produto repetido e estragado com os apetrechos de campanha de Obama?! Afinal, querem enganar-nos, mas enganar-nos em grande e em caro. Contenção e morigeração zero. Já não há a mais leve centelha de moralidade. Como é que num país fodido, com desempregados excluídos dos subsídios de desemprego e sem carne ou peixe para pôr numa mesa com filhos, como é que se ousa bater todos os recordes do luxo e contratar a Blue State? Como é que se paga à Blue State? Quem é que em Portugal pode pagar à Blue State, neste caso o PS, sem se borrar de vergonha perante os pobres e desempregados de Portugal? Tudo ao contrário. Faz-se tudo ao contrário, desperdiça-se desbragadamente, insulta-se os portugueses na própria cara atónita dos portugueses.


Ricardo Costa é reincidente na tentativa ostensiva de mitigação de grandes trapalhadas do Governo e de Sócrates. Estiloso e leve, acaba por falar de mais e tende como que dominar o debate sustendo que seja dito algo que ele não tenha dito nem possa dizer de inconveniente para o PS-Governo. Funciona, nesses momentos, (e têm sido por demais frequentes) como um editor do Governo, do Lopes da Mota e mesmo adivinhador do Futuro. Faz penosamente um papel de analista dos factos manuseando-os do lado que cheira menos mal. Mas, porque a inteligência lhe grita outra coisa diversa do que diz, bem mais grave e acutilante [aquela coisa que todos escutamos e sentimos] desata a falar de mais, a cilindrar os convidados, a trucidar, em tempo e em substância de treta, o discurso alheio. Tudo o que neste caso Eduardo Dâmaso e o Advogado tinham a considerar, liquidando-lhes a clareza e o pormenor aduzido, anulando-lhes o estatuto de convidados porque por ele remetidos ao silêncio, mediante um controlo tagarela sonso do tempo. Não fala quem deveria. Fala somente o dono da casa e senhor do debate, servindo um simulacro de pluralismo e direito à palavra. «Detalhou com pormenor» foi, aliás, uma expressão redundante e absurda que começou por escapar ao nervoso e agitado Ricardo. O rapaz até seria um belíssimo jornalista e editor ou seria final e precisamente 'jornalista' se fosse Livre. Não é. Uns estão presos pelo silêncio ao precário emprego seu e dos seus. Outros estão presos pelo muito falar segundo o dictat conveniente de um Poder que não fala outra língua senão o chantageiês. Há demasiado silêncio e medo em Portugal. Há! Há um encolhimento de almas presas pela réstia de segurança de um emprego, de um trabalho. Quem está desempregado pode falar e escrever até estourar, mesmo que fique marcado para mais desemprego punitivo futuro, diligentemente ministrado como reiterada exclusão social para se aprender a baixar as orelhas a calar e a não afrontar as pretensões autoritaristas de este PS espiritualmente corrompido. É assim sob este Regime Xuxa porque o é. Quem o sofre é que o sabe. E vem agora o homem que pensa na Imagem antes de pensar em qualquer outra coisa, vem com todo este sistema sinistro de Fátuo, de Oco, de Sem-Vergonha vender-nos um produto repetido e estragado com os apetrechos de campanha de Obama?! Afinal, querem enganar-nos, mas enganar-nos em grande e em caro. Contenção e morigeração zero. Já não há a mais leve centelha de moralidade. Como é que num país fodido, com desempregados excluídos dos subsídios de desemprego e sem carne ou peixe para pôr numa mesa com filhos, como é que se ousa bater todos os recordes do luxo e contratar a Blue State? Como é que se paga à Blue State? Quem é que em Portugal pode pagar à Blue State, neste caso o PS, sem se borrar de vergonha perante os pobres e desempregados de Portugal? Tudo ao contrário. Faz-se tudo ao contrário, desperdiça-se desbragadamente, insulta-se os portugueses na própria cara atónita dos portugueses.

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