Funes, el memorioso: A última palhaçada do futebol português

30-09-2009
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Ontem reuniu-se o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, entre outras coisas para apreciar os recursos interpostos pelo Boavista e por Pinto da Costa (a nível individual) das sanções que lhes haviam sido aplicadas, em primeira instância, pelo Conselho de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.Sabia-se que, à última hora, o Paços de Ferreira, indirectamente interessado no resultado dos recursos, levantara um incidente de impedimento do Presidente do Conselho de Justiça Gonçalves Pereira, e que o FC Porto e o Boavista levantaram, por sua vez, um incidente de impedimento do vogal Carrajola de Abreu.A primeira notícia que me chegou sobre a reunião foi no noticiário da meia-noite da SIC notícias, em que um reporter presente na sede da federação, com ar escandalizado, transmitiu que depois de sete horas de reunião ainda não havia resultados e que o presidente do Conselho de Justiça abandonara a reunião acompanhado do vice-presidente (Costa Amorim), da qual saíra "a rir-se". Os cinco vogais continuavam na sala de reuniões.Hoje de manhã ficou a saber-se que Gonçalves Pereira queria, aparentemente, adiar a votação dos projectos de acordão e que dera por finda a reunião, assinando a acta, no que foi secundado pelo vice-presidente. Os cinco vogais, na esteira de Carrajola de Abreu, não gostaram e "demitiram" o presidente e o vice-presidente. Depois destes abandonarem a sala, os cinco vogais que ficaram, entendendo que tinham quorum, votaram os projectos de acordão, indeferindo os recursos de Pinto da Costa e do Boavista (que, a vingar tal decisão, será despromovido à II Liga, cedendo o lugar na I Liga ao Paços de Ferreira).Já hoje, Gonçalves Pereira disse que tais decisões são "juridicamente inexistentes" e que depois dele ter saído da sala, por ter dado como finda a reunião, quem lá permaneceu o fez em forma de reunião de amigos que ficaram a conversar.Claro que os vogais chefiados por Carrajola de Abreu pensam o contrário.Esta palhaçada ainda vai fazer correr muita tinta, até porque do resultado dos recursos depende a homologação do campeonato da I Liga da época finda e o leque de clubes que vão participar no campeonato da nova época.Além da hipotética suspensão do FC Porto da Liga dos Campeões.Quem e como vai desfazer o impasse eu não sei.Mas acho que as cenas de ontem na reunião do Conselho de Justiça são verdadeiramente de partir a moca à gargalhada.


Ontem reuniu-se o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, entre outras coisas para apreciar os recursos interpostos pelo Boavista e por Pinto da Costa (a nível individual) das sanções que lhes haviam sido aplicadas, em primeira instância, pelo Conselho de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.Sabia-se que, à última hora, o Paços de Ferreira, indirectamente interessado no resultado dos recursos, levantara um incidente de impedimento do Presidente do Conselho de Justiça Gonçalves Pereira, e que o FC Porto e o Boavista levantaram, por sua vez, um incidente de impedimento do vogal Carrajola de Abreu.A primeira notícia que me chegou sobre a reunião foi no noticiário da meia-noite da SIC notícias, em que um reporter presente na sede da federação, com ar escandalizado, transmitiu que depois de sete horas de reunião ainda não havia resultados e que o presidente do Conselho de Justiça abandonara a reunião acompanhado do vice-presidente (Costa Amorim), da qual saíra "a rir-se". Os cinco vogais continuavam na sala de reuniões.Hoje de manhã ficou a saber-se que Gonçalves Pereira queria, aparentemente, adiar a votação dos projectos de acordão e que dera por finda a reunião, assinando a acta, no que foi secundado pelo vice-presidente. Os cinco vogais, na esteira de Carrajola de Abreu, não gostaram e "demitiram" o presidente e o vice-presidente. Depois destes abandonarem a sala, os cinco vogais que ficaram, entendendo que tinham quorum, votaram os projectos de acordão, indeferindo os recursos de Pinto da Costa e do Boavista (que, a vingar tal decisão, será despromovido à II Liga, cedendo o lugar na I Liga ao Paços de Ferreira).Já hoje, Gonçalves Pereira disse que tais decisões são "juridicamente inexistentes" e que depois dele ter saído da sala, por ter dado como finda a reunião, quem lá permaneceu o fez em forma de reunião de amigos que ficaram a conversar.Claro que os vogais chefiados por Carrajola de Abreu pensam o contrário.Esta palhaçada ainda vai fazer correr muita tinta, até porque do resultado dos recursos depende a homologação do campeonato da I Liga da época finda e o leque de clubes que vão participar no campeonato da nova época.Além da hipotética suspensão do FC Porto da Liga dos Campeões.Quem e como vai desfazer o impasse eu não sei.Mas acho que as cenas de ontem na reunião do Conselho de Justiça são verdadeiramente de partir a moca à gargalhada.

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