A mentira da verdadeO caso McCann foi um caso notável de dinheiro dos contribuintes mal gasto. Entre diligências intermináveis que não resultaram em nada, poderes mal concentrados e muitos recuos, eis que o processo chega ao fim. Não sei o que aconteceu a Maddie McCann, nem me atrevo a fazer conjecturas, mas sei que um crime foi cometido e os culpados andam à solta.Gonçalo Amaral é o homem que apareceu na comunicação social de todo o mundo com a camisa aberta a mostrar o peito e o cordão de ouro. Tem aquele ar típicamente português que normalmente é enxovalhado lá fora. O caso que apresenta no livro A verdade da mentira não tem ponta por onde se lhe pegue e assusta pensar que qualquer crime em Portugal possa ser provado de forma tão superficial e ligeira. Mas mais difícil de aceitar é o seu tom vingativo. Faz pensar. Sabemos que na teoria a justica foi criada para proteger a sociedade de pessoas que atentam contra a sua estabilidade, paz e harmonia. Mas perguntamo-nos agora quem defende os cidadãos da investigação descontrolada e da justiça que é tudo menos cega. Ninguém, adianto eu.Acredito que a PJ do Algarve faça um excelente serviço em matérias como o contrabando de droga, mas esta não foi a primeira vez que revelou problemas em casos de homicídio. Pode até não ser tão incompetente como parece, mas não revelou qualquer sensibilidade a trabalhar com a imprensa. Pior, mostrou estupidez crónica. Tentou utilizar a comunicação social, mas a forma como o fez foi precipitada e inconsistente. Quem pagou foi Gonçalo Amaral e foi possivelmente injusto pelo curriculum que foi acumulando, em outras áreas, ao longo dos tempos. Neste caso a única verdadeira vítima foi uma pequena criança a quem foi brutalmente roubado o futuro, de seu nome Madeleine McCann. Onde quer que esteja, costuma dizer-se que estará melhor do que aqui. Mas há um mundo inteiro que sentirá a sua falta.
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A mentira da verdadeO caso McCann foi um caso notável de dinheiro dos contribuintes mal gasto. Entre diligências intermináveis que não resultaram em nada, poderes mal concentrados e muitos recuos, eis que o processo chega ao fim. Não sei o que aconteceu a Maddie McCann, nem me atrevo a fazer conjecturas, mas sei que um crime foi cometido e os culpados andam à solta.Gonçalo Amaral é o homem que apareceu na comunicação social de todo o mundo com a camisa aberta a mostrar o peito e o cordão de ouro. Tem aquele ar típicamente português que normalmente é enxovalhado lá fora. O caso que apresenta no livro A verdade da mentira não tem ponta por onde se lhe pegue e assusta pensar que qualquer crime em Portugal possa ser provado de forma tão superficial e ligeira. Mas mais difícil de aceitar é o seu tom vingativo. Faz pensar. Sabemos que na teoria a justica foi criada para proteger a sociedade de pessoas que atentam contra a sua estabilidade, paz e harmonia. Mas perguntamo-nos agora quem defende os cidadãos da investigação descontrolada e da justiça que é tudo menos cega. Ninguém, adianto eu.Acredito que a PJ do Algarve faça um excelente serviço em matérias como o contrabando de droga, mas esta não foi a primeira vez que revelou problemas em casos de homicídio. Pode até não ser tão incompetente como parece, mas não revelou qualquer sensibilidade a trabalhar com a imprensa. Pior, mostrou estupidez crónica. Tentou utilizar a comunicação social, mas a forma como o fez foi precipitada e inconsistente. Quem pagou foi Gonçalo Amaral e foi possivelmente injusto pelo curriculum que foi acumulando, em outras áreas, ao longo dos tempos. Neste caso a única verdadeira vítima foi uma pequena criança a quem foi brutalmente roubado o futuro, de seu nome Madeleine McCann. Onde quer que esteja, costuma dizer-se que estará melhor do que aqui. Mas há um mundo inteiro que sentirá a sua falta.