Por vezes valorizada, outras vezes incompreendida, mas inegavelmente decisiva. A formação não é mais que um conjunto de etapas percorridas pelos jovens jogadores até chegarem a um patamar de excelência. Muitos deles, porém, jamais atingem um nível elevado. Ok, reconheço que nem todos podem lá chegar, que nem todos primam pelas qualidades inatas. Tranquilo e pacífico, contudo teremos todos de reconhecer que a formação desportiva, neste caso na modalidade de Futebol, jamais se encontra em planos de qualidade considerados desejáveis para a popularidade e a exigência competitiva do jogo.O que falta fazer? Quais os erros cometidos? O que melhorar? O que evitar? Poderiamos estar horas a discutir, analisar, debater e, no fim, não chegarmos a conclusões unânimes. A formação é dificil, é complexa, é interessante. Creio que os alunos de clubes ou escolas de futebol serão os menos culpados de tudo isto. Aliás, não têm o minimo de culpa. Eles limitam-se a fazer o que sabem ou o que lhes pedem. A culpa, em meu entender e utilizando uma expressão do futebolês, é do Sistema. Porquê? Porque os dirigentes querem resultados, não ter custos e trabalho acrescido. Os treinadores querem resultados e vêm a formação como uma ponte de passagem para mais altos voos. Os pais querem que os seus rebentos sejam o ganha pão da familia e o garante de uma reforma tranquila. Todos têm telhados de vidro. Em abono da verdade ninguém, mas mesmo ninguém, se pode rir ou fazer troça. As culpas são repartidas e é aqui que urge mudar. Todavia, como todos sabemos, é tremendamente dificil alterar mentalidades. Resta-nos acreditar nos miúdos, na qualidade do nosso trabalho, na pedagogia, na formação dos diversos agentes, de novos projectos baseados na qualidade e que as mais altas instâncias gorvenativas entendam o seu papel no Desporto, afinal um aliado poderoso na qualidade de vida e bem-estar das populações. Não pretendo dar lições de moral a ninguém. Nem tenho autoridade moral para tal. A verdade é que Portugal tem de crescer e tornar a formação mais exigente e competitiva, embora sempre com qualidade, perspectivando o futuro e não o presente. A dificuldade reside precisamente aí. Mas creio que apesar de tudo tem-se melhorado. Agora resta continuar o trabalho e que a qualidade se sobreponha sempre à incompetência e aos resultados imediatos. Aquele abraço.
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Por vezes valorizada, outras vezes incompreendida, mas inegavelmente decisiva. A formação não é mais que um conjunto de etapas percorridas pelos jovens jogadores até chegarem a um patamar de excelência. Muitos deles, porém, jamais atingem um nível elevado. Ok, reconheço que nem todos podem lá chegar, que nem todos primam pelas qualidades inatas. Tranquilo e pacífico, contudo teremos todos de reconhecer que a formação desportiva, neste caso na modalidade de Futebol, jamais se encontra em planos de qualidade considerados desejáveis para a popularidade e a exigência competitiva do jogo.O que falta fazer? Quais os erros cometidos? O que melhorar? O que evitar? Poderiamos estar horas a discutir, analisar, debater e, no fim, não chegarmos a conclusões unânimes. A formação é dificil, é complexa, é interessante. Creio que os alunos de clubes ou escolas de futebol serão os menos culpados de tudo isto. Aliás, não têm o minimo de culpa. Eles limitam-se a fazer o que sabem ou o que lhes pedem. A culpa, em meu entender e utilizando uma expressão do futebolês, é do Sistema. Porquê? Porque os dirigentes querem resultados, não ter custos e trabalho acrescido. Os treinadores querem resultados e vêm a formação como uma ponte de passagem para mais altos voos. Os pais querem que os seus rebentos sejam o ganha pão da familia e o garante de uma reforma tranquila. Todos têm telhados de vidro. Em abono da verdade ninguém, mas mesmo ninguém, se pode rir ou fazer troça. As culpas são repartidas e é aqui que urge mudar. Todavia, como todos sabemos, é tremendamente dificil alterar mentalidades. Resta-nos acreditar nos miúdos, na qualidade do nosso trabalho, na pedagogia, na formação dos diversos agentes, de novos projectos baseados na qualidade e que as mais altas instâncias gorvenativas entendam o seu papel no Desporto, afinal um aliado poderoso na qualidade de vida e bem-estar das populações. Não pretendo dar lições de moral a ninguém. Nem tenho autoridade moral para tal. A verdade é que Portugal tem de crescer e tornar a formação mais exigente e competitiva, embora sempre com qualidade, perspectivando o futuro e não o presente. A dificuldade reside precisamente aí. Mas creio que apesar de tudo tem-se melhorado. Agora resta continuar o trabalho e que a qualidade se sobreponha sempre à incompetência e aos resultados imediatos. Aquele abraço.